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Tomo 36 (1994)

Tomo 36 (1994)


Tomo 36 (1994)Categoria: Publicações, Estudos, Notas e Trabalhos, 1990 a 1999

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. Aplicabilidade dos Geotermómetros Químicos na Determinação da Temperatura dos Reservatórios das Águas Gasocarbónicas
Maria José do Canto Machado (10 páginas)

resumo: As águas gasocarbónicas, localizadas no Alto-Minho e em Trás-os-Montes, constituem manifestações relativamente superficiais de um fluído profundo. Embora constituam sistemas químicos que foram sujeitos a notórias modificações durante o processo de arrefecimento, procurou-se indagar-se, de alguma forma, as espécies iónicas presentes à emergência fornecem indicações sobre as temperaturas relativas aos últimos equilíbrios água-rocha. Para os quatro geotermómetros ensaiados verificou-se que:

    (1) o geotermómetro de sílica não é adequado para este tipo de águas, fornecendo sempre as temperaturas mais baixas;
    (2) por vezes, o geotermómetro de Na/K sobrestima a temperatura do reservatório;
    (3) de um modo geral, o geotermómetro Na-K-Ca compensa os efeitos da dissolução secundária;
    (4) o geotermómetro Na-Li parece ser o mais adequado para avaliar a temperatura das gasocarbónicas;
    (5) os quatro geotermómetros não se revelaram adequados quando o catião maioritário presente nas águas é o cálcio;

    • (6) para este tipo hidroquímico, os últimos equilíbrios água-rocha ocorreram, muito provavelmente, a valores de temperatura situados entre 208 e 114°C.
2. Cálculo de Incertezas dos Resultados em Análises de Águas. Alguns Exemplos Práticos
Maria José do Canto Machado (12 páginas)
resumo: A simple and quick method is presented for evaluating the quality of analitical results in water analysis, by estimating their uncertainties. The developed model, based in a group evaluation approach, whith three major groups of uncertainty has been tested in a proficiency exercise and was found to provide reliable uncertainty estimates.
3. Dolomitos da Área de Sousel-Estremoz-Alandroal
Giuseppe Manuppella ; José C. Balacó Moreira ; V. Oliveira ( páginas)

resumo: A área objecto deste estudo situa-se na Sub-Zona de Estremoz-Barrancos incluída no segmento SW da Cadeia Hercínica, mais concretamente na Zona de Ossa-Morena. Corresponde a uma estrutura anticlinal de 2ª fase de orientação NW-SE com ligeira vergência para NE, estendendo-se desde Sousel (a NW) até ao Alandroal (a SE) numa extensão com cerca de 40 Km.Esta estrutura comporta unidades cuja idade varia entre o Precâmbrico superior e o Silúrico, salientando-se a “Formação Dolomítica” do Câmbrico inferior, que é investigada neste trabalho e cuja espessura é certamente superior a 300 metros. Presentemente, não são conhecidos no País dolomitos com elevado grau de brancura (mais de 90%) e com baixos teores de penalizantes (sílica, óxidos, quartzo e sílico-aluminatos), que no estado de tal qual, possam competir com a matéria-prima importada.

De facto, os principais recursos em dolomitos com elevada percentagem em MgO (19 a 21%), ainda que com deficiente grau de brancura, mas com baixos teores em sílica e em óxidos, actualmente disponíveis, restringem-se à Serra da Achada, em Sesimbra. A sua exploração encontra-se, porém, fortemente condicionada pelo Parque Natural da Serra da Arrábida e pela pressão urbanística de Sesimbra.

Em face do panorama que vimos expondo, considerou-se necessário ampliar os recursos em dolomitos, pelo que se optou pela área em epígrafe, uma vez que a mesma não apresentava condicionamentos de carácter administrativo-paisagísticos tão fortes como as áreas anteriormente referidas.

Assim, realizados que foram os ensaios de campo preliminares, por sugestão da Brigada de Beja do ex-Serviço de Fomento Mineiro, com base na cartografia de pormenor que aí se encontrava em curso, constatou-se que as formações dolomíticas do Antiforma de Alandroal-Sousel apresentavam características macroscópicas que justificavam um estudo aprofundado, visando a sua caracterização.

4. Geologia, Mineralogia e Geoquímica do Depósito Aurífero de Poço Redondo (Tomar – Centro de Portugal)
Luís M. P. Martins ; J. M. Santos Oliveira ; Luís F. S. Viegas ; M. Simões (6 páginas)

resumo: Neste trabalho, procede-se ao estudo de pormenor do antigo jazigo de ouro de Poço Redondo (a poucos Km para NNE da cidade de Tomar) que está relacionado com uma brecha quartzo-ferruginosa de natureza tectónica e ocorre em formações metassedimentares Precâmbricas da denominada Zona Geotectónica Centro Ibérica (ZCI), no centro de Portugal. Investigaram-se, com particular incidência, aspectos de natureza geológica, mineralógica e geoquímica com o objectivo de se conseguir uma melhor caracterização desse depósito na perspectiva da redefinição de um possível e futuro alvo mineiro.Com base na cartografia geológica regional e de detalhe (efectuada às escalas 1:25 000 e 1:1 000, respectivamente) complementada por estudos mineralógicos, petrográficos e litogeoquímicos (utilização de rochas e solos como materiais de amostragem) foi possível caracterizar a estrutura mineralizada e definir as suas relações com a rocha encaixante.

