Comunicações Geológicas

Tomo 84 - 2º Volume

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Artigos

1. "Paleontologia Urbana" : Percursos Citadinos de Interpretação e Educação (Paleo)ambiental
Carlos Marques da Silva ; Mário Cachão ( páginas)
resumo: A realização de percursos citadinos de descoberta e observação de aspectos paleontológicos, no âmbito do projecto "Paleontologia Urbana", ao privilegiar uma abordagem paleontológica de questões de interpretação e de educação (paleo)ambiental, constitui um importante instrumento de aquisição de conhecimentos e de atitudes relacionados com questões ambientais, conduzindo os seus intervenientes a uma participação mais consciente e empenhada na construção da qualidade do ambiente.
2. A Caulinização em Granitos. Sua Importância no Posicionamento e Definição de Fundações
Bernardo Pereira Barbosa ; Luísa Borges ( páginas)
resumo: É comprovada origem supergénica para a caulinização em granitos. Esta pode apresentar formas bastante irregulares, quer em superfície quer em profundidade.

Tendo em conta estes factos, sugere-se que a prospecção para fundações, em áreas caulinizadas, deva ser realizada no local das fundações.

3. A Compactação e a Desagregação em Materiais Xistentos
A. L. Almeida Saraiva ( páginas)
resumo: Os materiais xistentos podem apresentar graus de alteração que vão desde a rocha sã (W1) até ao solo residual sem conservação da textura da rocha inicial (W6). Os solos quando compactados com a energia proctor normal evidenciam curvas de compactação com curvatura pouco acentuada particularmente nos xistos mosqueados.

A susceptibilidade ao desgaste em meio húmido é muito mais pronunciada ao fim do 1º ciclo de ensaio do que dos ciclos seguintes, particularmente nos materiais mais alterados (W4).

4. A Dispersão do Urânio na Área de Influência da Mina da Cunha Baixa
O. Neves ; M. J. Matias ( páginas)
resumo: O objectivo deste trabalho é compreender os processos que controlam a dispersão do urânio nas águas superficiais, contaminadas por influência da mina de urânio da Cunha Baixa (Viseu-Portugal). Foram analisadas águas de ribeiras e sedimentos de corrente. O processo de diluição é indicado como o primeiro passo para promover o aumento de pH nas águas, para valores que favorecem os mecanismos de coprecipitação e adsorção do U, pelos óxidos-hidróxidos de Fe-Mn, indicados como os principais responsáveis pela remoção do U destas, limitando a sua mobilidade.
5. A Geologia do Diamante em Angola: a Geoteca do Museu Décio Thadeu
Luís Chambel ; António Diogo Pinto ( páginas)
resumo: Portugal esteve, por diversas vezes, ligado a importantes modificações estruturais na extracção e comércio mundial de diamantes. O País não detém neste momento, e nada faz prever que venha a deter no futuro, o papel de destaque outrora atingido. Há, todavia, algumas instituições nacionais ligadas ao mundo dos diamantes e cuja actividade nas áreas industrial e técnico-científica deve ser valorizada e desenvolvida, atendendo ao seu potencial de criação de riqueza.

O Departamento de Eng.ª de Minas e Georrecursos do IST tem dois Museus em que existem colecções ligadas à ocorrência e exploração do diamante. Apresenta-se, neste trabalho, de forma sucinta, a geoteca da geologia do diamante do Museu Décio Thadeu. Constituída por mais de uma centena de amostras ligadas à geologia do diamante na Lunda, a geoteca deve ser uma das mais completas colecções sobre o tema.

6. A Geologia e as Comunidades Locais; Mármores um Exemplo
L. André ; R. Caranova ; L. Corrula ; R. Dias ; P. Filipe ; V. Lamberto ; I. Leal Machado ; L. Lopes ; P. Madureira ; R. Varela Martins ; M.J. Matos ; P. Nogueira ; E. Pardal ; F. Silva ; C. Tapadas ( páginas)
resumo: A utilização de actividades em torno de um recurso geológico regional, o Mármore, permitiu a animação de cerca de 1900 estudantes de 25 escolas dos concelhos de Estremoz, Borba, Vila Viçosa e Alandroal. Nestas escolas, que iam desde o ensino infantil ao secundário, foram realizadas uma série de actividades que privilegiavam a vertente experimental da Geologia.

Estas actividades foram complementadas com uma visita ao Pólo de Estremoz da Universidade, onde foi possível visitar uma exposição especialmente montada para o efeito, bem como uma saída de campo a uma pedreira da região.

7. A Importância de Algumas Propriedades Petrofísicas no Comportamento de "Rochas Brandas" (O Caso da Pedra de Ançã)
A. Dionísio ( páginas)
resumo: Os calcários de Ançã, e particularmente a variedade branca, conhecida como pedra de Ançã, foram utilizados em escultura e arquitectura, deixando-nos belíssimos monumentos na região centro do país. Acontece que, hoje em dia, grande parte dessas obras de arte renascentistas se encontra em adiantado estado de degradação.

Procura-se neste trabalho abordar macroscopicamente algumas das propriedades relacionadas com a transferência de fluidos em meios porosos - porosidade, capilaridade e permeabilidade - e que condicionam o comportamento e a evolução destas rochas.

Ambas as variedades de rocha possuem características muito próximas, no entanto o calcário branco de Ançã parece apresentar predisposição ligeiramente superior para fenómenos de alteração meteórica, afectando a sua durabilidade.

8. A Instabilização de Taludes na IP3. Caso do Talude ao Km 58.9
A. L. Almeida Saraiva ( páginas)
resumo: Neste artigo pretende analisar-se as causas de instabilização do talude de escavação situado ao Km 58.9 do IP3. O deslizamento que ocorreu foi do tipo circular e deu origem à formação de uma escarpa principal com 1.5 m de altura máxima e de várias escarpas secundárias.
9. Alguns Dados sobre a Produção de Geomateriais Granulares
M. O. Quinta Ferreira ; Maria Fátima F. Trindade ( páginas)
resumo: É efectuada a análise dos dados disponíveis sobre a produção de geomateriais granulares, com particular incidência para a região centro. Aborda-se a evolução do número de pedreiras licenciadas e das quantidades produzidas, para os vários tipos litológicos.

É também efectuada a análise da evolução de população, da produção de cimento e da produção de geomateriais granulares per capita. Partindo da análise dos dados efectuaram-se algumas considerações para o futuro.

10. Análise Sumária da Fracturação nos Granitos do Complexo Plutónico de Monforte - Santa Eulália
José Vítor Vieira Lisboa ( páginas)
resumo: A análise da fracturação nos granitos do complexo plutónico de Monforte - Santa Eulália tem como objectivo contribuir com dados geológicos úteis na selecção de locais para a instalação de pedreiras. A tentativa de estabelecimento do padrão de fracturas na área estudada, permite verificar a variação espacial da fracturação.

Apesar da dispersão verificada na orientação das fracturas, existem direcções preferenciais, independentemente da zonação petrográfica da intrusão. Fracturas WNW a NW e NNE a NE, são as mais frequentes, ocorrendo em toda a superfície. As orientações N-S e E-W, são menos frequentes. As restantes orientações são menos representativas.

11. Analysis of the Influence of Textural Parameters on the Geotechnical Behaviour of the "Argilas de Aveiro" Formation (Portugal)
C. Galhano ; F. Rocha ; C. Gomes ( páginas)
resumo: Na região de Aveiro, o Cretácico Superior está representado pela formação "Argilas de Aveiro" (Campaniano - Maastrichtiano), a qual é composta por argilas e margas esverdeadas com intercalações delgadas de dolomias.

O comportamento geotécnico peculiar das "Argilas de Aveiro", nomeadamente no que se refere à expansibilidade e softening, é responsável pela ocorrência de problemas de construção, expressos por colapsos e assentamentos seguidos por intumescências.

Foram analisados os parâmetros texturais relevantes (conteúdos em fracção fina e em fracção argilosa, diâmetro médio da fracção fina) das "Argilas de Aveiro" posteriormente correlacionados, por análise estatística, com alguns parâmetros geotécnicos, tais como a expansibilidade, o Índice de Plasticidade de Atterberg e a Actividade. Os dados obtidos permitiram a subdivisão da região estudada em diversos sectores, com base no comportamento geotécnico.

12. Aplicação de Controle Geológico no Cálculo de Reservas na Mina de Neves Corvo
Francisco J. da Silva ; Rui P. Baptista ( páginas)
resumo: Durante o processo de cálculo de reservas um dos passos mais importantes consiste na escolha das amostras a serem utilizadas na estimação dos teores de cada bloco. Dadas as complexidades estruturais e químicas observadas nos jazigos de Neves-Corvo foi desenvolvida uma técnica que levasse em consideração as estruturas geológicas e desenvolvesse a estimativa de acordo com a geometria local representada por contactos, falhas, dobras, etc.
13. Aproveitamento Cerâmico do Caulino de Albergaria-dos-Doze
R. L. S. Matias ; F. A. L. Pacheco ( páginas)
resumo: Os resultados da caracterização química, mineralógica e tecnológica da fracção <75?. (considerada caulino) de algumas unidades litológicas pertencentes aos Grés Belasianos de Albergaria-dos-Doze (Pombal, Leiria) permitiram concluir que aquela fracção argilosa é susceptível de ter aproveitamento industrial, nomeadamente na produção de pastas para faiança e grés porcelânico, podendo, em certos casos, ser usada em faiança artística e porcelana.

O aproveitamento do caulino tem viabilidade económica garantida pelas reservas certas, calculadas em cerca de 185 000 toneladas, as quais manterão a exploração durante 20 anos a uma taxa de extracção de aproximadamente 9 000 toneladas/ano.

14. Aproveitamento do Filão Microgranítico de Molelinhos-Salgueiral como Fundente Feldspático
R. L. S. Matias ; F. A. L. Pacheco ( páginas)
resumo: Na região de Tondela (Portugal central) aflora um filão de microgranito com quimismo, mineralogia e comportamento tecnológico que o tornam susceptível de ter aproveitamento cerâmico como fundente feldspático, em particular nos sectores do grés, pavimento e revestimento porcelânico.

