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Tomo 37 (1995)

Tomo 37 (1995)


Tomo 37 (1995)Categoria: Publicações, Estudos, Notas e Trabalhos, 1990 a 1999

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. Avaliação do Impacto Químico Ambiental Provocado por uma Exploração Mineira. Um Caso de Estudo na Mina de Jales
J. M. Santos Oliveira ; Paula Freire Ávila (28 páginas)

resumo: As actividades de exploração mineira, quando exercidas de forma descontrolada e sem um devido acompanhamento técnico e tecnológico, podem originar situações de perigosidade para o meio envolvente devido ao impacto, em particular de natureza química, que daí pode resultar. Estas situações nefastas podem evidenciar-se, com maior clareza, nas minas abandonadas e/ou nas que não tiveram uma gestão sem preocupações no que concerne a políticas de desenvolvimento sustentável.Apresentam-se neste trabalho, resultados preliminares extraídos de um estudo de investigação geoquímica que está a ser levado a efeito na área envolvente da Mina de Jales, no norte de Portugal, que são ilustrativos da existência de certo impacto químico provocado pelos detritos da exploração da mina (escombreiras).

Determinaram-se diversos “pontos negros” para um amplo cortejo de metais pesados, caracterizados por enriquecimentos químicos notáveis em sedimentos de corrente e aluviões relativamente aos respectivos valores de background, que podem constituir factores de risco ambiental. Nos sedimentos, delinearam-se incrementos nas concentrações de cerca de 40 x para o As, 5 x para o Cd, 4 x para o Zn, 3.5 x para o Pb, 5 x para o W e 4 x para a Ag, podendo afirmar-se que os efeitos da contaminação são visíveis ao longo do Rio Tinhela (que recebe tributários da área da mina) numa extensão que não é inferior, pelo menos, a cerca de 5 Km a partir do centro poluidor (escombreira).

Também os aluviões de pequenas áreas situadas a jusante (muito utilizados como locais de pastagem) ocorrem fortemente contaminados nos mesmos metais e ainda em Cu. A aplicação de alguns métodos de análise estatística e matemática aos dados geoquímicos (coeficientes de correlação e análise factorial de modo-R) contribuiu para demonstrar que as associações geoquímicas entre os metais pesados são significativas e idênticas às existentes na paragénese mineral original.

Os primeiros resultados sobre especiação iónica sugeriram que os elementos químicos potencialmente mais deletérios (As, Cd, Zn, Cu), nos sedimentos, estão partilhados por várias fases mineralógicas; todavia, uma percentagem significativa afigura-se estar associada preferencialmente a fases de maior instabilidade e mobilidade químicas, o que pode contribuir para aumentar os factores de risco. Nos aluviões, os efeitos de contaminação são mais expressivos nos horizontes superiores, mas mesmo nas camadas aluvionares mais profundas (até 20 cm, pelo menos) anotaram-se teores relevantes, em particular para os elementos dotados de maior mobilidade, como o Cd e o Zn.

Uma primeira avaliação da sintomatologia das possíveis consequências nefastas para o ambiente circundante da Mina da Jales, feita a partir da evidência de existência de concentrações elevadas em elementos químicos de reconhecidas agressividade e perigosidade, em termos ambientais, recomenda o aprofundamento da investigação em torno do problema e uma eventual tomada de medidas mitigadoras e de monitorização da situação criada.

2. Calibração de um Modelo de Libertação a Partir de Dados da Mineralogia Quantitativa e sua Articulação com um Modelo fenomenológico de Flutuação por Espumas
E. M. C. Barros ; Mário R. Machado Leite ; A. A. Tinoco Cavalheiro (4 páginas)

resumo: Qualquer descrição de um processo mineralúrgico, para ser minimamente realista, deverá exigir uma caracterização dos atributos do sistema particulado que é processado, tão completa quanto possível. Do conjunto destes atributos, os que mais influenciam o desempenho dos processos são as propriedades calibre e teor das partículas.Dada a complexidade dos sistemas tratados em Mineralurgia, não será previsível que uma completa caracterização desses sistemas venha a ser alcançada exclusivamente com base em dados analíticos, sem o recurso sistemático, descritores do fenómeno de libertação de fases mineralógicas, para integração desses dados.

O núcleo fundamental deste trabalho consistiu na aplicação dos dados da mineralogia quantitativa para calibração de um modelo de libertação e na articulação deste com um modelo fenomenológico de flutuação por espumas.

