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Tomo 35 (1993)

Tomo 35 (1993)


Tomo 35 (1993)Categoria: Publicações, Estudos, Notas e Trabalhos, 1990 a 1999

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. Geochemical Patterns of Vein Muscovites from the Jales – Vila Real Region, Northern Portugal. An Example of Mineral Geochemistry With Application to Ore Exploration
J. M. Santos Oliveira (10 páginas)

resumo: A elevada capacidade dos minerais micáceos para capturar e incorporar diversos elementos químicos na sua rede e nos espaços entre camadas aconselha que se investiguem as possibilidades de os utilizar como indicadores em estudos relacionados com a definição das características e da composição original dos fluídos magmáticos e hidrotermais presentes na altura da formação. Daqui se infere o interesse potencial deste tipo de investigação geoquímica na prospecção mineral, particularmente quando em presença de metalizações pneumatolíticas e/ou hidrotermais associadas a processos de magmatismo ácido.Com este objectivo, colheram-se 60 amostras de filões de natureza e composição diversas (mineralizados e estéreis) numa região mineira do norte de Portugal (entre Vila Pouca de Aguiar e Vila Real). As respectivas moscovites, após conveniente separação e purificação, foram submetidas a análise geoquímica multielementar por espectrometria de emissão por plasma, com aplicação de métodos particularmente desenvolvidos para esse fim. A composição química dessas moscovites no que concerne um certo número de oligoelementos revelou a existência de diferenças geoquímicas com algum significado. Assim, as micas de veios auríferos evidenciam enriquecimento significativos em Cu, Pb, Zn, Ag, Cd, As e (V) relativamente às micas provenientes de aplito-pegmaritos e estaníferos. Estas, por sua vez, detêm concentrações mais elevadas em Be, B, Sn Nb e (Mn). Entretanto, elementos como o Mo e W, parecem caracterizar mineralização volframítica em greisens. As estruturas habitualmente desprovidas de mineralização – aplito-pegmatitos turmalínicos – manifestam enriquecimentos em P e empobrecimentos na maioria dos elementos metalíferos.

Estes resultados mostram existir, assim, para além de eventualmente outros, um factor fisico-químico que pode conferir uma assinatura própria aos diferentes estilos de mineralização presentes. Assim, a distinção entre:

    i) estruturas com mineralização de Au-Ag;
    ii) estruturas com mineralização de Sn-W; e
    iii) estruturas estéreis

parece ser possível a partir da aplicação de critérios geoquímicos com base na análise de oligoelementos seleccionados em moscovites de filões e veios.

Estes resultados, ainda que com algum carácter preliminar devido ao baixo número de amostras tratadas, apontam para a utilidade desta metodologia de investigação na prospecção mineira, particularmente às escalas mais detalhadas de trabalho e da prospecção mineira.

2. Lagoa Salgada: Um Novo Depósito na Faixa Piritosa Ibérica. Bacia Terciária do Sado
Victor M. J. Oliveira ; João X. Matos ; J. A. Marques Bengala ; M. C. Nolasco Silva ; Pedro O. Sousa ; Luís M. M. Torres (36 páginas)

resumo: Este trabalho refere-se à prospecção de sulfuretos maciços polimetálicos com contexto geológico particular da Faixa Piritosa Ibérica, onde as potenciais formações portadoras das mineralizações se encontram ocultas sob uma cobertura ceno-antropozóica. Analisam-se detalhadamente os trabalhos de prospecção realizados e respectivos resultados que abrangem os domínios da geologia e da geofísica.Nesta área de alto risco situada a norte da falha de Grândola, a gravimetria constituiu o método base da prospecção e evidenciou vários alvos, tendo num deles sido descobertos, em meados de Agosto de 1992, uma massa de sulfuretos maciços polimetálicos que se designou por jazida da Lagoa Salgada. Descreveu-se com detalhe a estrutura deste depósito mineral localizado a 130 m de profundidade, onde a sua parte mais próxima da paleosuperfície de erosão está representada por um chapéu de ferro que contém para além de outros, alguns metais nobres.

As sondagens de reconhecimento efectuadas permitiram a elaboração de modelos geológico-estruturais complexos, onde os tufos ácidos que acompanham as mineralizações foram sujeitos a forte hidrotermalismo, revelando algumas daqueles furos, teores relativamente elevados em Pb, Zn, Cu, Sn Ag e Au.