A viabilidade económica do investimento é garantida pelas reservas, que são indiciadas pela possança do corpo filoneano (10-50 m), pela continuidade dos seus afloramentos ao longo de mais de 3 km, e pela constância das suas características químicas e tecnológicas essenciais (teores elevados em elementos alcalinos, lítio e fósforo, e concentrações baixas em elementos contaminantes - ferro, titânio, manganês - do que resultam boa fusibilidade e vitrificação e cores de cozedura a 1200º C na região do beije claro.

15. As "Conheiras" de Vila de Rei (Portugal Central)
Bernardo Pereira Barbosa ; António A. Martins ; Rui Pena dos Reis ( páginas)
resumo: Dá-se conhecimento da localização geográfica e estratigráfica de antigas explorações mineiras (romanas?) a céu-aberto ("conheiras"), para ouro, que ocorrem numa área com de cerca de 5 x 2 Km, próxima de Vila de Rei (no centro de Portugal).
16. As Pedreiras Exploradas para a Construção e para os Restauros do Mosteiro da Batalha
Luís Aires de Barros ; M. J. Neto ; C. Soares ( páginas)
resumo: É apresentado o estudo sucinto de algumas pedreiras históricas exploradas, quer para fornecer pedra para a construção do Mosteiro da Batalha (pedreiras de Pidiogo e de Valinho do Rei), quer para os importantes restauros do século passado (pedreiras do Reguengo do Fetal, dos Carvalhos, do Cabeço do Rocho e do Laguedo, entre outras). Trata-se de um importante património geohistórico a preservar.
17. As Rochas Aflorantes entre Coimbra e Carregal do Sal - Uma Aula de Campo para os Alunos dos Ensinos Básico e Secundário
M. M. V. G. Silva ; C. S. P. S. C. Silva ; F. L. F. Lopes ; M. A. C. M. Barata ( páginas)
resumo: Na região de Coimbra - Santa Comba Dão - Carregal do Sal observam-se rochas sedimentares, ígneas e metamórficas, modos de jazida, contactos, estruturas, aspectos da diagénese, alteração e formação dos solos, o controlo da topografia pela geologia, instabilidade de taludes e utilidade das rochas como matéria prima e material de construção.

Esta região foi escolhida para uma aula de campo a realizar por alunos dos Ensinos Básico e Secundário, que começam os seus estudos de Geologia.

Apresentamos o roteiro geológico dessa aula que visa despertar ou consolidar o seu interesse pela geologia e demonstrar-lhes a importância desta ciência.

18. As Rochas Aflorantes na Área de Leiria - Uma Aula de Campo para os Alunos do Ensino Básico e Secundário
M. M. V. G. Silva ; M. F. A. Madeira ; H. C. A. C. Martins ( páginas)
resumo: A região limitada por Marrazes-Freiria-Sra do Monte (Leiria) foi escolhida para uma aula de campo destinada a alunos do Ensinos Básico e Secundário, que começam os seus estudos de Geologia.

Nesta área afloram essencialmente rochas sedimentares, intruídas por pequenos corpos de rochas hipabissais gabro-dioríticas. Observam-se e distinguem-se várias litologias, contactos entre diferentes unidades litológicas, estruturas presentes, aspectos de diagénese, controlo da topografia pela geologia e a utilidade de algumas das rochas que afloram nesta região.

É apresentado um roteiro geológico destinado a alunos da área de Leiria para despertar o interesse pela geologia, em particular a da sua região.

19. Bentonites do Porto Santo (Arquipélago da Madeira): Prospecção Geoeléctrica e Propriedades
J. Antunes ; N. Martins ; J. Naudin ; J. Silva ; F. Almeida ; F. Rocha ; C. Gomes ( páginas)
resumo: Na Ilha do Porto Santo ocorrem depósitos de bentonite, tendo sido amostrados 12 locais seleccionados. O estudo mineralógico foi baseado na difracção de raios-X. Nas fracções finas, as esmectites constituem o componente principal, associados a magnetite-maghemite e acompanhados, por vezes, por hematite. Na fracção argilosa, a esmectite é o único componente mineral. A campanha de prospecção geoeléctrica efectuada procurou definir a superfície de base dos vários depósitos de bentonite que afloram de modo descontínuo.

Foram efectuados dois perfis eléctricos, baseados no dispositivo dipolo-dipolo. Os resultados da inversão dos dados, apontam no sentido duma continuidade subsuperficial entre os depósitos estudados.

20. Calcários Ornamentais da Área de Cabeça Veada (Maciço Calcário Estremenho) - A Variedade "Semi-Rijo"
Rui Quartau ( páginas)
resumo: A área da Cabeça Veada é um dos locais de extracção de calcários ornamentais no MCE, pertencentes à Unidade Serra Daire (Formação de Stº. António-Candeeiros) datada do Jurássico Médio.

Os estudos realizados nesta zona conduziram à definição de três grandes unidades litoestratigráficas: Vidraços da Base (Batoniano Inferior), Calcários Ornamentais (Batoniano Médio) e Vidraços do Topo (Batoniano Superior).

Com base nos dados de superfície e das sondagens calcularam-se os recursos ainda existentes de calcários com aptidão ornamental. Chegou-se ao valor de 4.44 x 106 m3 para um factor de precisão de 80% e para um rendimento de exploração de 50%.

21. Características Geológico-estruturais do Granito Amarelo de Pinhão Cel (Vila Real) que Afectam a sua Exploração como Rocha Ornamental
Luís M. O. Sousa ; C. A. Coelho Pires ; L. M. Suarez Del Rio ( páginas)
resumo: Num maciço granítico procedeu-se à determinação de algumas características das diaclases: direcção, comprimento, abertura, terminação e espaçamento.

A análise dos resultados permitiu verificar de que modo estão relacionadas as várias características das diaclases e ordenar os vários locais estudados relativamente à sua aptidão para fornecer blocos comerciais de granito.

22. Características Geotécnicas de Granito Ornamental
P. G. C. Santarém Andrade ; J. A. Rodrigues Carvalho ( páginas)
resumo: Neste artigo apresentam-se os resultados do estudo da análise petrográfica e da caracterização físico-mecânica do granito ornamental de quatro pedreiras do Norte e Centro de Portugal, sendo três delas de granito cinzento e uma de granito rosado.

Efectuaram-se os ensaios de caracterização físico-mecânica mais frequentes para as rochas ornamentais, bem como outros ensaios geotécnicos.

23. Características Geotécnicas dos Solos Miocénicos de Lisboa
I. Lopes ; I. M. Almeida ( páginas)
resumo: A génese e evolução dos sedimentos que constituem o Miocénico de Lisboa deu origem a solos fortemente sobreconsolidados, superficialmente descomprimidos.

Do ponto de vista geotécnico, as principais diferenças de comportamento devem-se à composição textural e mineralógica e a variações locais de diagénese. Apesar da importante variação vertical e lateral de fácies, característica do ambiente de sedimentação, a análise e descrição do comportamento geotécnico das diferentes unidades habitualmente consideradas na Série Miocénica, pode ser feita considerando um número relativamente restrito de tipos de solos.

Neste trabalho são considerados três tipos principais; areias, areolas e argilas, que permitem englobar a maior parte dos solos.

24. Caracterização de Testemunhos de Sondagem por Aplicação da Análise de Correspondências
J. M. Marques ; A. Maurício ; R. C. Graça ; Luís Aires de Barros ( páginas)
resumo: Apresenta-se uma metodologia baseada na Análise Factorial de correspondências Múltiplas (AFCM) de Benzécri, para o estudo e interpretação de dados multivariados qualitativos e quantitativos associados a transformações induzidas em rochas granitóides devido ao contacto com fluidos circulantes.

O principal objectivo é facilitar e aumentar a capacidade de interpretação dos dados multivariados obtidos na sondagem com vista ao estabelecimento de um modelo conceptual de interacção água-rocha associado ao sistema geohidrológico em estudo.

Os resultados preliminares obtidos encorajam aplicação da AFCM a esta metodologia de estudo, cuja complexidade decorre do elevado número e tipo de variáveis observados, pelo facto de terem permitido interpretar de modo mais eficiente os dados e levantar um conjunto de questões que ajudam a definir linhas de investigação subsequentes.

25. Caracterização do Ouro Invisível em "Minérios" FE da Massa de Neves Norte do Jazigo de Neves Corvo
A. Pinto ; P. Marion ; A. Ferreira ( páginas)
resumo: Determinações de ouro efectuadas pelo método do ensaio de fogo nos "minérios" do tipo Fissural Estéril (FE) da massa de Neves Norte, revelaram teores interessantes que conduziram a estudos mineralógicos detalhados. Não se observou ouro visível, o que é consistente com a hipótese deste ocorrer na forma de inclusões submicroscópicas ou mesmo na rede de sulfuretos. Estudos microanaliticos por microssonda electrónica e microssonda iónica detectaram como principal portador de ouro a arsenopirite (15 a 1020 ppm).

O teor médio de ouro nas amostras totais nos "minérios" estudados é ligeiramente superior a 4 g/t. O teor médio de ouro nas arsenopirites encontrado pelos métodos analíticos usados é de aproximadamente 50 ppm.

26. Caracterização Físico-Mecânica e Ultrasónica de Rochas Carbonatadas
J. Velho ; C. Gomes ; N. Fernandes ; M. Santos ; A. Ferreira ; J. Perdigão ( páginas)
resumo: O trabalho que é apresentado analisa a caracterização físico-mecânica e ultra-sónica de rochas carbonatadas. Cinco rochas carbonatadas foram estudadas em termos de propriedades físicas (densidade, porosidade, absorção de água e índice de vazios), resistência mecânica à abrasão e ao deslizamento bem como velocidades ultra-sónicas.

A interpretação comparativa dos resultados obtidos foi feita concluindo-se pelas vantagens e limitações dos métodos de resistência mecânica.

27. Caracterização Geológica, Geomorfológica e Tectónica da Zona da Baía da Praia Grande (Macau)
Filomena Martins ( páginas)
resumo: Com este estudo pretende-se mostrar que o conhecimento geológico-tectónico de uma região poderá, também, ser apreendido pela detecção e compreensão das relações existentes entre a informação já existente e a coligida numa campanha de reconhecimento e de prospecção geotécnica.