A partir da realização de um certo número de sanjas e sondagens, executadas de forma adequada para intersectar a estrutura mineralizada, tornou-se possível obter dados para uma primeira avaliação económica deste depósito mineral, tendo-se delimitado diversas zonas mineralizadas em brechas quartzosas, com teores, por vezes, superiores a 1 g/t Au e que atingiram um valor médio de 0,66 g/t Au numa das sondagens, com um máximo de 0,9 g/t Au para uma possança de 0,63 metros. As acções hidrotermais tardias, expressas predominantemente nas formas de argilização, sericitização, silicificação, albitização, sulfuretação e alguma cloritização, associam-se estreitamente aos estádios da mineralização.

Nas rochas, definiu-se uma assinatura litogeoquímica constituída por Au-As-Ag-Sb-Pb-W-P-(Mo?)-(Cd?) que é extensiva, em grande medida, aos solos e cuja validade foi confirmada a partir da aplicação de técnicas estatístico-matemáticas de tratamento dos dados e de cartografia geoquímica automática dos elementos dispersos pela área de estudo.

Consideram-se estes guias geoquímicos de grande utilidade para a prospecção geoquímica mineira de outras áreas com idênticos contextos geológico, estrutural e litológico. Entretanto, outros elementos em regra acompanhantes de mineralizações auríferas noutras situações, tais como o Zn, Cu, Bi e Se não se revelam como tal nesta área, evidenciando mesmo, o primeiro deles, um empobrecimento anormal dos teores nas rochas vizinhas da mineralização.

5. Mineralogy Applied to Metallogenesis and Beneficiation of the Neves Corvo Ores
Orlando da Cruz Gaspar ; A. Pinto (10 páginas)

resumo: Neves-Corvo, a maior reserva de metais básicos da Comunidade Europeia, e uma das maiores à escala mundial, com uma produção de cerca de 1,6 Mt de minérios de cobre e estanho, em 1991, encerra em si mesmo um duplo desafio: o entendimento da génese dos seus corpos mineralizados, e a resolução dos problemas tecnológicos ligados à valorização dos seus minérios.Entre os corpos mineralizados de Neves, Corvo, Graça, Zambujal e Lombador, até ao momento descobertos, existem significativas diferenças no que respeita aos teores dos metais básicos e à sua história paragenética. A génese destas mineralizações está relacionada com o vulcanismo félsico submarino de idade tournaisiana inferior a viseana média, tendo sido posteriormente submetidos, durante a fase de deformação hercínica, a um metamorfismo da fácies de clorite. Todos estes fenómenos geológicos associados a um complexo processo de deposição envolvendo um reprocessamento químico e mecânico, durante e logo após a formação do minério primitivo, conduziram a associações mineralógicas e texturais complexas, caracterizadas por finos intercrescimentos dos minerais de metais básicos nomeadamente com a pirite.

Por este motivo a SOMINCOR, empresa concessionária de Neves-Corvo, instalou na mina um laboratório de mineralogia que desenvolveu uma metodologia adequada à caracterização tipológica dos minérios de alimentação das lavarias, e ao controlo dos ensaios de valorização dos mesmos, às escalas laboratorial e industrial. Ao longo dos últimos cinco anos foi possível estabelecer uma rotina que permite ao Laboratório de Mineralogia da SOMINCOR fornecer atempadamente informações aos engenheiros mineralurgistas, necessárias à optimização dos processos de moagem e concentração dos minerais úteis de cobre e estanho, permitindo o desenvolvimento dos diagramas de tratamento mais adequado.

A morosidade na obtenção dos dados semi-quantitativos por microscopia óptica e contador de pontos foi ultrapassada empiricamente, na medida em que o conhecimento das fases do processo de concentração por parte dos mineralogistas, e o conhecimento mineralógico e textural dos minérios por parte dos engenheiros mineralurgistas, possibilita um trabalho de equipa que permite prever e controlar o comportamento de cada tipo de minério quando submetido aos processos de moagem e concentração.