Dado o potencial mineiro revelado pela área de Valverde-Lagoa Salgada, uma empresa de capital estrangeiro (Sociedade Mineira Rio Artezia) veio a interessar-se pela mesma, tendo os “Serviços Oficiais” cessado a sua actividade no fim de Maio de 1993.

3. Prospecção de Bentonites. Referência aos Trabalhos Realizados e Resultados Obtidos
Valdemiro Botelho Pereira (20 páginas)

resumo: As diversificadas aplicações que determinadas argilas, comercialmente designadas por bentonites, tem no campo industrial, advém-lhes do facto de possuírem propriedades muito características que as destacam das restantes, designadamente o seu poder aglomerante, plasticidade, viscosidade, capacidade de permuta iónica e tixotropia, além de outras.Em Portugal, apesar dos consumos serem relativamente elevados – cerca de 12000 t em 1990 – não existem explorações desta matéria prima, pelo que a mesma tem sido importada na totalidade, o que implica um dispêndio em divisas constantemente crescente e mais acentuado nos últimos anos.

Na expectativa de preencher, ainda que parcialmente, tão importante lacuna, a Direcção-Geral de Geologia e Minas realizou, entre 1984 e 1990, a prospecção desta matéria prima nos território nacional. No presente trabalho dá-se conta das formações que no contexto geológico do Centro e Sul de Portugal, apresentaram características mineralógicas e tecnológicas das bentonites, indicando-se as reservas desta matéria prima relativamente a uma das áreas seleccionadas no maciço granodiorítico de Benavila (Aviz): 5X106 ton. aproximadamente.

4. Relatório de Actividade do Laboratório Durante o Ano de 1992
J. M. Santos Oliveira (6 páginas)
5. Relatório de Actividades do Serviço de Fomento Mineiro de 1992
Luís Rodrigues da Costa (10 páginas)
6. Resultados da Aplicação do Método Mineralométrico com Base na Amostragem de Solos Superficiais em rede Detalhada à Descoberta de Jazidas Primárias de Cassiterite, Volframite (Scheelite) e Ouro na Região de Góis
Acúrcio Neto Parra (14 páginas)

resumo: O autor apresenta, de uma forma experimental, os resultados da aplicação do método mineralométrico, com base na amostragem de solos superficiais de interflúvios em rede detalhada, à descoberta de jazidas primárias de cassiterite, volframite (scheelite) e ouro. Os ensaios realizados, com colheita de amostras nos nós de rede de 50 x 50 metros, permitiram delimitar de forma apertada os blocos de terrenos onde afloram as jazidas estano-lungstífera de Vale Pião e auro-argentífera do Vieiro.Em consequência, considera-se que esta modalidade de prospecção mineralométrica pode ter uma aplicação prática e proveitosa em programas de prospecção de áreas cujo enquadramento geológico seja similar da região mineira de Góis.

7. Rock Geochemistry Applied to Au-Ag and Sn-W Exploration in the Granitic Terrains of the Vila Pouca de Aguiar, Vila Real Region (Northern Portugal)
J. M. Santos Oliveira (18 páginas)

resumo: Na região entre Vila Pouca de Aguiar e Vila Real, no norte de Portugal, onde ocorrem com maior significado, mineralizações de Au-Ag e Sn-W associadas a rochas magmáticas ácidas, desenvolveram-se estudos de investigação litogeoquímica aplicados à prospecção mineira.Os resultados mostraram a existência de “assinaturas geoquímicas” distintas nos granitóides envolventes das mineralizações, quer à escala regional, quer local, através da definição de auréolas de dispersão para certos elementos traço e que, provavelmente, terão resultado da actuação dos fluídos hidrotermais posteriores à cristalização das rochas. Dos 25 elementos analisados, o Pb, Rb, Mn, Ba, Sr, B, Sn, F, Li, Zn e Zr, forneceram anomalias litogeoquímicas (positivas e negativas) em estreita relação espacial com a mineralização presente.

A distribuição geoquímica destes elementos traço nas rochas granitóides sugere que os dois estilos principais de mineralização presentes na região (Au-Ag e Sn-W) podem ter sido originados em estádios distintos. Os resultados obtidos concorrem para evidenciar o interesse na aplicação das metodologias de índole litogeoquímica nas estratégias de prospecção mineral.


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