O conhecimento geológico, geomorfológico e tectónico da região foi complementado através do tratamento estatístico básico aplicado à informação dos registos dos logs das sondagens geológicas acompanhadas de ensaios SPT's.

28. Caracterização Hidrogeoquímica das Águas Subterrâneas da Região de Viana do Alentejo - Alvito
I. Candeias ; M. Lourenço da Silva ( páginas)
resumo: O sistema aquífero carbonatado de Viana do Alentejo e Alvito abastece a quase totalidade da água consumida nestes dois concelhos.

Os resultados das análises químicas das águas daquele aquífero e das formações envolventes, amostradas em seis colheitas entre 1993 e 1996, revelaram que a mineralização é elevada, com condutividade eléctrica média que varia entre 250 e 1000 micros/cm. A fácies hidroquímica predominante é a carbonatada cálcica e calco-magnesiana. O estado de saturação em relação à calcite, dolomite e aragonite varia de colheita para colheita, predominando a subsaturação ou o equilíbrio.

Em termos de qualidade química da água para consumo humano os pontos amostrados caiem maioritariamente na classe de recomendável (VMR).

29. Caracterização Petrográfica e Tecnológica do Litotipo Granítico "Azul Tragal" (Bruçó - Mogadouro)
P. Bravo Silva ; A. Casal Moura ( páginas)
resumo: A inventariação e caracterização sistemáticas de novos litotipos ornamentais são objectivos preconizados pelo Laboratório do Instituto Geológico e Mineiro (LabIGM), enquadrando-se no projecto "Caracterização e Valorização Tecnológica de Rochas Naturais".

Nesse contexto, apresentam-se, no presente trabalho, os resultados da caracterização petrográfica e tecnológica do litotipo "Azul Tragal", aflorante na pedreira de Lastre do Tragal (Bruçó-Mogadouro).

30. Carta de Fontes de Contaminação "Alto Minho" na Escala de 1:100000
Maria Yolanda Pedrosa ; Ana Paula Teixeira Pereira ( páginas)
resumo: A Carta de Fontes de Contaminação - Alto Minho à escala 1:100000, tem como objectivos a protecção e a conservação dos recursos hídricos subterrâneos, e uma visão global e integrada da relação água subterrânea/ocupação do território, assim como o estabelecimento de prioridades de investigação.
31. Carta Hidrogeológica de Portugal - Folha 1 - Escala de 1:200000
Maria Yolanda Pedrosa ( páginas)
resumo: A Carta Hidrogeológica de Portugal à escala 1:200 000 (Folha 1), região de Entre Douro e Minho, tem como objectivos a determinação das relações entre a água, inserida no ciclo hidrológico, e os seus reservatórios naturais, definição de unidades com características hidrogeológicas semelhantes, a produção de documentação cartográfica base para a avaliação, exploração, consumo e gestão dos recursos hídricos regionais e ordenamento do território e a elaboração de sínteses hidrogeológicas.
32. Cartografia Geológica de Túneis - O Exemplo do Túnel 4 no Porto
Luísa Borges ; Sandra Pedrosa ( páginas)
resumo: Com o presente trabalho pretende-se exemplificar a importância da cartografia geológica na escavação de túneis, no caso concreto do Túnel 4, no Porto. Apresenta-se uma descrição sumária das características geológico-geotécnicas do maciço, assim como da obra.

Salienta-se a relação entre a cartografia geológica e o método construtivo - NATM, nomeadamente a classificação geotécnica adoptada e o suporte-tipo associado. Faz-se referência à metodologia e critérios a utilizar na cartografia geológica da frente de escavação do Túnel Mineiro.

33. Construir uma Memória da Terra Para o Futuro
Liliana Póvoas ; César Lopes ( páginas)
resumo: O conhecimento científico sobre a História da Terra - que é a casa comum da humanidade - constitui um contributo para a identificação do Homem com o seu Meio e a sua condição de filho do Universo. A preservação e valorização, sobretudo in situ, dos documentos que testemunham e simbolizam essa História, inscreve-se também num processo de produção da paisagem - que integra o cultural e o natural - abrindo novas pistas para o aprofundamento das relações das populações com o seu território e as suas origens mais remotas, mesmo as anteriores à individualização do grupo biológico a que pertencemos.
34. Contaminação Antropogénica por Metais Pesados nos Solos da Várzea de Loures
M. C. R. Silva ; C. Almeida ; José M. U. Munhá ( páginas)
resumo: A Várzea de Loures está sujeita a contaminação antropogénica, nomeadamente nos metais pesados que se estudaram: Pb, Zn, Cu, Ni, Co, Cr e V.

Relativamente ao Pb, a sua concentração é mais elevada nos solos do que nas rochas, apresentando valores superiores nas amostras superficiais. Os teores atingem valores mais elevados nas proximidades dos cursos de água.

Os teores em Zn apresentam valores mais elevados nos solos, relativamente às rochas e as concentrações menores localizam-se no troço montante do rio Trancão, até à confluência deste com o rio de Loures.

Os restantes metais pesados Cu, Ni, Co, Cr e V têm teores inferiores aos existentes nos basaltos, mas mesmo assim são sintomáticos de contaminação antropogénica, já que a sua distribuição geográfica não é uniforme, apresentando valores mais elevados perto dos cursos de água (ribeira da Póvoa e rio de Loures).

35. Contaminação Hídrica na Região de Segura, Portugal
I. M. H. R. Antunes ( páginas)
resumo: Filões aplíticos e aplítico-pegmatíticos cortam o plutão granítico hercínico de Segura e o Complexo Xisto-Metagrauváquico. Filões de quartzo com cassiterite e volframite atravessam apenas este Complexo; posteriormente, cortado por filões de quartzo-barite-galena-blenda, como o granito. A área foi explorada para Sn, W, Ba e Pb.

As águas recolhidas junto das várias mineralizações são as mais contaminadas em Fe e As, mas as colhidas próximo das mineralizações em barite revelam as maiores concentrações de Ba e Zn. Há, também, águas contaminadas em Mn, Cl- NO3- e PO42- devido a fertilizantes agrícolas e contaminação antrópica.

36. Contribuição da Precipitação Oculta para os Recursos Hídricos Subterrâneos da Ilha da Madeira
Susana N. Prada ; Manuel O. Silva ( páginas)
resumo: Um aspecto importante do clima da Madeira é a intensa cobertura nebulosa, de origem orográfica, em parte responsável pela existência da floresta subtropical húmida, a Laurissilva.

Pretendeu-se neste estudo quantificar a precipitação oculta na ilha da Madeira. Ao longo do trabalho apresentamos a metodologia e instrumentos utilizados assim como os primeiros resultados obtidos.

37. Contribuição para o Conhecimento da Hidrogeologia da Bacia de Ourém
Eduardo Paralta ; M. Lourenço da Silva ( páginas)
resumo: O abastecimento público de água ao concelho de Ourém depende quase exclusivamente dos recursos hídricos subterrâneos do aquífero cretácico ("Belasiano").

Neste sentido procedeu-se, em 1995, ao estudo da hidrogeologia regional tendo sido quantificado os recursos hídricos subterrâneos a partir dos dados climáticos disponíveis.

Determinou-se o sentido do fluxo hídrico subterrâneo regional, associado ao aquífero principal cretácico e os respectivos parâmetros hidráulicos.

Com base nas campanhas realizadas entre Março e Junho e nos dados históricos do INAG procedeu-se à caracterização das fácies hidroquímicas.

38. Contribuição para o Conhecimento Geológico e Metalogenético da Jazida de Lagoa Salgada, Faixa Piritosa Ibérica - Bacia Terciária do Sado
João Matos ; Vitor Oliveira ; Fernando J. A. S. Barriga ( páginas)
resumo: A Jazida de Lagoa Salgada (JLS), descoberta pelo ex.-SFM (1992) sob sedimentos da Bacia Terciária do Sado, é constituída por uma massa de sulfuretos maciços polimetálicos representada próximo da interface Terciário/Paleozóico por um gossan e uma zona de enriquecimento paleo-supergénico. A JLS é limitada a muro por falha cavalgante com forte caulinização associada, situada no flanco inverso de um anticlinal.

Salienta-se a presença de um intenso sistema hidrotermal mineralizante marcado por clorite, clorite+sericite+carbonatos, quartzo+sericite e sericite. O reconhecimento de pirofilite em stockworks sugere condições de baixo pH e temperatura até 400°C, as quais terão facilitado forte concentração de metais no fluido hidrotermal e extrema lixiviação das litologias vulcânicas encaixantes.

39. Contribuição para o Conhecimento Hidrogeológico do Aquífero dos Calcários do Cano
A. Carvalho ( páginas)
resumo: No âmbito do PERHSA foi levada a cabo pelo IGM uma série de trabalhos com o intuito de clarificar o comportamento hidrogeológico das formações dos calcários do cano, que apresentam valores de produtividade anormalmente elevados, na Herdade do Lameirão.

Realizaram-se: uma campanha de VLF, a construção de uma sondagem hidrogeológica, a execução de diagrafias eléctricas e nucleares e a amostragem de testemunho da sondagem para análises mineralógicas.

Os resultados preliminares dão, em parte, apoio a hipóteses anteriormente formuladas, que apontam para que parte da recarga desta formação provenha das formações paleozóicas subjacentes, por alimentação através de descontinuidades tectónicas.

40. Contribution to the Geological Knowledge of the Portuguese Ornamental Limestones
Jorge Carvalho ; Giuseppe Manuppella ; A. Casal Moura ( páginas)
resumo: As principais regiões portuguesas produtoras de calcários ornamentais são o Maciço Calcário Estremenho, a região a Norte de Lisboa e a Bacia Algarvia. Na Serra do Sicó não existem centros de extracção. No entanto, pelas características dos calcários aí presentes, trata-se duma zona potencial, talvez com áreas favoráveis para exploração, esperando-se para breve o estudo geológico detalhado destas rochas de idade Jurássica.

A produção global de calcários ornamentais ronda as 300 000 tons/ano, o que representa um peso de 26% da total produção de rochas ornamentais em Portugal, tendo este valor aumentado bastante nos últimos 10 anos.

