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Tomo 29 (1987)

Tomo 29 (1987)


Tomo 29 (1987)Categoria: Publicações, Estudos, Notas e Trabalhos, 1980 a 1989

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. Argilas da Região de Bragança – Alguns Aspectos Químico-mineralógicos e Tecnológicos
José M. Conceição Grade ; A. Casal Moura (6 páginas)
resumo: As argilas de alguns depósitos dos arredores de Bragança, são estudadas sob o ponto de vista químico-mineralógico e tecnológico. Concluiu-se tratar-se de sedimentos silto-arenosos, essencialmente quartzo-micáceos, de moderado a baixo teor em alumina, cuja aplicação industrial se limita ao fabrico de tijolo.
2. Controlo do Eh/pH em Flutuação de Sulfuretos
J. H. Mourão Gomes ; C. M. Novais Madureira ; Mário R. Machado Leite (12 páginas)

resumo: A experiência acumulada no domínio da flutuação de minérios tem chamado a atenção para o facto de que as condições físico-químicas que conduzem à solubilização das espécies minerais facilitam a sua molhagem e, consequentemente, a sua não flutuação e inversamente as que conduzem à insolubilidade. Muito em particular no domínio dos sulfuretos sabe-se desde há muito, através dos estudos de geoquímica sedimentar e hidrotermal, que as condições termodinâmicas que controlam essa solubilidade em meio aquoso são, além do pH, também o Eh do meio.Sabendo-se que cada espécie mineral corresponde um campo de estabilidade bem definido no diagrama Eh-vs-pH e que se pode colocar uma dada solução dentro de um desses campos actuando tanto no pH como no Eh, ou em ambos, conduziram-se alguns ensaios de flutuação (batch) em atmosfera neutra – azoto + ar – sobre o minério pirítico de Aljustrel, no intuito de promover maior selectividade entre os sulfuretos a flutuar.

3. Controlo Mineralógico dos Produtos de Beneficiação à Escala Piloto dos Sulfuretos da Faixa Piritosa
Orlando da Cruz Gaspar (6 páginas)

resumo: A complexidade mineralógica, geoquímica, textural e granulométrica das diversas fases de valor dos minérios da Faixa Piritosa, faz com que a obtenção de concentrados diferenciais de Cu, Zn e Pb, por flutuação, seja extremamente difícil de conseguir. Por outro lado, a diversidade de texturas, expressão das condições de formação, sedimentação, transporte, diagénese e metamorfismo, complica o estabelecimento das leis da distribuição espacial, à escala do jazigo, dos diferentes tipos mineralógico-textutrais.Numa tentativa de ultrapassagem destas dificuldades, estabeleceu-se uma metodologia para a mineralogia aplicada à exploração e beneficiação que, envolvendo duas fases, se processaram, respectivamente, de 1978 a 1982 e 1983 a 1986.

1. Caracterização mineralógica, geoquímica e textural dos minérios que conduziu aos seguintes resultados:

    a) identificação de pirite, blenda, galena, calcopirite, arsenopirite, bournonite, tetraedrite, tenantite, kobellite, estanite, cassiterite, pirrotite, marcassite, boulangerite, bismuto nativo, glaucodoto, gudmundite, magnetite, aikinite, horobetsuite, meneghenite, betechtinite, enargite e plagionite.
    b) leis de distribuição de elementos, maiores e menores, S, Fe, Cu, Zn, Pb, As, Ag, Sb, Bi, Sn, Cd, Hg, Co, Ni, Se, Te e In;

2. Controlo mineralógico dos produtos de pilotagem do minério do Moinho, que constitui na determinação de:

    a) natureza das partículas livres e mistas dos concentrados de Cu, Pb, Zn e dos rejeitos;
    b) percentagens relativas de livres e mistos presentes nos diferentes produtos;
    c) classes granulométricas da distribuição das partículas livres e mistas;
    d) distribuição, nos concentrados, dos elementos economicamente interessantes (Ag, Au) e poluentes (As, Bi, Sb, Hg).

Os finos intercrescimentos, muitas vezes colifórmios, obrigam a que a moagem se faça a calibres muito baixos (K80 = 22 micrómetros), resultando um elevado número de partículas com diâmetros menores que 10 micrómetros, o que, para além de dificultar a sua recuperação, dificulta também as identificações, medidas granulométricas e determinação das composições modais.

Os meios automáticos da análise de imagens, quer ópticas, quer electrónicas, assim como a MSE, encontram imensas dificuldades na resolução destes problemas. A utilização do microscópio de reflexão, equipado com acessórios tradicionais de medida e de um contador de pontos, aliados a um bom conhecimento da mineralogia e texturas dos minérios, têm permitido um trabalho profícuo, realizado em colaboração com a equipa de engenheiros da Oficina Piloto da E. D. M., não só no controlo, mas também no desenvolvimento de novas tecnologias de beneficiação dos minérios de Aljustrel.

