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Tomo 41 (1999)

Tomo 41 (1999)


Tomo 41 (1999)Categoria: Publicações, Estudos, Notas e Trabalhos, 1990 a 1999

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. Argilas da Região da Cruz da Légua: Caracterização Químico-Mineralógica e Tecnológica e Ensaio de Classificação Tipológica
Cristina Carvalho ; Álvaro F. Oliveira ; José Grade (24 páginas)
Resumo: O l.G.M. efectuou um estudo prospectivo na região da Cruz da Légua (Alcobaça), com vista à ampliação de reservas de argilas do jazigo sedimentar aí existente, bem como a sua caracterização de modo a poder-se elaborar um parque de matérias-primas à escala do jazigo, com base na coluna tipológica estabelecida para aquele enchimento argiloso.Foram colhidas 70 amostras nas carotes das sondagens efectuadas e nas frentes dos barreiros em exploração que foram submetidas a análises químicas, mineralógicas e tecnológicas. Os resultados destas análises foram tratados estatisticamente o que permitiu a redução do número de parâmetros definidores dos lotes encontrados, bem como a racionalização da exploração.

2. As Gravuras em Pedra do Vale do Rio Côa e o Quaternário Português. Sua Relação com Outras Características Contemporâneas
José Lopes da Silva Freire (3 páginas)
Resumo: Como acontece com outras épocas, são numerosos os factores que se conjugam na sua história.Na época quaternária, caracterizada essencialmente pelo aparecimento brusco, de várias raças de Homens, e de elefantes, cavalos e bois, ocorreram outros acontecimentos, que originaram a sua migração das grutas onde naturalmente se acolhiam, tais como, os fenómenos glaciários e interglaciários; as oscilações, positivas ou negativas, dos mares a continentes a seus reflexos nos contornos, isto é, na paleogeografia.
Estes fenómenos fizeram-se sentir ao longo do vale do rio Côa a nas artes de alguns artistas, que por ali estacionam, em vida nómada (por enquanto não são conhecidas grutas).
As gravuras são numerosas e, dada a dureza da pedra e a perfeição dos contornos dos desenhos, leva-nos a pensar, não só na têmpera dos utensílios de percussão, como na estatura dos indivíduos.
Adiante, vamos pormenorizar estes diferentes assuntos.

3. Classificação Tipológica de Argilas: Uma Contribuição para o Conhecimento do Jazigo de Monsarros (Anadia)
Cristina Carvalho ; José Grade ; A. Casal Moura (10 páginas)
Resumo: Numa área tectonicamente deprimida situada em Monsarros a SE de Anadia, foi evidenciada através de estudos levados a cabo pelo l.G.M. uma pequena bacia sedimentar onde se depositaram argilas especiais de idade Holocénica e Pliocénica.Os ensaios efectuados sobre cerca de uma centena de amostras colhidas na referida bacia permitiram caracterizar estas argilas do ponto de vista químico, mineralógico e tecnológicos.
A análise estatística simples e multivariada, que envolveu os resultados dos ensaios, facilitou a distinção entre as argilas Holocénicas e Pliocénicas e, dentro destas, as de melhor aptidão cerâmica.

4. Estudo Preliminar da Monazite Nodular de Monfortinho, Portugal
J. Lencastre (24 páginas)
Resumo: A monazite nodular foi observada num número considerável de concentrados de minerais pesados de sedimentos de linhas-de-água oriundos de áreas diversas do País; a área de Monfortinho (carta 271, esc. 1/25000 do S.C.E.) foi seleccionada porque o mineral ocorre ali em concentrações mais elevadas que nas restantes.Ao que sabermos, é este o primeiro registo da monazite nodular em Portugal.
São apresentados dados obtidos pela aplicação dos métodos laboratoriais disponíveis: morfoscopia, densimetria, microanálise química, debyegrafia e análise por activação neutrónica (esta última efectuada em laboratório exterior). Ei-los: grãos elipsoidais achatados raramente atingindo 1 mm segundo o eixo maior; cor predominante: cinzenta de clara a escura; G=4.3; as três raias mais intensas em DRX são (d(Â)/i): 3.30/7.5, difusa; 3.09/10; 2.8/8.5.
Como seria de esperar, grandezas e características dos espécimes colhidos em Monfortinho concordam em geral com as dos espécimens de outras partes do mundo, referidas na literatura.