41. Diagnóstico e Recuperação Ambiental da Zona Envolvente da Lixeira de Maceda (Ovar)
E. C. Ramalho ; M. A. Marques da Silva ; M. J. Senos Matias ; M. V. Jardim ( páginas)
resumo: A deposição de lixos sólidos urbanos durante 20 anos na lixeira de Maceda, causou a ruptura do equilíbrio ecológico e provocou impactos ambientais negativos nas zonas adjacentes, nomeadamente nas águas subterrâneas.

A localização da lixeira, cerca de 4 km a norte de captações que abastecem a cidade de Ovar, motivou a investigação da possível contaminação das águas subterrâneas.

Os resultados obtidos, através da utilização conjunta de diversas técnicas de prospecção confirmaram a contaminação das águas subterrâneas e delinearam a pluma de contaminação, conduzindo, assim, ao desencadear do processo de selagem da lixeira, supervisionado pela Câmara Municipal de Ovar.

42. Distribuição do Radão em Solos da Área Urbana de Castelo Branco (Portugal Central)
J. M. S. Figueiredo ; A. J. S. C. Pereira ; L. J. P .F. Neves ; M. M. Godinho ( páginas)
resumo: Na área urbana de Castelo Branco mediram-se concentrações de radão nos solos de 0.5 a 400 kBq.m-3. Os valores médios à profundidade de 0.8 metros nas litologias dominantes são os seguintes (em kBq.m-3): 15 nas rochas do complexo xisto-grauváquico; 19 nas da crista quartzítico-xistenta ordovícica; e 26 nos granitos.

As concentrações são várias vezes superiores às médias numa faixa de alguns metros de largura ao longo de algumas fracturas que intersectam estas litologias; análoga variação se observa no teor de urânio.

O risco ambiental atribuído ao radão é baixo a moderado na maior parte da região, sendo elevado apenas sobre algumas fracturas enriquecidas em urânio.

43. Distribuição do Radão em Solos da Região de Coimbra (Portugal Central)
A. J. S. C. Pereira ; L. J. P. F. Neves ; M. M Godinho ; A. F. Soares ; J. F. Marques ( páginas)
resumo: Na região que integra a área urbana de Coimbra mediram-se as concentrações de radão em 200 locais e a profundidade de 0.8 metros nos solos de formações sedimentares; os valores observados situam-se no intervalo 0.1-100 kBq.m-3, sendo mais frequentes os valores do intervalo 5-28 kBq.m-3.

Discute-se a relação que tem a concentração do radão com a natureza das rochas, e conclui-se que o risco ambiental que o radão envolve é geralmente baixo a moderado, só localmente alto.

44. Dos Modelos Conceptuais aos Modelos Matemáticos de Simulação de Fluxo. O Caso do Aquífero Cársico de Castelo de Vide
J. P. Monteiro ; M. Lourenço Silva ; A. Carvalho Dill ( páginas)
resumo: O desenvolvimento do projecto "Aplicação de Métodos Geoquímicos Isotópicos e Modelos de Escoamento ao Aquífero Carbonatado da Serra de S. Mamede", actualmente no último ano de execução e financiado pela FCT (PEAM/SEL/557/95), permitiu que se levasse a cabo uma análise detalhada das metodologias actualmente disponíveis para investigar o funcionamento hidráulico dos aquíferos cársicos.

De uma forma muito esquemática referem-se os contextos em que os modelos matemáticos de fluxo contribuem para interpretar o funcionamento dos aquíferos e particularizam-se algumas necessidades específicas impostas ao seu uso neste tipo de meios.

45. Educação em Geociências em Portugal: Contributos para uma Análise dos Currículos dos 7º e 10º Anos
J. Praia ; L. Marques ( páginas)
resumo: A comunicação desenvolve-se em torno dos currículos dos 7º ano (3º ciclo do Ensino Básico) e 10º ano de escolaridade (Ensino Secundário). Situa-se num eixo de continuidade com o currículo formal e não pretende, neste contexto, contribuir para uma nova proposta curricular.

Trata-se de olhar o currículo proposto a nível ministerial e percorrê-lo através de algumas áreas de investigação em didáctica que são consideradas, hoje, pela comunidade científica como importantes para a Educação em Ciência. Fazem-se recomendações para melhor orientar os currículos de Geociências.

46. Ensaio de Traçador com Bacteriófagos no Sistema Aquífero Querença - Silves (Algarve)
Edite Reis ; Rita Baptista ; Raquel Coimbra ; Amélia Carvalho Dill ; Margarida P. Reis ( páginas)
resumo: A zona SE (Cerro da Águia) do sistema aquífero Querença - Silves apresenta uma carsificação muito desenvolvida, pelo que a percentagem de água infiltrada a partir da precipitação será elevada.

Com vista a determinar a direcção principal do fluxo da água subterrânea, injectou-se um traçador biológico dentro de um algar existente na zona. Foram efectuadas colheitas de água em vários pontos a Sul, Oeste e Norte do ponto de injecção. O traçador veio a aparecer a Norte, no leito da ribeira do Algibre, indicando que as nascentes aí existentes, serão o ponto principal de descarga da zona em estudo.

47. Ensaios de Secagem em Granitos da Região de Braga
C. A. S. Alves ; M. A. Sequeira Braga ( páginas)
resumo: Apresentam-se os resultados de ensaios de secagem em amostras com diferentes graus de meteorização de duas fácies graníticas da região de Braga, frequentemente aplicadas em monumentos desta cidade.

Observou-se uma correlação negativa entre a taxa de transferência capilar e a saturação crítica. Os valores de saturação crítica são globalmente elevados (=40%) o que implica que uma porção importante das soluções salinas se evapora no interior das pedras graníticas levando ao desenvolvimento das patologias de deterioração frequentemente observadas nos monumentos da cidade de Braga: desagregação granular, placas e escamas.

48. Envelhecimento Laboratorial de Calcários: Contribuição para o Conhecimento da sua Alterabilidade (e suas Características Petrofísicas)
P. Figueiredo ; Luís Aires de Barros ; C. Figueiredo ( páginas)
resumo: Neste trabalho analisam-se e discutem-se os resultados de ensaios de envelhecimento laboratorial de alguns calcários ornamentais de idade jurassico-cretácica da região de Lisboa no quadro da sua caracterização tecnológica.

Procuraram-se correlações entre as diversas propriedades físico-mecânicas e químicas medidas e os índices de alterabilidade e da capacidade de alteração calculados.

Os resultados assim obtidos possibilitam o estabelecimento de relações que permitem prever, de forma quantitativa e/ou qualitativa, a evolução do comportamento das rochas ensaiadas face ao ambiente exógeno.

Os ensaios de envelhecimento laboratorial acelerado consistiram em ensaios de fadiga térmica com ciclos de secagem-molhagem.

49. Estudo Comparativo de Características Petrofísicas do Lioz (ss) vs. Encarnadão e Amarelo da Região de Pêro Pinheiro
P. Figueiredo ; Luís Aires de Barros ( páginas)
resumo: No presente trabalho caracterizam-se fisicamente o lioz de Fervença, o encarnadão e o amarelo de Negrais no que se relaciona com a transferência de fluídos.

Este estudo comparativo de características petrofísicas tem como objectivo não só definir estratégias de conservação e recuperação, bem como optimizar a aplicação dos diversos tipos de rochas calcárias existentes na região de Lisboa.

50. Estudo Comparativo de Crostas Negras "Fósseis" e Actuais. Os Casos do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e da Igreja de Santa Cruz, em Coimbra
Luís Aires de Barros ; M. J. Basto ( páginas)
resumo: Faz-se o cotejo das crostas negras "fósseis" do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha com as actuais crostas negras provenientes do portal da Igreja de Santa Cruz, em Coimbra.

Trata-se de produtos de alteração correspondentes a épocas climáticas e de interacção atmosfera - rocha actuando sobre rochas calcárias em monumentos, com situação geográfica próxima, mas geradas em ambientes muito diferentes: rural vs urbano. As crostas "fósseis" do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha estiveram alguns séculos (desde o século XVI ou XVII) soterradas.

As crostas "fósseis" são finíssimas, formadas por gesso e anidrite e ricas de Fe e Mn, mas desprovidas de Pb, Zn, Cu, Ba. Ao invés as crostas negras actuais do portal da Igreja de Santa Cruz, são espessas e eminentemente gipsíferas, formadas a expensas do substrato calcário e ricas de partículas da poluição antropogénica actual (v.g. Pb, Zn, Cu, Ba).

51. Estudo da Interface Água Doce - Água Salgada na Península Barra-Costa Nova-Vagueira (Aveiro) pelo Método Eléctrico de Resistividades
Fernando P. O. O. Figueiredo ; Manuel J. Senos Matias ( páginas)
resumo: Neste trabalho apresenta-se o modelo geofísico do aquífero Quaternário entre as povoações da Barra e Vagueira, tendo sido utilizados os métodos eléctricos de resistividade, com aplicação do dispositivo Wenner tripotencial.

Foram efectuados 6 perfis, num total de 116 sondagens eléctricas. Dos resultados obtidos, apresenta-se o posicionamento e a geometria da interface água doce-água salgada do aquífero em estudo. Este aquífero tem poucas potencialidades, embora existam lentículas de água doce que podem ser exploradas, devendo haver um aproveitamento racional do aquífero de modo a evitar a intrusão salina.

O método de resistividade eléctrica dá bons resultados na prospecção de aquíferos costeiros, devido à diferença de resistividades das formações com água doce e água salgada, que podem ter relações de 10 para 1.

52. Estudo Geoestatístico da Contaminação por Nitratos na Área da Ribeira da Chaminé - Resultados Preliminares
Eduardo Paralta ; L. Ribeiro ( páginas)
resumo: No âmbito do Projecto de Estudo dos Recursos Hídricos Subterrâneos do Alentejo, sob a coordenação da CCR Alentejo, têm sido desenvolvidos trabalhos de caracterização hidrogeológica em diferentes áreas do aquífero dos Gabros de Beja.

Apresenta-se seguidamente uma caracterização geoestatística preliminar, com base em técnicas probabilísticas, do fenómeno de poluição por nitratos (NO3) na área da bacia hidrográfica da Rib.ª da Chaminé.