4. Dosagem de Grafite em Xistos por DRX
M. de Lourdes P. Castro Reis ; F. A. D’ Almeida (10 páginas)

resumo: Uma recente prospecção preliminar de superfície, realizada a Sul de Castro Daire, revelou a presença de inúmeras ocorrências de grafite, correlacionáveis ao longo de uma extensa faixa que se desenvolve desde Covas do Rio a NW, até Queiriga e Meã a SW, nas vizinhanças de Satão.A faixa citada é constituída por xistos argilosos e carbonosos de idade silúrica, tendo também sido detectado um complexo de conglomerados e xistos do Carbónico a E de Cota. Pequenas amostras colhidas aleatoriamente nestas ocorrências, foram sujeitas a exames laboratoriais para identificação e dosagem de grafite por diversos processos.

A dosagem de grafite, por difractometria de raios-X pareceu-nos um processo expedito e seguro, para ajuizar do interesse da pormenorização do estudo. A análise foi efectuada utilizando uma curva de calibração construída a partir de padrões sintéticos, tendo-se verificado uma relação linear entre a concentração de grafite, e a relação das áreas dos picos. O efeito de interferência da mica e do quartzo, na risca da grafite, é assim eliminado.

5. Ensaios de Bombagem em Rochas Fracturadas
António Diogo Pinto (75 páginas)

resumo: As rochas fracturadas são uma parcela importante dos reservatórios onde se acumulam fluidos subterrâneos, nomeadamente, petróleo, água e fluidos geotérmicos. Os ensaios de bombagem constituem, desde algum tempo, um método que, comprovadamente, permite o estudo de algumas das mais importantes propriedades dos reservatórios subterrâneos com interesse para avaliação económica e definição do plano de produção dos fluidos desses reservatórios. Este tipo de ensaios, que se impôs rapidamente no caso dos reservatórios de porosidade intergranular, tem tido muitas dificuldades em ser aceite como um instrumento útil, não só no caso dos reservatórios de porosidade de fractura, como também no caso dos reservatórios dupla (intergranular e fractura).Este facto, deve-se às dificuldades resultantes dos efeitos secundários que mascaram os efeitos das fracturas durante a fase precoce do movimento transitório. Estas dificuldades não impedem que vários autores tenham vindo a abordar este assunto cada vez com maior frequência.

Este estudo constitui uma modesta contribuição no sentido de compreender melhor o que se passa no furo e à volta dele durante um ensaio de bombagem em rochas fracturadas, e apresenta um método de análise e interpretação desses ensaios por meio de curvas-padrão estabelecidas para o efeito. O trabalho apresentado distingue-se dos estudos dos autores mencionados no texto, fundamentalmente, no seguinte:

    – Introduzem-se conceitos novos de transmissividade e de armazenamento reduzido fazendo intervir em termos adimensionais, e de um modo global, a matriz e as fracturas;
    – Identifica-se e estuda-se a sensibilidade da perda de carga reduzida à variação do coeficiente de armazenamento reduzido e, por conseguinte, à variação do coeficiente de armazenamento das fracturas;
    – Trabalha-se com um sistema matriz-fractura obedecendo totalmente às leis do movimento transitório;
    – Evidencia-se a influência e a possibilidade de detectar fracturas que não passam pelo furo, no caso dos metais fracturados de porosidade dupla;
    – estabelece-se uma ligação válida entre o modelo de um meio densamente fracturado tratado como uma associação de escoamentos lineares, e outro modelo do mesmo meio tratado como um escoamento radial do tipo convencional;

Evidencia-se a influência do efeito de pós-produção e do efeito parietal na interpretação dos ensaios e apresenta-se um método para ultrapassar a dificuldade criada pelos mesmos. A ideia que norteou a elaboração deste trabalho teve a sua origem nas dificuldades que, ao longo da vida profissional, se nos depararam na aplicação dos métodos existentes ao estudo das rochas fracturadas por meio de ensaios de bombagem, em especial, no caso das rochas fracturadas de porosidade dupla.

Pretendeu-se neste trabalho, cuja apresentação completa seria necessariamente longa, reduzir a parte descritiva ao mínimo necessário à compreensão do problema estudado e remeter para os anexos, grande parte do tratamento matemático. Mesmo assim, receia-se que não tenha sido conseguido o equilíbrio que se pretendia estabelecer entre os conceitos físicos e as respectivas expressões matemáticas. Os exemplos apresentados neste trabalho são casos escolhidos, seleccionados entre algumas dezenas, que mostram como algumas das principais dificuldades foram ultrapassadas, e como é possível uma interpretação dos ensaios em rochas fracturadas de porosidade dupla, para os casos de fractura simples e de fracturas múltiplas.