5. Filões de Quartzo com Cassiterite e Filões de Quartzo com Scheelite e Cassiterite na Região de Rebordelo-Ervedosa-Agrochão, Nordeste de Portugal
M. E. P. Gomes (14 páginas)
Resumo: Os filões de quartzo com cassiterite de Ervedosa ocorrem associados ao granito moscovítico, estanífero (327±9 Ma) resultante da fraccionação de um granito moscovítico-biotítico. Os filões de quartzo com scheelite e cassiterite associam-se, na Trigueíriça, com o granito moscovítico-biotítico e no Carvalhal, com um granito biotítico-moscovítico (357±9 Ma). As zonas escuras da cassiterite dos filões tungsténio-estaníferos são mais ricas em Ti e mais pobres em Ta, Nb e Fe do que as zonas escuras da cassiterite dos filões estaníferos. Nos três jazigos a arsenopirite dominante terá cristalizado a cerca de 440ºC. Em Ervedosa e no Carvalhal, a blenda precoce cristalizou a 280-240ºC, mas a blenda tardia em equilíbrio com estanite de Erverdosa terá cristalizado a 110ºC. Em Ervedosa e na Trigueiriça a inversão de pirrotite hexagonal a monoclínica terá ocorrido a 248ºC. Os filões estaníferos de Ervedosa foram originados de fluidos hidrotermais formados a partir de magma granítico, moscovítico, estanífero. Nos filões com scheelite e cassiterite, os processos magmáticos geradores dos granitos associados, terão originado fluidos tardios com algum Sn e W, mas admite-se que tenha havido mobilização de elementos das formações encaixantes, que permitiram a cristalização da scheelite, cassiterite, microclina e turmalina nos filões de quartzo.

6. Geologia Correspondente à Folha 271 (Monfortinho-Idanha-a-Nova), na Escala 1:25 000
Antero Ferreira da Silva (6 páginas)

7. O Aplito de Mesquitela-Freineda. Parte I – Beneficiação para Concentração dos Feldspatos
Maria José Matos (10 páginas)
Resumo: Amostras de uma rocha aplítica foram estudadas do ponto de vista químico, mineralógico e textural, com vista a avaliar o seu potencial como fornecedor de feldspatos e a estabelecer o processamento mineralúrgico para a extracção destas matérias primas.Por se tratar de um fornecedor pobre, o estudo da beneficiação envolveu ensaios de flutuação por espumas, como via para separar os minerais prejudiciais (micas e ferromagnesianos) e concentrar os minerais de feldspato. Os concentrados feldspáticos, com teor em ferro acima do requerido, foram submetidos a ensaios de purificação por via magnética, não tendo, no entanto, atingido o grau de pureza desejado. A análise espectral de partículas de albite e microclima revelou a presença de ferro na rede destes minerais, facto que limita o âmbito da aplicação tecnológica destas matérias-primas.

8. Programa de Investigação e Controlo Ambientais em Áreas do País com Minas Abandonadas: Compilação de Resultados
J. M. Santos Oliveira ; Maria José do Canto Machado ; Maria Yolanda Pedrosa; Paula Freire Ávila; Mário R. Machado Leite (24 páginas)
Resumo: No âmbito de um contrato celebrado entre o IGM e a DGA tem o primeiro organismo vindo a desenvolver um projecto de estudo de impactes ambientais correlacionáveis com a actividade mineira no país, o qual, numa primeira fase, incidiu sobre três casos de estudo razoavelmente paradigmáticos do universo de minas abandonadas: Jales, Cunha Baixa e Pejão. Configurado segundo uma estratégia pluridisciplinar, foram contempladas actividades de I&D e de controlo ambientais.Apresenta-se aqui uma compilação dos principais resultados e conclusões que vêm pôr em evidência a existência de situações de alguma contaminação química caracterizadas pela ocorrência anómala de metais em águas, solos e sedimentos de áreas na influência das explorações mineiras. Não obstante os naipes de elementos químicos serem, na globalidade, idênticos, no pormenor identificam-se diferenças qualitativas e quantitativas às quais se atribuíram relações com as paragéneses minerais, as condições hidrogeológicas e os processos de tratamento físico e químico utilizados.
As sugestões feitas no sentido de se equacionarem e realizarem algumas medidas mitigadoras podem contribuir para atenuar e/ou eliminar os efeitos contaminantes existentes.

9. Quartzo de Depósitos Filoneanos e Pegmatíticos Portugueses: Propriedades e Aplicações Industriais
J. Velho ; Fernandes J. ; Gomes C. (12 páginas)
Resumo: No presente trabalho dá-se conta dos resultados de estudos de caracterização mineralógica, petrográfica e química de quartzos de seis depósitos portugueses dos tipos filoneano a pegmatítico com as referências seguintes: Dornas, Vila Longa, Poço Palheiro, Freches, Pedras Pintas a Canas de Senhorim. As propriedades dos quartzos no estado natural após a refinação e beneficiação bem como as especificações exigidas tendo em vista potenciais aplicações em metalurgia, particularmente na produção de Fe-Si e Si, são consideradas e avaliadas.


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