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Da Rotura Continental à Margem Passiva. Composição e Evolução do Cretácico de Portugal (2006)

Da Rotura Continental à Margem Passiva. Composição e Evolução do Cretácico de Portugal (2006)


Da Rotura Continental à Margem Passiva. Composição e Evolução do Cretácico de Portugal (2006)Category: Publications, Cadernos de Geologia de Portugal

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Description

Papers

1. Da Rotura Continental à Margem Passiva. Composição e Evolução do Cretácico de Portugal
Jacques Rey ; Jorge L. Dinis ; Pedro Callapez ; Pedro P. Cunha (75 pages)

Abstract: Em Portugal, são conhecidos depósitos do Cretácico em ambas as margens atlânticas do território nacional, quer no Algarve (Bacia Algarvia) quer na ocidental (incluindo a Bacia Lusitânica). Tratam-se de sedimentos carbonatados e siliciclásticos alternantes no tempo e articulando-se no espaço, testemunhado ambientes marinhos pouco profundos, lagunares, litorais e fluviais. Durante o Cretácico Inferior a máxima influência marinha da zona actualmente emersa da Bacia Lusitânica situava-se nas proximidades de Cascais, e a transgressão máxima não ultrapassou muito o paralelo de Torres Vedras. O elevado nível eustático do Albiano ao Turoniano, com máximo no Cenomaniano superior, exprimiu-se por uma plataforma carbonatada epicontinental de afinidades tétianas, que se estendeu para norte, uniformizando a topografia e atingindo o pleno enchimento da Bacia Lusitânica. Os depósitos mais recentes, do Turoniano ao Campaniano, estão preservados exclusivamente a norte do paralelo de Caldas da Rainha e apresentam uma clara tendência progradante. Na área actualmente emersa, estão registados episódios transgressivos circunscritos no Coniaciano e no Campaniano médio, até à emersão e paragem da sedimentação, expressa por um silcreto muito evoluído. No Algarve, a sedimentação cretácica deu-se numa plataforma costeira com topografia geral de rampa, com polaridade marinha para sul. A composição das unidades litostratigráficas, as atribuições cronológicas, as evoluções paleogeográficas e as organizações sequenciais demonstram que a deposição esteve sujeita, em ambas as margens, a um duplo controlo: o controlo global eustático de longo-termo que se exprimiu no baixo nível do Cretácico Inferior, pela subida e alto nível no Albiano e Turoniano, e a subsequente relativa estabilidade até ao Campaniano. A influência do eustatismo está também demonstrada pela identificação de todas as sequências deposicioniris de 3ª ordem descritas em diversas bacias sedimentares europeias entre o Valanginiano e o Albiano. O controlo regional, de natureza tectónica, manifesta-se particularmente na Bacia Lusitânica, entre o Berriasiano e o Albiano, com a deposição a ser marcada pela abertura do Atlântico Norte. Com efeito, os ciclos transgressivos- regressivos de 2ª ordem podem ser relacionados com as várias etapas conducentes à implantação de crosta oceânica e sua propagação para norte, sucessivamente nos sectores do Tejo, Ibérico e da Galiza. A transição entre a fase de rotura continental e a fase de margem passiva dá-se no Aptiano superior. Os principais eventos que assinalam tal evolução são também perceptíveis no Algarve. No Cretácico Superior a subsidência diminui fortemente na margem oeste, onde as descontinuidades sedimentares reflectem a rotação anti-horária da Placa Ibérica e as tensões transpressivas e, depois, compressivas nos limites setentrional, meridional e oriental desta placa, acompanhadas de intrusões magmáticas e vulcanismo no final do Campaniano. No Algarve, os depósitos albo-aptianos e cenomanianos testemunham uma forte aceleração de subsidência por detumescência térmica, sob regime transtensivo entre a África e a Ibéria; a ausência de depósitos mais recentes deve-se a um evento geodinâmico maior no Campaniano, resultante do início da compressão entre a África, a Ibéria e a Eurásia.


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