3. Contribution for the Knowledge of Gold Metallogenesis in the Western Iberian Peninsula
T. J. Shepherd ; J. M. Santos Oliveira ; D. J. Sanderson (10 páginas)

resumo: Nesta zona, sumarizam-se os principais resultados obtidos da execução de um projecto de investigação, multidisciplinar e plurinstitucional, levado a efeito por uma vasta equipa envolvendo especialistas portugueses, ingleses, e espanhóis no âmbito do Contrato de Investigação n.º MA2M-0032, celebrado com a Comissão das Comunidades europeias (CEC-DGXII).Os estudos tiveram enfoque em cinco áreas metassedimentares da Península Ibérica Central, seleccionadas por nelas ocorrerem mineralizações de ouro, principalmente em veios quartzosos, mas também em formações estratóides, que estão estreitamente associadas com a Zona de Cisalhamento de Coimbra-Córdova.

Adoptou-se uma metodologia de investigação com base em estudos de geoquímica de inclusões fluídas e de isótopos estáveis e radiogénicos, cartografia macroestrutural e análise fractal, suportados por cartografia geológica pormenorizada, litogeoquímica, mineralogia e petrologia.

Em consequência dos estudos realizados e da integração dos resultados foi possível elaborar uma proposta de modelo metalogenético para a Zona Centro Ibérica que pudesse reunir os diferentes estilos de mineralização aurífera epigenética associados a rochas graníticas e metassedimentares do Precâmbrico e do Paleozóico inferior. Os elementos chave para esse modelo generalizado resumem-se a:

    • – 1. Formação de fluídos auríferos ricos em CO

2

    por desvolatilização de rochas crustais inferiores, durante a Orogenia hercínica.
    – 2. Concentração de fluídos ao longo de zonas de cisalhamento dúctil e a sua dispersão posterior em estruturas de segunda ordem, durante as fases de relaxação orogénica.
    – 3. Fracturação hidráulica, formação de veios quartzosos e deposição de sulfuretos de Fe-As acompanhada de coprecipitação de ouro.
    – 4. Reactivação e microfracturação dos veios; influxo de fluídos meteóricos de circulação profunda e pobres em voláteis; deposição de carbonatos e sulfuretos polimetálicos, com remobilização de algum ouro mais precose (? estibina).

Diferenças existentes nas paragéneses encontradas, em veios encaixados em metassedimentos e granitos, podem ser explicadas por factores litológicos locais (constituição da rocha encaixante) e interacções fluído-mineral.

4. Contributo de Curvas de Teores, de Possança de Conteúdos Metálicos e de Valores para o Estudo Geológico-económico da Jazida Estano-Volframítica de Vale Pião
Acúrcio Neto Parra ; Augusto Bento Filipe (8 páginas)

resumo: A construção gráfica de secções longitudinais verticais com curvas de isovalores revelou-se de muito interesse para o estudo geológico-económico da jazida estano-volframítica de Vale Pião.Este método permite a estimativa de reservas ecológicas e de reservas para vários teores de corte, facilita o planeamento da produção em função do preço de venda dos metais úteis e de custos de produção, faculta informação sobre a génese da jazida e possibilita a selecção de zonas potencialmente ricas e merecedoras de investigação por trabalhos mineiros.

5. Discriminação do Espectro de Recursos Base Associados à Evolução Granítica Residual no Campo Filoniano de Arga (Minho – N de Portugal)
C. Leal Gomes (16 páginas)

resumo: O campo aplito-pegmatítico de Arga é uma divisão regional maior que pode ser estruturalmente compartimentada em enxames os quais se diferenciam entre si pela atitude, tamanho, forma, estruturas internas, deformação, frequência e local de ocorrência dos aplito-pegmatitos.Os enxames manifestam uma cronologia de colocação que se correlaciona com etapas bem definidas da evolução interferente entre a colocação do granito e a deformação regional D3. As estruturas internas dos aplito-pegmatitos podem ser sistematizadas segundo a preponderância dos mecanismos construtores – cristalização in situ e em fluxo de deformação – e assim podem ser reduzidas a alguns dispositivos padrão que se expressam nos tipos fundamentais de fácies constituintes: magmatitos, pegmatitos e metassomatitos.

É possível interpretar a sucessão paragenética, à luz da extracção combinada de elementos fluidificantes e complexantes – Li , B, F, P – e OFE (s) (ore-forming elements) – Sn, Nb, Ta – segundo um modelo por subtracção, em que cada expressão metalífera ou volátil desencadeia uma ampla nucleação das fases essenciais e ainda a nucleação de minérios satélites.

No enxame sill de Arga a fraccionação principal é originária da evolução magmática residual do granito de Arga e emitida centrifugamente através de sucessivas pulsações emanadas da expansão lateral da câmara diapírica. A greisenização sobreposta remobiliza e concentra o Sn dos magmatitos e pegmatitos mas não tem qualquer efeito nos niobotantalatos das fácies primárias e limita-se a reorganizar o stock de Li inicial. As venulações quartzosas com sulfuretos comportam uma sucessão de mineralizações polimetálicas, que inclui: Ti, As, Fe – W, As, Fe, – As, Fe, Au – Zn, Cu, Fe – Cu, Pb, Bi, Ag, Au – Au, Ag.