Numa primeira fase são determinados os estatísticos básicos da série temporal e posteriormente determinados os parâmetros estruturais da variável indicatriz ajustados a modelos esféricos, usados no etapa subsequente de krigagem.

Como resultado da aplicação desta metodologia estocástica são apresentados mapas de risco, que constituem instrumentos fundamentais de gestão ambiental.

53. Estudos Sobre a Flora Microbiana da Pedra num Monumento Granítico (Braga, NW Portugal)
S. Leite Magalhães ; M. A. Sequeira Braga ; C. Leão ( páginas)
resumo: O Edifício do Largo do Paço, em Braga, data dos séc. XIV a XVIII. Uma das fachadas do corpo Medieval foi objecto de um estudo microbiológico da pedra por apresentar extensa colonização biológica.

Realizaram-se análises qualitativas e quantitativas da população microbiana. Foram efectuados estudos mineralógicos complementares por difracção de raios X (DRX) e por microscopia electrónica de varrimento (MEV-EDS) do substrato pétreo granítico.

Os resultados mostraram uma presença significativa das bactérias intervenientes nos ciclos biogeoquímicos do azoto e do enxofre bem como de algas, fungos, actinomicetes, microrganismos heterotróficos e de bactérias fermentadoras de açúcares.

54. Expansibilidade e Plasticidade de Solos Argilosos Portugueses
Teresa Guedes ; Isabel Moitinho de Almeida ; Silvério Prates ( páginas)
resumo: Na sequência de estudos geotécnicos sobre solos finos portugueses, foram seleccionadas 151 amostras de solos argilosos plásticos sedimentares, abrangendo formações de diferentes idades, e 57 amostras de solos de alteração de rochas ígneas e vulcânicas.

Nestes solos são estudados os valores dos limites de consistência, análise granulométrica e análise mineralógica da fracção argilosa, permitindo avaliar a actividade coloidal e a expansibilidade potencial.

São ainda analisados os resultados de ensaios de expansibilidade e a importância dos ensaios de identificação.

55. Fases Suporte do Ni e Cr em Sedimentos de Corrente da Bacia Hidrográfica do Rio Antuã: Implicações Ambientais
F. Moreno ; E. Ferreira da Silva ; C. Patinha ; E. Cardoso Fonseca ( páginas)
resumo: Utilizou-se uma sequência de extracção química na identificação das fases-suporte do Ni e Cr em amostras de sedimentos de corrente da bacia hidrográfica do rio Antuã.

Os resultados revelaram que o Ni se localiza nas amostras seleccionadas sob a forma de Ni de troca e o Cr sob a forma de Cr de troca e Cr ligado ao Fe amorfo e cristalino, evidenciando que ambos os metais estão associados a fases facilmente solúveis. Da cartografia, à escala da bacia, dos teores extraídos nestas fases foi possível delimitar duas áreas de risco.

56. Fonte do Ídolo (Braga). Diagnóstico do Estado de Conservação
Luís Aires de Barros ; M.A. Sequeira Braga ; J. Pamplona ; A. Lima ; C. Alves ( páginas)
resumo: O monumento em estudo está esculpido num afloramento granítico, bastante fracturado, e consta de inscrições latinas e de uma importante figuração. Uma das figuras "lembra Esculápio (?)" e tem cerca de 1.10 m de altura.

Na base do afloramento brota uma fonte. Neste trabalho apresenta-se o diagnóstico do estado de conservação da Fonte do Ídolo, estudo este que se impõe numa perspectiva de salvaguarda do Património Construído da cidade de Braga.

57. Geologia e Geotecnia do Local da Barragem da Aguieira no Rio Mondego
J. M. Cotelo Neiva ; Celso Lima ( páginas)
resumo: No local aflora maciço xistento constituído por estreitas alternâncias de metagrauvaque, xisto grauvacóide e filádio grafitosos, com xistosidade e dobras hercínicas muito inclinadas para NNE, atravessado por filões de pórfiro dacítico e de quartzo e algumas falhas.

Por vezes há esmagamento no contacto entre metagrauvaque e filádio e apreciável fracturação nas charneiras das dobras. A profundidade e a disposição das fundações da barragem de abóbadas múltiplas, condicionadas pela estrutura geológica e zonamento do maciço xistento, garantem a compacidade e a resistência deste, confirmado pelos módulos de deformabilidade e resistência ao corte.

58. GEOMONUMENTOS - Uma Reflexão sobre a sua Classificação e Enquadramento num Projecto Alargado de Defesa e Valorização do Património Natural
A. M. Galopim de Carvalho ( páginas)
resumo: Insiste-se no conceito de geomonumento como um georrecurso cultural não renovável, propõe-se a classificação das suas várias ocorrências em três tipos - a nível do afloramento, a nível do sítio e a nível da paisagem - e defende-se a sua inclusão numa estrutura museológica dispersa e à escala nacional, como pólos científicos e pedagógicos do Museu Nacional de História Natural a dar os primeiros passos - o EXOMUSEU DA NATUREZA.
59. Gestão de Aquíferos - Exploração Racional de Sistemas Aquíferos
Albino Medeiros ( páginas)
resumo: Uma gestão equilibrada dos recursos hídricos subterrâneos deverá considerar, entre outros factores, a adequação das técnicas de execução de furos de pesquisa e transformação em captação, à realidade dos diferentes ambientes hidrogeológicos ocorrentes em Portugal.

O aproveitamento integral dos sistemas aquíferos pode permitir, um acréscimo dos caudais instantâneos, mas com contrapartidas desastrosas, ao nível da salvaguarda do potencial qualitativo dos aquíferos, a longo, médio ou curto prazo.

A construção de pares de captações produzindo em níveis aquíferos distintos, não é novidade, no entanto apresentam-se alguns casos paradigmáticos de gestão hidrogeológica.

60. Hidroquímica da Mina de Jales
Maria Yolanda Pedrosa ; M. José. C. Machado ; Ana Paula Pereira ( páginas)
resumo: O estudo da hidroquímica da mina de Jales insere-se num estudo mais vasto de impacto ambiental de minas abandonadas. O impacto desta mina e escombreira nas águas da área envolvente faz-se sentir tanto nas águas superficiais, sobretudo a distâncias inferiores a 1,5 Km, como nas águas subterrâneas, especialmente nas águas freáticas.

A contaminação proveniente destes focos poluidores traduz-se na presença de iões metálicos detectados nas águas superficiais e subterrâneas, nomeadamente ferro, manganês, zinco, cobre, cádmio, selénio, arsénio e chumbo. A presença destes metais nas águas, tem a ver com a sua elevada mobilidade e com a paragénese mineral.

61. Impacte Ambiental Provocado pela Actividade Mineira Caracterização da Situação Junto da Mina de Jales, Avaliação dos Riscos e Medidas de Reabilitação
J. M. Santos Oliveira ; Maria Yolanda Pedrosa ; Maria José do Canto Machado ; J. Rocha Silva ( páginas)
resumo: A exploração mineira levada a efeito, no passado, na Mina de Jales provocou impacte na sua área de influência, particularmente de natureza química. Determinaram-se concentrações anómalas de As, Cd, Pb, Zn e Cu em sedimentos, aluviões e solos na vizinhança da mina, enquanto nas águas ocorrem teores de Mn, Cd, Se, As, Pb, Zn e sulfato com algum significado em conjunto com valores baixos de pH.

A caracterização geo e hidroquímica feita, acompanhada de estudos geotécnicos nas escombreiras configuram uma situação de nocividade potencial e apontam para a necessidade de uma tomada urgente de medidas reabilitadoras do local.

62. Informatização da Classificação de Rochas por Observação Macroscópica para Fins Didácticos
Carla D. Fortes ; Carlos N. Costa ( páginas)
resumo: O trabalho visa a identificação macroscópica e classificação de rochas ígneas, metamórficas e sedimentares, através de uma base de dados informatizada para utilização de estudantes e profissionais de Engenharia Civil e áreas afins.
63. Internet: Uma Nova Estratégia para o Ensino das Ciências da Terra
José B. R. Brilha ; Paulo A. R. R. Legoinha ( páginas)
resumo: O aproveitamento pedagógico das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) no ensino é actualmente uma prioridade institucional, quer a nível europeu quer a nível nacional. Utilizadores particulares e institucionais não param de aumentar e o número de sub-domínios em Portugal já ultrapassam os 3600. É premente que os cursos de ensino em Ciências da Terra incluam disciplinas relacionadas com a utilização das TIC. O professor deve promover, orientar, analisar e referenciar, a pesquisa de informação electrónica por parte dos alunos.

Sugerem-se estratégias de ensino/aprendizagem e apresentam-se recursos pedagógicos relacionados com as Ciências da Terra.

64. Investigations Concerning the Gold Potential of the Penamacor Area in Central Portugal: Initial Results Based on a Multidisciplinary Geological, Mineralogical and Geochemical Approach
J. Farinha ; J. M. Santos Oliveira ; L. V. Rodrigues ; L. P. Martins ; T. J. Shepherd ; J. Naden ; L. E. Nabais Conde ; A. F. Ferreira Pinto ( páginas)
resumo: Trabalhos de prospecção mineira realizados pelo Instituto Geológico e Mineiro (IGM), em passado recente, na denominada Faixa de Góis-Segura, no centro de Portugal, a qual é constituída, do ponto de vista geológico, principalmente por formações metassedimentares do Complexo Xisto-Grauváquico das Beiras, permitiram a determinação de um número elevado de anomalias mineralométricas de grãos de ouro em amostras aluviais, após recuperação dos concentrados dos minerais pesados à bateia.

Tomando, como base para estudo, a área de Penamacor, localizada a noroeste de Castelo Branco, onde haviam sido detectadas várias dessas anomalias, formulou-se um projecto de investigação tendo em vista identificar a sua origem e, a partir daí, proceder ao estudo metalogenético dessa mesma área.

Apresentam-se aqui alguns dos primeiros resultados alcançados que, necessariamente, devem ser considerados preliminares face ao estádio inicial em que o projecto se encontra.