Embora reconhecendo que o trabalho desenvolvido se revela, em muitos aspectos incompleto, e que alguns problemas precisam de ser aprofundados e clarificados, considera-se que o mesmo pode constituir uma contribuição válida para a compreensão dos problemas analisados. Todo o trabalho foi efectuado nas instalações e com o material de Laboratório de Geologia do Instituto Superior Técnico, a cuja Direcção estamos reconhecidos. Constitui a dissertação para a prestação de provas de doutoramento naquele Instituto, em 1984. Esta versão difere da então apresentada apenas por terem sido consideradas algumas correcções e sugestões assinaladas pelos arguentes. Para a orientação do trabalho e para a revisão dos conceitos e do texto sempre contámos com o estímulo, os concelhos e a pronta e esclarecida colaboração do Professor Décio Thadeu. Para ele vão os nossos maiores agradecimentos. Agradecemos igualmente à Administração da Partex pelas facilidades que nos concedeu, estendendo esse agradecimento ao seu pessoal, de que distinguimos a Sr.ª D. Elda Crespo pela valiosa contribuição na melhoria do aspecto gráfico e apresentação final do trabalho que se segue.

6. Estudos de Geoquímica Aplicada na Região Aurífera Vizinha de Três Minas (Vila Pouca de Aguiar, Norte de Portugal)
J. M. Santos Oliveira ; J. M. Farinha Ramos (24 páginas)

resumo: Numa área de pouco mais de 100 Km2, situada a norte da antiga região mineira aurífera conhecida por Três Minas, desenvolveram-se estudos de prospecção geológica e geoquímica orientados para a descoberta de mineralizações auro-argentíferas.Do ponto de vista geológico ocorrem, na área, xistos e quartzitos de idade silúrica que contactam, a oeste, com granitóides hercínicos sintectónicos. A campanha geoquímica teve, como base, a colheita de sedimentos de linhas de água numa densidade de 3,2 amostras por Km2 e a análise geoquímica multielementar de 22 elementos (Au, Ag, As, Ba, Be, B, Cd, Cr, Co, Cu, Fe, Mn, Mo, Ni, P, Pb, W, V, Nb, Y e Zn). A aplicação de técnicas de tratamento estatístico e matemático multivariado permitiu identificar anomalias geoquímicas relacionadas com factores geológicos diversos. Os componentes resultantes da análise matemática foram imputados a várias associações de mineralização e a certos tipos de ambiente geológico e estrutural. A elaboração de mapas geoquímicos para diversos elementos pôs em evidência a sua distribuição espacial e facilitou a visualização das influências que os principais factores ambientais presentes na área exercem nessa distribuição secundária.

Salienta-se a possibilidade de ocorrência simultânea de mineralizações auríferas ligadas a processos sedimentares (singenéticas) e sob controle estrutural (epigenéticas) e define-se uma certa independência espacial destas mineralizações relativamente às de tungsténio. Com vista a dar indicações para futuras campanhas de prospecção geoquímica, estudou-se a possibilidade de diminuição da amostragem efectuada sem perda de confiança nos resultados, tendo em vista uma redução dos custos.

7. Potencialidade do Plasma Condutivo no Doseamento de Elementos Traço em Materiais Geológicos
Maria José do Canto Machado (10 páginas)

resumo: A Espectrometria de Emissão com Plasma Condutivo (DCP) permite a obtenção rápida e precisa de inúmeros elementos vestigiários em solos, sedimentos e vários tipos de rochas. Os elementos seleccionados para análise multielementar foram: Fe, Ba, P, Cu, Cr, Ag, Zn, B, Sb, Pb, Sn, Ni, V, Mn, Be, Mo, As, W, Co, Y, Cd, Nb.A metodologia adoptada associa, a uma ataque triácido efectuado em recipiente fechado, as técnicas do padrão interno e do tampão de ionização. Embora se tenham detectado algumas interferências espectrais, estas foram removidas com factores correctivos empíricos, obtendo-se precisões melhores que 5% para a maioria dos elementos estudados.

8. Prospecção Geoeléctrica de Argilas de Trás-os-Montes – Zona de Palaçoulo (Miranda do Douro)
J. D. Dias Moreira ; L. M. Pedroso de Lima (14 páginas)

resumo: A aplicação do método geoeléctrico por resistividade à prospecção de argilas revelou-se como um processo económico e rápido em comparação com os métodos tradicionais; as sondagens mecânicas necessárias para o cálculo de reservas e caracterização da matéria prima, incidem apenas sobre as zonas seleccionadas por prospecção geoeléctrica como as mais favoráveis e são em número reduzido.A prospecção eléctrica nesta área baseou-se no escalonamento de resistividades obtido da correlação de 17 sondagens mecânicas com as paramétricas correspondentes. Estas sondagens mecânicas foram executadas com esta finalidade e distribuíram-se por uma área de cerca de 80 Km2. A metodologia aplicada assentou em sondagens verticais (S. E. V.) a partir das quais se elaboram perfis geoeléctricos. Estes permitem uma avaliação rápida das potencialidades da área em argilas e sua localização.


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