6. Ore Microscopy Applied to the Modelling of Grinding and Flotation Processes of the Moinho (Aljustrel) Ores
Orlando da Cruz Gaspar (34 páginas)

resumo: A caracterização mineralógica e textural dos minérios dos jazigos de sulfuretos vulcanogénicos do Minho e dos Feitais (Aljustrel) tem vindo a ser reslizada desde 1977. Foram reconhecidos diversos tipos de minérios, e determinadas as paragéneses, texturas e granulometrias das diversas fases de valor. As observações microscópicas efectuadas em milhares de amostras de produtos de concentração permitiram ainda estabelecer o comportamento dos diversos tipos texturais dos minérios quando submetidos aos processos de moagem.Os diversos estudos, esfectuados em colaboração com os engenheiros mineralúrgicos da Empresa de Desenvolvimento Mineiro, S.A., (EDM) permitiram estabelecer uma metodologia para o controlo da eficiência dos processos de concentração da sua Oficina-Piloto, baseado na observação por microscopia óptica.

De 1987 a 1990, no âmbito de um projecto financiado pela CE, foi desenvolvido, conjuntamente pela EDM e pelo BRGM – Bureau de Recherches Géologiques et Minières de France, o software necessário à instalação, na Lavaria Piloto da EDM, de um simulador estático dos processos de concentração dos minérios do jazigo do Moinho. Ao Laboratório da DGGM coube então, na qualidade de subcontratante da EDM, desenvolver a modelagem mineralógica dos minérios.

7. Processamento da Volframite Contida em Estéreis de Lamas da Mina da Panasqueira
Ana Maria Ribeiro Botelho de Sousa (14 páginas)

resumo: O objectivo do projecto onde este trabalho se insere, foi desenvolver uma metodologia que viabilizasse o tratamento de aproximadamente 1 milhão de toneladas de rejeitos com um teor de aproximadamente 0,3% WO3, na sua maioria de calibre inferior a 75 micrómetros, depositados ao longo de décadas na Barragem de lamas da Barroca Grande, tentando simultaneamente optimizar a recuperação no circuito de lamas da mina.A Mina da Panasqueira foi o coordenador do projecto, sendo colaboradores, os Laboratórios de Warren Spring e do Instituto Geológico e Mineiro e a empresa Richard Mozley Ltd.

Os resultados deste estudo conjunto permitiram definição de diagramas de tratamento, passando por três estágios de concentração gravítica, com uma flutuação intermédia de sulfuretos, que viabilizariam a recuperação de mais de metade das aproximadamente 3000 toneladas de tungsténio contidas nos estéreis da barragem de lamas, obtendo concentrados finais com um teor entre 50 e 55% WO3.

Nesta publicação referem-se os estudos efectuados pelo Laboratório do IGM, que incluem, a caracterização mineralógica das amostras, os ensaios por flutuação em espumas e parte dos de concentração gravítica à escala laboratorial.

8. Reconhecimento Geológico, Estrutural, Petrográfico e Geoquímico dos Granitos de Alpalhão, Gáfete e Quareleiros (Alto Alentejo)
Armando Moreira (16 páginas)

resumo: O autor procura dar conta dos principais resultados do trabalho de reconhecimento geológico do granito de Alpalhão. Este granito faz parte de um Complexo Granítico designado, na Carta Geológica de Portugal à escala 1:50 000, por granito de Gáfete. A cartografia daquele Complexo conduziu à definição de três fácies, com menor ou maior aptidão industrial e que foram referidas por granitos de Alpalhão, Gáfete e Quareleiros.Concluiu-se, neste trabalho, que a fácies com características semelhantes à de Alpalhão está representada em 5 áreas designadas por Ribeira de Sôr, Pinheiral, Carvalhal, Monte dos Agriões e Monte da Murela. Neste texto faz-se ainda referência à tectónica das diferentes fácies graníticas do Complexo.

9. Utilização de Isótopos Ambientais em Estudos Hidrogeológicos: O Caso da Inter-relação Entre as Águas Meteóricas Locais e os Recursos Geotérmicos da Região de Chaves
Luís Aires de Barros ; J. Manuel Marques (14 páginas)

resumo: A composição isotópica das águas apresenta-se como ferramenta hidrogeológica extremamente importante na resolução de problemas específicos relacionados com a avaliação dos recursos hídricos (ex: recursos geotérmicos) de determinada região. Os isótopos ambientais frequentemente utilizados são o oxigénio-18, o deutério e o trítio.As determinações isotópicas, quando utilizadas em paralelo com análises geoquímicas convencionais, fornecem informação essencial no que respeita à origem e “idade” dos fluídos geotérmicos, áreas de recarga, sistemas de fluxo subterrâneo e mistura de águas com diferentes temperaturas. A composição, em isótopos estáveis (18O e D), das águas termais de Chaves indica tratar-se de águas de origem meteórica. As águas meteóricas infiltram-se em zonas de cota elevada, onde a precipitação é importante (maciço granítico da Bolideira NE/Chaves), atingem profundidades importantes, emergindo em uma área de descarga situada a cota mais baixa (Veiga de Chaves). Os valores de trítio (3H) encontrados nas águas termais de Chaves indicam tempos de circulação profunda superiores a 50 anos.


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