65. Jazida Fossilífera de Cacela (Parque Natural da Ria Formosa, Algarve): Um Exemplo de Património Paleontológico a Salvaguardar
Ana Santos ; Tomasz Boski ; M. Cachão ; C. Marques da Silva ; Delminda Moura ; Luís C. da Fonseca ; Vanda F. Santos ( páginas)
resumo: Em Portugal, a protecção do Património Paleontológico não dispõe de qualquer enquadramento legal, o que conduz à perda de informação paleontológica. Exemplo desta situação é a jazida fossilífera do Miocénico superior da Ribeira de Cacela, inserida no Parque Natural da Ria Formosa (Algarve).

Esta apresenta características singulares que realçam a sua importância como património a preservar, e fazem com que seja considerada uma referência europeia. Por esta razão, irá ser formalizada a proposta de classificação desta jazida como Monumento Natural. Apenas assim, será possível a protecção e gestão do seu Património Paleontológico.

No entanto uma efectiva preservação passa pela existência de um conhecimento mais completo do património existente na Ribeira de Cacela.

66. Locais com Interesse Geológico da Orla Costeira Portuguesa entre o Cabo Mondego e a Nazaré
M. Helena Henriques ; Rui Pena dos Reis ; L. V. F. B. Duarte ( páginas)
resumo: O Património Geológico de Portugal ainda não foi objecto de inventariação global com vista a uma classificação, conservação e divulgação coerentes. Os Planos de Ordenamento do Território não podem assim integrar esse tipo de informação, o que contribui para a vulnerabilidade crescente de objectos geológicos cujo valor patrimonial por vezes ultrapassa o âmbito nacional.

O presente trabalho visa justificar a necessidade urgente de classificação de quatro locais com interesse geológico situados na Costa Portuguesa - Cabo Mondego, S. Pedro de Moel, Vale Furado e Nazaré -, assim como contribuir para um melhor Ordenamento da Orla Costeira do país.

67. Metais Pesados em Sedimentos Fluviais do Rio Cértima (Portugal Central)
Anabela R. Reis ; M. R. Portugal Ferreira ( páginas)
resumo: Apresentam-se alguns resultados dos estudos efectuados em amostras de sedimentos fluviais para quantificação da poluição na bacia hidrográfica do rio Cértima. As concentrações de metais traço na fracção <63 micrómetros foi obtida por FRX. Os índices de geoacumulação calculados indicam que os sedimentos não estão poluídos em relação ao V, Fe e Mn; estão moderada a altamente poluídos em Cr, Co, Cu e Ni e moderada a muito altamente poluídos em Pb e Zn.
68. Métodos Electromagnéticos e Detecção da Interface Água Doce - Água Salgada na Região de Aveiro
R. P. Moura ; M. Marques da Silva ; M. Senos Matias ( páginas)
resumo: A Prospecção Geofísica pode ser usada para a localização da interface água doce-água salgada em regiões litorais. Os métodos eléctricos são particularmente eficazes uma vez que a resistividade eléctrica de formações contendo água doce pode atingir valores dez vezes superiores aos de formações contendo água salgada. Na região de Aveiro existe intrusão salina devida ao mar e à Ria. Medidas expeditas de condutividade eléctrica, obtida por métodos electromagnéticos, são discutidas sob a forma de perfis, mapas e pseudo secções para delimitar cunhas salinas, e influência de pateiras e braços de Ria de água doce.
69. Mineralizações Auríferas da Região de Vila Verde. Um Modelo Metalogenético
P. Nogueira ; F. Noronha ( páginas)
resumo: A utilização de um conjunto pluridisciplinar de estudos sob as mineralizações do alinhamento de Vila Verde permitiu estabelecer um modelo metalogenético.

A conjunção dos dados de geologia regional, estrutura, mineralogia e fluidos permitiu deduzir a existência de dois episódios principais de circulação de fluidos com características distintas (metamórficos e meteóricos, respectivamente).

É analisada a evolução destes sistemas hidrotermais à luz do modelo das shear zones aurífères e discutido o significado deste alinhamento.

70. Mínero-Química dos Produtos de Alteração dos Painéis em Amarelo de Negrais da Basílica da Estrela
C. A. M. Figueiredo; M. J. Basto ; Luís Aires de Barros ( páginas)
resumo: Apresenta-se o estudo minero-químico dos produtos de alteração de algumas estruturas arquitecturais interiores da Basílica da Estrela construídas em Amarelo de Negrais, variedade colorida microcristalina dos calcários de rudistas, cretácicos, da região de Lisboa.

A Basílica da Estrela, mandada construir pela Rainha D. Maria I e por ela dedicada ao Smo. Coração de Jesus, é o monumento mais notável do séc. XVIII da cidade de Lisboa.

O seu interior é todo revestido de calcários de variadas cores (cinzento, rosa e ocre) provenientes de Pêro Pinheiro, Sintra e Cascais. Apresenta, no transepto e na espaçosa nave de grande efeito decorativo, os painéis rochosos que constituíram as referências geométricas de implantação dos pontos de amostragem dos produtos de alteração aqui estudados. A amostragem foi feita em três campanhas e de molde a aproveitar-se sempre a bidimensionalidade dos painéis.

O material de alteração coligido na Basílica da Estrela foi submetido a análises mineralógicas por técnicas de difracção de raios-X e espectrografia de absorção de raios infravermelhos. Efectuaram-se, ainda, análises químicas de duas amostras globais coligidas em dois painéis da nave da igreja, nomeadamente nos painéis direito e esquerdo localizados junto ao altar de S Teresa.

Faz-se, finalmente, uma análise, quer global quer por painel, dos resultados obtidos.

71. Nota Preliminar sobre a Geoquímica Isotópica das Águas Mesotermais de Carlão, São Lourenço e Moledo
J. M. Marques ; Luís Aires de Barros ; R. C. Graça ( páginas)
resumo: Apresenta-se nova contribuição para o conhecimento acerca da origem de alguns dos sistemas hidrominerais mais importantes, localizados na parte norte do continente Português. Realizaram-se diversos estudos geoquímicos e isotópicos nas áreas envolventes das nascentes termais de Carlão, S. Lourenço e Moledo. Os isótopos ambientais utilizados foram o 18O, D e 3H.

A composição isotópica mais leve apresentada pelas águas de Carlão e S. Lourenço indica tratar-se de águas meteóricas cuja recarga é efectuada em pontos de cota mais elevada.

A considerável actividade em 3H apresentada por uma das nascentes termais de Moledo parece ser o resultado de mistura entre águas profundas mineralizadas e águas superficiais pouco mineralizadas de origem meteórica.

72. O ALPININA: Um Calcário Ornamental Qualificado pela Tectónica no Maciço Calcário Estremenho
Jorge Carvalho ; Giuseppe Manuppella ; Susana Machado ( páginas)
resumo: Alpinina é uma variedade de calcário ornamental da região de Alvados, Maciço Calcário Estremenho, correspondente a calcários micríticos da fácies Serra de Aire (Batoniano) que se apresentam tectonizados. Esta tectonização traduz-se pela abundante presença de microestruturas relacionadas, pelo menos parcialmente, com compressão N - S. Terá originado os dobramentos E - W que aí se verificam e que se associam a uma falha inversa com a mesma direcção.

A instalação de novas pedreiras deverá ter em conta as charneiras das dobras, onde se verifica um espessamento das bancadas e a fracturação está selada por calcite.

73. O IGM no projecto ERHSA
Augusto Marques da Costa ( páginas)
resumo: É apresentado o projecto de Estudo dos Recursos Hídricos Subterrâneos do Alentejo (ERHSA), em particular os trabalhos desenvolvidos pelo IGM neste projecto, desde a sua preparação, durante o ano de 1996, à sua execução, desde 1997 até final de 1999, bem como as colaborações externas envolvidas. São apresentadas as principais características e resultados, obtidos e esperados, nesta actividade.
74. O Trabalho Laboratorial no Ensino das Geociências: Contributos para uma Prática Fundamentada
D. Flores ; J. Praia ; A. Pinto de Jesus ( páginas)
resumo: Descrevem-se alguns trabalhos laboratoriais (TL) e respectivos fundamentos teóricos com vista a uma exploração fundamentada em orientações didácticas actuais. Os TL seleccionados permitem compreender a lei de Stokes, sua aplicação na interpretação da estratificação gradada e o transporte de um sedimento pelas ondas.
75. Oceanos e Continentes - No Fim do Século XV e no Fim do Século XX
A. Ribeiro ( páginas)
resumo: Os descobrimentos do fim do século XV permitiram substituir a geografia Ptolomaica pela geografia moderna, em que os continentes são ilhas nos oceanos. No fim do século XX os oceanos voltam a desempenhar um papel essencial nas sínteses geodinâmicas; estas devem integrar os conceitos das ciências do espaço: a terra é um Sistema Dinâmico aberto.
76. Ordenamento da Actividade Extractiva na Área Envolvente do Depósito Pegmatítico da Cabração (Ponte de Lima - N Portugal) - Ciclos de Depreciação e Revalorização dos Georecursos
T. Valente ; C. L. Gomes ; L. C. Trabulo ( páginas)
resumo: O sistema natural Cabração - Ribeira do Seixalvo está em desequilíbrio geológico, geomorfológico e hidráulico, expresso na obliteração da albufeira do Lourinhal, em consequência da acumulação dos triturados estéreis rejeitados a partir da antiga mina da Cabração. Esta carga sólida, essencialmente quartzo-feldspática tem apetência cerâmica e pode vir a ser explorada.

Apresenta-se a monitorização do sistema, avaliando as possibilidades de reabilitação ambiental, dependentes da valorização e mesmo exploração dos recursos identificáveis.

77. Os Estudos Geológicos e Geotécnicos na Beneficiação de Estradas e Pontes
Armindo S. Nunes ; M. O. Quinta Ferreira ( páginas)
resumo: É apresentada a metodologia considerada mais adequada na realização dos estudos geológicos e geotécnicos para a beneficiação de antigas rodovias.

Procuram-se apresentar os procedimentos necessários ao estabelecimento de um zonamento geotécnico para apresentação do projecto, com base essencialmente nas condições de fundação dos pavimentos, nas características dos materiais empregues na antiga estrada, na drenagem e no comportamento do pavimento.

Para as obras de arte é necessário caracterizar os terrenos de fundação quer nos locais de antigas estruturas quer nos locais das novas pontes de modo a optimizar as soluções com base nas características dos terrenos e nas solicitações que lhe vão ser aplicadas.

