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Sala de Arqueologia Pré-Histórica

 

Nesta Sala apresenta-se parte do espólio arqueológico obtido, na sua maioria, pelas colheitas realizadas, desde os finais do sec. XIX, pelo pessoal científico da Instituição e que ilustra a evolução do Homem pré-histórico em Portugal, desde os primórdios da sua presença (Paleolítico Inferior) até aos tempos romanos.

A exposição compreende 80 Expositores Centrais, 54 Armários Laterais e expositores isolados.

À entrada da Sala, encontra-se um escaparate com o catálogo “Localização dos exemplares expostos na Sala de Arqueologia”.

 

1 - Expositores Centrais

 

De forma geral, exibem peças que vão sucessivamente dos tempos mais recuados, (junto da entrada) aos mais recentes. Pode, assim, seguir-se a evolução da tecnologia dessas populações, desde os grandes artefactos paleolíticos e talhados grosseiramente em quartzito, até à perfeição do talhe dos instrumentos de sílex ou em osso, aos machados em pedra polida, das peças votivas em calcário ou em xisto, dos adereços e dos vasos cerâmicos do Neolítico, Calcolítico e Idades do Bronze e do Ferro.

Uma boa parte do acervo apresentado provem das escavações em grutas e monumentos funerários mas encontram-se, também, objectos colhidos em diversas estações de superfície.

Alguns expositores exibem restos ósseos de animais selvagens que existiam nesses tempos recuados e que os homens tinham de afrontar ou caçar: urso das cavernas, hienas, auroques, tigres, cavalos, elefantes antigos, etc.

Particular atenção marecem os expositores dedicados aos Concheiros de Muge, o mais importante sítio arqueológico europeu do Mesolítico, bem como o espólio romano da antiga mina de Vipasca (Aljustrel) com objectos em esparto e em madeira muito bem conservados, embora com cerca de 2 000 anos.

Se o visitante pretender conhecer melhor o enquadramento arqueológico dos objectos expostos, pode adquirir na Recepção, a publicação “Apontamentos de Pré-História”.

 

2 - Armários Laterais

 

Guardam o espólio de centenas de sítios arqueológicos, do Paleolítico ao Calcolítico, mas, devido à sua disposição, são especialmente utilizados por especialistas.

 

3 - Expositores individuais

 

Contêm peças que, pelas suas dimensões ou importância, foram destacadas, como acontece com alguns grandes vasos cerâmicos.

Podem, ainda, referir-se, as seguintes:

A evolução do Homem: com réplicas de crânios de Hominídeos apresentados de acordo com a sua ligação evolutiva.

Evolução da indústria lítica pré-histórica: em 4 pequenos expositores mostram-se alguns dos principais instrumentos em pedra, do Paleolítico Inferior ao Neolítico.

Exploração mineira de sílex no Neolítico: com algumas peças encontradas em galerias junto a Campolide, descobertas quando da abertura do túnel do Rocio.

Marcas de trepanação em crânios: vários exemplos encontrados em escavações portuguesas.

Vestígios da presença de glaciares quaternários da Serra da Estrela, com amostras de rochas glaciadas, colhidas nos finais do sec. XIX, onde pela 1ª. vez ficou demonstrada a presença de glaciares no nosso país.

Tabula de bronze de Aljustrel: contendo legislação mineira romana do sec. I, d. C., que permite ficar a conhecer um pouco como se vivia numa aldeia mineira há cerca  de 2 000 anos.

Mapa da localização das estações arqueológicas portuguesas: elaborado talvez, em meados do sec. xx, sobre a Carta Geológica de Portugal à esc. 1/500.000 (1899), tem hoje só quase interesse histórico.

 

 

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