No sentido mais estrito e tradicional de matéria-prima, o Recurso Geológico é uma concentração ou ocorrência anómala na crosta terrestre de uma determinada matéria prima natural de origem mineral, ou orgânica mas que evoluiu ao longo de processos de transformação geológica, susceptível de ser explorada economicamente, isto é, quando os custos de investimento e produção da matérias-primas utilizáveis pelas indústrias transformadoras ou directamente transaccionáveis são superiores ao potencial económico do recurso in situ. A localização, tonelagem/volume, teor, características geológicas e mineralógicas e a continuidade de um recurso mineral é conhecida, estimada ou interpretada com base no grau de conhecimento geológico existente.
Em Portugal, as mineralizações associadas aos fenómenos de granitização – como os jazigos de Sn, W, Au, Ag – são em grande número e dispersam-se por áreas extensas. Existem jazigos importantes, classificáveis com a notação de “world class deposits”, haja em vista a sua dimensão e riqueza – casos da Panasqueira (W, Sn, Cu) e dos jazigos de sulfuretos maciços da Faixa Piritosa, Neves Corvo e Aljustrel (Cu, Zn, Pb, Sn, Au, Ag) – bem como outras jazidas de dimensão considerável – Moncorvo (Fe). A grande maioria dos Recursos Não-Metálicos para a indústria Cerâmica, do Vidro e Cimenteira ocorre nas Orlas Sedimentares. Os recursos em Rochas Industriais, Ornamentais e outras, ocorrem nas várias zonas do Maciço Hespérico onde afloram granitos e mármores e nas Orlas onde ocorrem as maiores reservas de calcários (Maciço Calcário Estremenho).