Museu fora de portas - Pedras com história
Passeio Geológico do Carmo a S. Vicente de Fora

Museu Geológico do LNEG organizou passeio geológico que se realizou no passado dia 29 de julho 2017

 


 

Passeio Geológico do Carmo a S. Vicente de Fora Logotipo do LNEG e logotipo do Museu Geológico

 

Para além das excelentes condições climáticas e geográficas, entre os factores de fixação de populações na área actualmente ocupada pela cidade de Lisboa, contam-se os seus recursos naturais, destacando-se dentro destes os seus recursos geológicos. Com efeito a vasta diversidade de rochas aflorantes na região e que constituem o substrato geológico da cidade, foram desde muito cedo utilizadas como materiais de construção e matérias primas para várias indústrias e no caso das rochas sedimentares mais porosas, com capacidade para receber e reter água, deram origem a aquíferos que constituíram durante muito tempo as mais importantes fontes de água potável da cidade.

Actualmente sem qualquer valor económico ou possibilidade de exploração, face à expansão urbana, a natureza e abundância dos recursos geológicos da região condicionou a forma como a cidade foi sendo ocupada, e ditou em grande medida a forma como esta se expandiu. Constatação que nos parece evidente em particular na zona mais antiga da cidade.

Embora de existência praticamente desconhecida, do cidadão comum, a existência, exploração e aproveitamento, destes recursos, está omnipresente na cidade, que em muito deve do seu aspecto actual à componente útil do substrato geológico sobre o qual foi edificada, herança/memória esta patente nos seguintes aspectos:
 

  • Toponímia da alguns pontos da cidade, alguma antiga que deixou de ser utilizada outra ainda em uso. Cujo significado setorna geralmente óbvio face à geologia do local;
  • Património edificado, com exemplos da arquitectura civil militar e religiosa, infraestruturas, rodoviárias, ferroviárias portuárias e hidráulicas cuja construção foi fundamental para o desenvolvimento da cidade (cantarias, alvenarias e rochas ornamentais);
  • Pavimentos e revestimentos;
  • Cerâmicas ornamentais e estruturais;
  • Marcas/modelação que a exploração e transformação desses materiais geológicos induziu em muitos locais da cidade,
  • condicionando o seu aspecto actual.
     

Este primeiro “Passeio geológico” pela zona mais antiga da Cidade de Lisboa, o primeiro de uma série de iniciativas neste âmbito, que se irão desenvolver ao longo dos próximos meses, visou dar a conhecer a geologia da cidade, oculta, e concomitantemente evidente no património edificado e na memória da cidade.

 

Lisboa antiga

Partida

Largo do Carmo - Convento do Carmo
Praça D. Pedro IV
Largo da Madalena
Teatro Romano
Castelo / Pateo de D. Fradique
S. Adré - S. Tomé
Escolas Gerais
S. Vicente de Fora

Regresso

Calçada do Cascão
Rua dos Remédios
Largo do Cafariz de dentro
Torre de S. Pedro
Rua da Judiaria
Cafariz D’El Rei
Cruzes da Sé
 

Informações

Telefone: 21 346 39 15
e-mail: museugeol@lneg.pt

Brochura

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