78. Parque Paleozóico - Exemplo de Património Geológico
H. Couto ; A. Guerner Dias ( páginas)
resumo: O Parque Paleozóico é um projecto da iniciativa da Câmara Municipal de Valongo, contando com a supervisão científica do Centro de Geologia, Instituto de Zoologia Dr. Augusto Nobre e Instituto de Botânica Dr. Gonçalo Sampaio da Faculdade de Ciências do Porto, tendo obtido apoio financeiro do Programa LIFE da Comunidade Europeia.

Este projecto foi criado com a finalidade de permitir a preservação das espécies em vias de extinção e do património geológico, em particular das jazidas fossilíferas da região de Valongo. Foi seleccionado um circuito interpretativo, constituído por três percursos distintos, ao longo dos quais é possível observar diferentes aspectos do património natural.

Na área da Geologia foram efectuados estudos de cartografia geológica e de paleontologia, nomeadamente a definição de diferentes biozonas em formações do Ordovícico.

79. Pátinas Biogénicas numa Fachada Granítica do Edifício do Largo do Paço (Braga)
S. Leite Magalhães ; M. A. Sequeira Braga ; C. Ascaso ( páginas)
resumo: A análise microbiológica da pedra e estudos efectuados a diferentes níveis de microscopia óptica, electrónica de varrimento e electrónica de transmissão permitiram mostrar o papel das algas e cianobactérias, entre outros organismos presentes, na formação de diferentes pátinas em pedras graníticas de um monumento - Edifício do Largo do Paço, Braga.

Verificou-se que as pátinas observadas são de origem biológica constituídas, essencialmente, por biofilmes de algas, cianobactérias e fungos, que revestem o substrato conferindo-lhe diferentes colorações: verdes, pretas e várias tonalidades de castanho.

80. Património Paleontológico Português: Critérios para a sua Definição
Mário Cachão ; Carlos Marques da Silva ; Ana Santos ; Vanda Faria dos Santos ; A. M. Galopim de Carvalho ( páginas)
resumo: É definido Património Paleontológico Português (P.P.P.) como o conjunto dos recursos paleontológicos em território nacional (Portugal continental e regiões autónomas de Madeira e Açores) os quais apresentem valores científico, pedagógico e cultural tais que sejam considerados entidades a preservar para as gerações vindouras.

São definidos os critérios científicos (taxonómico, biostratigráfico, tafonómico, paleoecológico, arqueológico e geológico), pedagógicos (potenciais pedagógico, didáctico e turístico) e culturais (valor ambiental natural, situação socio-geográfica, valor histórico e valor espiritual) para inserção de jazidas no Património Paleontológico Português.

81. Património Paleontológico: Princípios, Meios e Fins
Carlos Marques da Silva ; Mário Cachão ; Vanda Faria dos Santos ; Ana Santos ; A. M. Galopim de Carvalho ( páginas)
resumo: O património paleontológico nacional representa a parcela da memória paleobiogeológica do Planeta registada em território português que, pela sua relevância, deve ser salvaguardada. Este património é um bem nacional fundamental e inalienável que, devido à total ausência de legislação protectora, se encontra totalmente à mercê da erosão, do tráfico selvagem, da incúria e do amadorismo.

Com este trabalho pretende-se lançar as bases para uma reflexão alargada, fundamentada e produtiva sobre o património paleontológico nacional que culmine com a criação de meios legais e com o desenvolvimento dos meios institucionais e materiais existentes de modo a assegurar a salvaguarda, o estudo e a valorização deste património e a garantir uma gestão científica, pedagógica e cultural racional e efectiva dos recursos paleontológicos nacionais.

82. Pedreiras Norte e Sul do Cabo Mondego. Uma Perspectiva de Reabilitação Ambiental
J. M. Soares Pinto ; A. L. Almeida Saraiva ( páginas)
resumo: Apresentam-se duas propostas conducentes a uma possível recuperação ambiental das pedreiras norte e sul do Cabo Mondego. A recuperação deveria passar pela limpeza, saneamento e estabilização dos taludes com manifestações de instabilidade, construção de aterros, implantação de um coberto vegetal, trilhos pedagógicos e painéis informativos, de modo a salvaguardar os aspectos geológicos mais relevantes.
83. Potencialidades do Quartzo de Veios e Pegmatitos como Matéria prima para a Indústria Metalúrgica
J. Velho ; J. Fernandes ; C. Gomes ( páginas)
resumo: O objectivo principal do presente trabalho é o de estudar as potencialidades do quartzo proveniente de veios e pegmatitos, tendo em conta as exigências dos diferentes mercados, em especial a metalurgia.

Os estudos realizados recaíram sobre as características químicas e mineralógicas sendo as primeiras fortemente limitadoras no que diz respeito às aplicações industriais. Seis depósitos foram amostrados, situados nos distritos de Braga, Viseu, Guarda e Évora.

84. Preparação e Realização de uma Aula de Campo. O Exemplo da Praia Norte de Sines
D. Azinheira ; A. Bartolomeu ; M. Beirão ; S. Caeiro ; D. Carapinha ; A. Cardigos ; M. Estanqueiro ; M. Fernandes ; D. Guerreiro ; P. Nogueira ; M. Ribeiro ( páginas)
resumo: A importância das saídas de campo em Geociências é reconhecida e enfatizada neste trabalho. Utiliza-se o modelo de Orion (1993) na preparação de uma aula de campo que cobre diversos aspectos de geodinâmica externa e interna. É utilizado o exemplo da Praia Norte de Sines como uma região em que se podem observar múltiplos aspectos didácticos no contexto do ensino das Geociências.
85. Principais Alinhamentos Vulcânicos a Norte da Falha de Grândola, sob Formações da Bacia Terciária do Baixo Sado e sua Potencialidade Mineira no Contexto da Faixa Piritosa Ibérica
Vitor Oliveira ; João Matos ; M. Bengala ; Pedro Sousa ( páginas)
resumo: No decurso de um projecto de prospecção de sulfuretos maciços polimetálicos, implantado pelo Instituto Geológico e Mineiro (IGM), na Bacia Terciária do Baixo Sado, a norte da Falha de Grândola, onde a natureza do soco paleozóico subjacente aos depósitos de cobertura era praticamente desconhecida, foram evidenciadas várias estruturas com potencial mineiro relevante.

Entre outras destacam-se alguns eixos vulcânicos incluídos na Faixa Piritosa Ibérica reconhecidos através da aplicação integrada de técnicas de prospecção geológica e geofísica, com destaque para a gravimetria, tendo a sua caracterização e profundidade sido obtidas através do seu reconhecimento por sondagens mecânicas.

86. Prospecção de Argilas Comuns da Região da Cruz da Légua (Flanco Sul do Sinclinal de Alpedriz-Porto Carro)
Valdemiro Botelho Pereira ( páginas)
resumo: O montante de argilas comuns que a indústria de cerâmica de construção de Cruz da Légua absorve, anualmente, para produzir tijolos, abobadilhas, telhas e acessórios cifra-se em cerca de 450 x 103 ton.

Para a localização de novas reservas foram prospectados, parcialmente, os níveis do topo da formação greso-argilosa Cretácea do sinclinal de Alpedriz-Porto Carro com base no levantamento geológico e na aplicação de métodos geofísicos bem como na realização de sondagens mecânicas.

As reservas estimadas a partir dos trabalhos até agora realizados ultrapassam 1 milhão de toneladas.

87. Prospecção de Matérias-primas Cerâmicas. Cartografia Litoestrutural Temática das Formações Arcósicas da Bacia Sedimentar Arganil - Côja
José Vítor Vieira Lisboa ( páginas)
resumo: O objectivo deste estudo foi identificar litotipos arcósicos ricos em feldspato, pertencentes à unidade litoestratigráfica conhecida por Arcoses de Côja (Eocénico médio-Oligocénico inferior), tendo em vista a selecção de áreas com interesse económico e estimativa de reservas.

Na cartografia realizada, constam as unidades geológicas presentes, com relevo para os principais litotipos arcósicos integrantes da unidade referida, que foram objecto de uma classificação temática. Os depósitos com interesse económico têm forma tabular e designam-se por "níveis produtivos".

Apresentam-se três perfis geológicos cortando toda a extensão cartografada e três colunas litológicas dos locais mais representativos.

88. Prospecção Geofísica Destinada à Pesquisa de Água Subterrânea na Região de Souto Velho (Chaves)
A. Sousa Oliveira ; F. A. L. Pacheco ( páginas)
resumo: A necessidade de fornecer água de qualidade à vila de Vidago levou a Câmara Municipal de Chaves a solicitar à Secção de Geologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro a execução de trabalhos de prospecção na zona de Souto Velho, que incluíram fotointerpretação e geofísica electromagnética.

A partir dos resultados obtidos, foi possível elaborar mapas de lineamentos estruturais e de áreas com isocondutividade os quais permitiram definir sectores favoráveis à pesquisa de água subterrânea.

89. Relação entre Caudal e Parâmetros Físico-Químicos de Emergências Naturais em Maciços Cristalinos Fracturados
A. M. P. Alencoão ; M. R V. Portugal Ferreira ( páginas)
resumo: Com base em dados do caudal e dos parâmetros físico-químicos temperatura e condutividade, relativos a 15 nascentes, que se mantiveram sob controle durante 4 anos, analisa-se a relação existente entre estes parâmetros. As emergências enquadram-se em maciços cristalinos fracturados, na região de Trás-os-Montes e Alto Douro. As correlações encontradas permitiram um agrupamento das nascentes de acordo com o provável tipo de recarga.
90. Role of Fracturing in the Reservoir Quality of the Lower Cretaceous Habshan Formation, Abu Dhabi, UAE
F. Silva ; J. Sousa ; P. Bizarro ; A. Mann ; M. P. Williams ( páginas)
resumo: A Formação Habshan do Cretácico inferior de Abu Dhabi (EAU), depositada numa extensa plataforma carbonatada, foi estudada num campo petrolífero orientado NE-SW, caracterizando-se as fácies sedimentares, fracturação, e diagénese, com o objectivo de avaliar o seu potencial como reservatório.

