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Colecção de Arqueologia Pré-Histórica

Corresponde-lhe um acervo de mais de 100 000 peças cobrindo, praticamente, todas as etapas cronológico-culturais entre o Paleolítico e o período Lusitano-Romano, relativo às explorações mineiras.

Do conjunto exposto, que são cerca de 1600 peças destaca-se a ampla representação do Paleolítico Inferior e Médio, bem como um dos melhores espólios do Mesolítico europeu (Concheiros de Muge) e ainda, uma vasta representação de objectos colhidos em  diversas grutas e monumentos megalíticos do nosso território.

Merece, também, referência o conjunto de artefactos ligados à exploração mineira romana (séc- I - III), de que se destaca a placa de bronze  com legislação romana inscrita e os materiais em esparto (cesto, chapéu e sola de sandália) usados na exploração da antiga mina de Vipasca (Aljustrel).

Iniciada com as colheitas de 
Carlos Ribeiro na região da Ota e de Muge, no século XIX, correspondem-lhe vários períodos de significativa incorporação de peças, intimamente ligados a grandes nomes da arqueologia portuguesa nomeadamente Joaquim Fontes, Henri Breuil, Abel VianaGeorges Zbyszewski, Afonso do Paço O. da Veiga Ferreira, entre tantos outros.

Refira-se que é sobre os materiais que constituíram parte do embrião destas colecções, o espólio dos concheiros de Muge descobertos por Carlos Ribeiro em 1863, que F. Pereira da Costa redige a primeira monografia arqueológica publicada em Portugal, que intitulou "Da existência do homem em epochas remotas no valle do Tejo" (C.S.G., Lisboa, 1865).

Sublinhe-se o facto de que, durante muitos anos, a colecção de arqueologia pré-histórica do Museu Geológico foi a única disponível aos investigadores desta área e, que continua a ser, no conjunto do país, a única em que está exposto, em permanência, o conjunto de peças do Paleolítico aos tempos romanos relativas a Portugal. 

Esta colecção tem sido, nos últimos anos, objecto de diversos trabalhos de intervenção curativa e de restauro de muitas das suas peças mais significativas. No que respeita à exposição, deve dizer-se que esta foi objecto de requalificação, trabalho que beneficiou de subsídio concedido pelo Instituto Português de Museus.