No contexto destas mineralizações pós-pegmatóides, a zona de cizalhamento de Argas-Cerquido constitui o licenciamento mestre de um duplex transcorrente, contaccional, peri-diapirico que evolui a partir de um enxame de cone-sheets precoces. A aba oriental do diapiro de Arga originou uma anomalia de dissipação de calor remanescente que induz um circuito convectivo hidrotermal, periférico. Este sistema é responsável pela recorrência e diversificação das mineralizações hidrotermais.

Para os modelos petrogenéticos e metalogenéticos encontrados é possível propôr uma actualização dos espectro de recursos base, com reflexo nos seguintes domínios: minérios metálicos – revelando a expressão dos metais Li, Ta, (Cs), Bi e Au; minerais não metálicos, industriais com apetência cerâmica – nomeadamente moendas quartzo-feldspáticas enriquecidas em albite ou eventualmente, massa petalítico-espoduménicas.

6. Estudo da Compartimentação de Maciços Rochosos pela Técnica de Amostragem Linear. Aplicação a uma Travessa da Mina de Carvão de Germunde
H. Iglésias Chaminé ; A. Fernandes Gaspar (8 páginas)

resumo: Descreve-se de forma breve uma técnica de amostragem linear de descontinuidades em faces expostas de maciços rochosos. São referidos os métodos para tratamento dos dados de terreno assim obtidos, visando a definição das famílias de descontinuidades e caracterização de uma forma estatística da sua atitude, espaçamento e extensão.Exemplifica-se a técnica de amostragem linear numa travessa da Mina de Carvão de Germunde, e o seu contributo para a classificação geomecânica proposta para o maciço de Germunde, com vista à optimização e dimensionamento do suporte das galerias.

7. Gold Mineralization Occurrences in the Crato-Campo Maior Sector of the Blastomylonitic Zone (Northern Alentejo, Portugal)
Daniel P. S. de Oliveira ; Luís M. P. Martins ; Luís F. S. Viegas ( páginas)

resumo: A Faixa Blastomilonítica, isto é a Zona de Cizalhamento Coimbra-Córdova, tem grande potencial para a ocorrência de mineralizações de ouro em Portugal. No sector de Crato-Campo Maior foram definidas extensas anomalias auríferas em solos, nomeadamente em Montes Novos-São Martinho e Nave do grou-Mosteiros. As formações encaixantes destes indícios são caracterizadas pela ocorrência da Série Negra (s. l.), constituída por xistos, quartzitos negros, grauvaques, metavulcanitos ácidos, anfibolitos e xistos anfibólicos.Em Nave do Grou-Mosteiros foi definida uma área de 26 Km2 anómala em ouro, atingindo um teor máximo de 872 ppb em solos, sendo frequentes anomalias com teores de 200 ppb. A área de Montes Novos-São Martinho torna-se mais complexa devido à existência de um eluvião derivado do desmantelamento de rochas da Série Negra. Este depósito contém partículas de ouro livre, sendo evidenciada uma anomalia (>50 partículas Au) com dimensões de 2000 x 1500 metros. Este sector da zona de cizalhamento tem potencial para a ocorrência de mineralizações auríferas, economicamente exploráveis.

8. Impacte de uma Mina Abandonada na Qualidade de Água de Superfície: O Exemplo da Mina das Talhadas
E. Ferreira da Silva ; C. Patinha ; E. E. Cardoso Fonseca (10 páginas)

resumo: Os autores analisam no envolvente da mina das Talhadas a influência desta mina abandonada sobre a qualidade da água superficial. Foram estudadas as fases-suporte do Cu, Pb e Zn, metais de mineralização sulfuretada, nas amostras de sedimentos e o comportamento daqueles metais nas componentes dissolvida e particulada das amostras de água.Verificou-se que os teores elevados de Cu, Pb e Zn detectados nas águas superficiais têm origem na água de circulação no interior da mina e na dissolução dos minerais de alteração de cobre e zinco localizados nas linhas de água. Constatou-se ainda que a aplicação do modelo de especiação WATEQ4F, evidenciou a importância de formas iónicas de Cu, Pb e Zn na componente dissolvida das amostras. A componente particulada não contribui para o transporte de Cu, Pb, e Zn nas amostras de água.

9. Lixiviação por Percolação: Um Modelo de Parâmetros Distribuídos
Maria Cristina da Costa Vila ; António Manuel Antunes Fiúza (26 páginas)

resumo: Apresenta-se um modelo fenomenológico de parâmetros distribuídos para a lixiviação por percolação. O modelo foi testado e validado através dos resultados de lixiviação em colunas para dois tipos de minério (um de urânio que se dissolve sob a forma de complexo aniónico e outro de cobre que se dissolve na forma catiónica).O modelo provou ajustar-se bem às realidades estudadas, revelando maior flexibilidade e aplicabilidade do que os modelos existentes neste domínio.


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