Foram identificadas zonas de alta porosidade e permeabilidade, importantes na optimização da produção de hidrocarbonetos, utilizando descrição de testemunhos e interpretação de sísmica 2D.A maior parte das fracturas abertas e dos estilólitos associados, ocorrem junto de transições litológicas importantes, criando zonas de fluxo preferencial, perpendiculares ao eixo da estrutura anticlinal.

91. Rotura por "Toppling" em Taludes Xistentos
P. G. C. Santarém Andrade ; A. L. Almeida Saraiva ( páginas)
resumo: Neste artigo pretende-se analisar a presença de roturas do tipo toppling que ocorrem nos taludes de vias de comunicação (IP3, IC7 e EN 234). Estas rodovias atravessam maciços rochosos pertencentes ao Complexo Xisto-Grauváquico, nos quais pode também surgir outros problemas de estabilidade como queda de blocos, deslizamentos em cunha e circulares.
92. Simulação de Redes de Fracturação. Avaliação da Blocometria de um Jazigo de Mármores
A. Gabriel Luís ; António Jorge de Sousa ( páginas)
resumo: O conhecimento da rede de fracturação de um maciço rochoso é fundamental para permitir uma contabilização das dimensões da sua blocometria.

Neste trabalho apresenta-se uma nova metodologia geoestatística, que assenta fundamentalmente na construção de um modelo numérico baseado no comportamento da densidade linear de fracturação e nos principais parâmetros geométrico-probabilísticos das fracturas, para simular a rede de fracturação de um maciço.

Na parte final da metodologia apresenta-se um algoritmo que permite calcular os histograma das dimensões dos blocos não intersectados pela rede de fracturação simulada e os índices de recuperação dos volumes em estudo.

93. Sistema Aquífero da Área Envolvente da Mina de Jales: Uma Abordagem Preliminar
J. M. Espinha Marques ; Maria Yolanda Pedrosa ( páginas)
resumo: O caso da Mina de Jales é típico de uma exploração mineira levada a cabo ao longo de décadas, de forma pouco controlada, sem esforços significativos de minimização dos impactos ambientais. A atenuação destes impactos está ao alcance, e nos intuitos, das entidades competentes. Para isso, é fundamental o conhecimento geológico e hidrogeológico da área envolvente da Mina.

Neste trabalho foi elaborada a cartografia geológica à escala 1:5000, dando-se especial ênfase ao estudo litológico e estrutural. Foram definidas as unidades hidrogeológicas presentes, determinaram-se algumas características de hidrologia subterrânea e superficial e relacionou-se o escoamento subterrâneo com a fracturação.

94. Sobre o Conhecimento dos Recursos Minerais de Portugal no Séc. XVIII
M. Serrano Pinto ; A. A. Soares de Andrade ( páginas)
resumo: Com base na informação fornecida por Luís Furtado de Mendonça, José António de Sá e Domenico Vandelli, apresenta-se o panorama dos conhecimentos, teóricos e práticos, existentes no século XVIII sobre os recursos minerais portugueses (Portugal Continental), recursos esses distribuídos por três grandes grupos (Minerais e rochas industriais, Recursos metálicos e Combustíveis fósseis).
95. Sulphide Dissemination in Metatroctolites of the Beja - Acebuches Ophiolite Complex; Their Genesis and Geological Meaning
A. Mateus ; J. Figueiras ; M. A. Gonçalves ; P. Fonseca ( páginas)
resumo: A abundância relativa de agregados de sulfuretos de Fe+Ni (± Cu) nos metatroctolitos da Palmeira (Vale do Guadiana, Serpa) deverá reflec-tir fundamentalmente a pré-existência de uma fonte mantélica de composição adequada e de graus favoráveis da sua fusão parcial, para além de subsequentes misturas magmáticas.

A distribuição global das gotículas de sulfuretos, bem como a redistribuição dos metais por difusão em função dos gradientes térmicos, não deverá ser alheia aos fenómenos estabelecidos durante os estádios iniciais de recristalização síncronos da instalação do com-plexo ofiolítico sob condições de temperatura elevada, nem aos que se desenrolam durante o subsequente percurso de arrefecimento.

96. Teores de Elementos Maiores e Vestigiais nas Componentes Dissolvida e Particulada de Águas Superficiais do Maciço de Sicó: Implicações Ambientais
E. Ferreira da Silva ; A. Pupo Oliveira ; R. Rodrigues ; E. Cardoso Fonseca ( páginas)
resumo: Este trabalho tem por base os dados obtidos em amostras de água, colhidas em campanhas mensais, levadas a cabo de Novembro de 1996 a Maio de 1997. Os 24 pontos de amostragem seleccionados na área envolvente da Serra de Sicó encontram-se distribuídos pelas 4 unidades geológicas principais, identificadas na região.

O estudo das fácies hidroquímicas no maciço de Sicó permitiu separar as unidades calcárias do Malm, Lias e Dogger (águas bicarbonatadas cálcicas) da unidade Cretácica (águas cloretadas sódicas). No decorrer do estudo foram ainda identificados alguns focos de poluição que ocorrem na região.

97. Teores em Elementos Vestigiais nas Águas que Alimentam a Nascente do Almonda e Impacte de Possíveis Focos Poluitivos
E. Ferreira da Silva ; J. Barrosinho ; P. Lopes ; C. Patinha ; F. Moreno ; E. Cardoso Fonseca ( páginas)
resumo: O estudo hidrogeoquímico levado a efeito na zona do Vale da Serra, próximo da nascente do rio Almonda, permitiu testar a qualidade da água de circulação subterrânea e determinar a sua susceptibilidade à influência de possíveis focos de poluição.
98. Toward an Online Monitoring of Stone-decay Factors: Why and How
A. M. G. Pacheco ; A. M. Maurício ; L. F. Rodrigues ; P. S. D. Brito ; Luís Aires de Barros ( páginas)
resumo: Este artigo começa por fazer uma breve alusão ao estado actual de desequilíbrio entre geomateriais e materiais metálicos (servindo estes últimos de termo de comparação), tanto no que respeita a estimativas do custo da respectiva degradação como à possibilidade de monitorização desta em tempo real.

Trata-se de uma situação pouco sustentável, até porque o património histórico edificado é essencialmente um património construído em pedra, o qual, por razões civilizacionais, se encontra maioritariamente em áreas de risco como sejam a bacia do Mediterrâneo (cerca de três quartos do total).

Aqui se dá conta do desenvolvimento de um sensor electroquímico para monitorização de factores de risco geralmente associados ao decaimento de geomateriais carbonatados.

São apresentados pormenores construtivos e alguns exemplos de resposta a variáveis exógenas resultantes de ensaios com amostras de calcário do tipo lioz.

99. Um Modelo de Funcionamento da Fileira dos Diamantes: Aplicação à Discussão duma Estratégia de Desenvolvimento do Sector em Portugal
Luís Chambel ( páginas)
resumo: A fileira dos diamantes em Portugal encontra-se numa fase de declínio, contrastante com o seu passado. As indústrias agrupadas nesta fileira têm, todavia, vantagens competitivas em que poderão basear um novo ciclo de crescimento. Apresenta-se neste trabalho um novo modelo da fileira dos diamantes, mais realista e adaptado à perspectiva do planeamento estratégico.
100. Uso de Rejeito de Pirite na Recuperação de Solos Calcários Degradados. Oxidação da Pirite
J. M. Vieira e Silva ; J. L. Feiteira Dias ; M. A. Castelo Branco ; Sónia Dias ( páginas)
resumo: Procedeu-se à incubação de amostras de um solo calcário com pirite, com a finalidade de se acompanhar a oxidação do sulfureto e compreender o comportamento dos metais pesados no sistema solo - água.

Os resultados deste estudo, que confirmaram outros obtidos em ensaios de campo, mostraram a muito lenta reacção do solo à oxidação da pirite (o pH baixa ligeiramente), quantificaram as pequenas quantidades de Cu, Zn, Fe e Pb assimiláveis ou extraiveis e a distribuição destes metais nos diferentes compartimentos do solo, e visualizaram a lenta alteração dos grãos de pirite.

101. Utilização da Análise Geostatística na Identificação de Depósitos de Inertes na Plataforma Sedimentar Portuguesa
L. Ribeiro ; F. Magalhães ( páginas)
resumo: Os dados provenientes da análise textural e química de cerca de 1500 amostras de sedimentos superficiais foram utilizados na identificação de depósitos de inertes presentes na plataforma continental a norte de Espinho, através da utilização de métodos de Geostatística não paramétrica.

Estes métodos incluíram uma análise variográfica preliminar, a codificação dos dados iniciais usando um critério económico, o cálculo e a modelação dos variogramas da indicatriz assim obtida e a utilização da krigagem da indicatriz para obter mapas de probabilidades da ocorrência de determinados parâmetros.

Este estudo será posteriormente complementado com a inclusão de novas variáveis, de modo a possibilitar a obtenção de um índice de explorabilidade.

102. Utilização Semi-Quantitativa de Diagrafias em Hidrogeologia - Um Exemplo do Cretácico de Aveiro
M. A. Marques da Silva ; E. C. Ramalho ( páginas)
resumo: A partir das diagrafias Gama natural, SP e SPR realizadas num furo situado no sector norte do Baixo Vouga, que atravessa formações Quaternárias e Cretácicas, apresenta-se neste trabalho um estudo semi-quantitativo com o objectivo de estimar a qualidade da água das várias formações.

Os resultados demonstram que, em algumas situações, é possível obter aproximações bastante razoáveis relativas à qualidade química da água subterrânea nos diferentes níveis aquíferos. Desta forma, aquando da definição do projecto do furo, podem ser tomadas importantes decisões baseadas na análise dos resultados das diagrafias que contribui para a optimização do mesmo.

103. Vulcanismo dos Açores - Nota Sobre as Primeiras Erupções Históricas de São Miguel
M. Serrano Pinto ( páginas)
resumo: Utilizando como fonte documental de base a obra de Gaspar Frutuoso Saudades da terra, conclui-se que ao redor de 1440 ocorreram na ilha de São Miguel três erupções vulcânicas e não uma única, como é geralmente aceite: a primeira e a terceira com localização geral na área das Sete Cidades, mas dando origem a torrentes de lava com direcções diferentes, e a segunda no vulcão das Furnas, com actividade ígnea atenuada.

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