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Tomo 66 (1980)

Tomo 66 (1980)


Tomo 66 (1980)Categoria: Publicações, Comunicações Geológicas, 1980 a 1989

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. A «Formação Carbonatada» Cenomano-Turoniana na Região do Baixo Mondego
A. Ferreira Soares (12 páginas)

resumo: Após enquadramento da «Formação Carbonatada» cenomano-turoniana no contexto geológico regional, discute-se o problema da correlação no seio da unidade, admitindo-se, com LAUVERJAT & BERTHOU, a posição do limite Cenomaniano-Turoniano no topo das camadas E+F de CHOFFAT.Com base nas distribuições conhecidas das espécies de Amonites presentes, reinterpreta-se a zonação admitida e demonstra-se que, no desconhecimento actual de elementos paleontológicos significativos, a variação lateral de fácies responde pelas dificuldades encontradas no exercício da correlação entre os três domínios sequenciais maiores (Zonas Ocidental, Central e Oriental).

2. Algumas Notas Sobre a Prospecção de Mineralizações Scheelíticas no Norte de Portugal
J. M. Farinha Ramos ; Luís F. S. Viegas (16 páginas)

resumo: Apresenta-se em termos genéricos uma descrição geológica e estrutural das áreas do Complexo Xisto-Grauváquico e Silúrico estudadas no âmbito de anteriores trabalhos de prospecção de rochas calcossilicatadas mineralizadas em scheelite.A partir dos dados factuais obtidos estabelece-se uma comparação entre as diversas ocorrências com vista a um ensaio de sistematização das jazidas portuguesas daquele tipo. Conclui-se com considerações sobre alguns aspectos da metodologia a utilizar na prospecção de novas ocorrências.

3. Algumas Observações Sobre a Petrologia e o Quimismo dos Granitóides da Região de Tourém-Montalegre (N de Portugal)
Maria Luísa Ribeiro (16 páginas)

resumo: Na região de Tourém-Montalegre, observa-se a passagem gradual de rochas cada vez mais metamórficas a migmatitos de injecção leito a leito e, finalmente, a granitos inomógenos, originados por fusão parcial das rochas sedimentares pré-existentes e por progressiva separação do resíduo e a parte fundida.Estes constituem o encaixante de algumas manchas bem definidas de fácies graníticas, perfeitamente homogéneas, geralmente leucocratas ou hololeucocratas, as quais se consideram geneticamente relacionadas com aqueles granitos inomogéneos.

Toda esta série granitóide contrasta com o granito do Gerês, que aparentemente resultou da fusão não mínima e com o qual contacta a W. Neste trabalho incluem-se os resultados de cerca de 50 análises químicas dos elementos maiores de rochas cuja composição mineralógica varia desde o diorito ao granito moscovítico, verificando-se que a distribuição dos elementos é semelhante à das séries de diferenciação das rochas calco-alcalinas.

O autor apresenta ainda algumas considerações de ordem petrogenética.

4. Alguns Aspectos das Geociências em Portugal no Quadro da Cultura Setecentista e Oitocentista
C. F. Torre de Assunção ( páginas)
5. Análise da Deformação da Zona de Cisalhamento Porto-Tomar na Transversal de Oliveira de Azeméis
António Ribeiro ; Eurico Pereira ; Luís Severo (8 páginas)

resumo: O Bordo ocidental do Maciço Hespérico corresponde a uma zona de falha muito importante, com uma evolução complexa do Carbónico ao Quaternário. Na transversal de Oliveira de Azeméis a falha traduz-se por uma zona de cisalhamento com direcção N-S e 3,5 a 4 Km de largura. Afecta granitos sintectónicos com idades isotópicas de 300 milhões de anos.A xistosidade e foliação, subvertical é devido a actuação de segunda fase de dobramento Varisco e a sua geometria sigmóide mostra que o cisalhamento jogou principalmente como desligamento direito. Os perfis de deformação através da zona de cisalhamento permitiram o cálculo de gama entre 28 e 33, correspondente a um deslocamento dúctil de 60 a 80 Km.

Isto sugere que as rochas de alto grau de metamorfismo regional da região de Oliveira de Azeméis poderiam ser a extensão ocidental da Faixa Blastomilonítica de Cordova-Badajoz-Tomar, com um deslocamento de cerca de 100 Km. O significado geodinâmico desta faixa de cizalhamento é referido no contexto do arco ibero-armoricano.

6. Argilas Especiais da Região de Barracão-Pombal: Aplicação da Análise Matemática Multivariada ao seu Estudo e Caracterização
J. M. Santos Oliveira ; A. Casal Moura ; José M. Conceição Grade (14 páginas)

resumo: No presente estudo, aplica-se análise de componentes principais a dados geoquímicos, mineralógicos e granulométricos de amostras de «argilas especiais» dos jazigos do Barracão e de Pombal.A análise de componentes principais, efectuada sobre 15 variáveis, permitiu explicar a variação existente, após uma rotação de eixos por entropia mínima que clarificou as soluções, em termos de apenas quatro componentes significativos, correspondendo a mais de 75% da variância total. Mostra-se que esses componentes caracterizam o fácies existente e certas variáveis químicas típicas que lhe estão associadas.

Pela análise da matriz de correlação e dos componentes determinados para cada grupo, verifica-se que o jazigo de Pombal representa um ambiente geoquímico mais preservado do que o do Barracão. O cálculo dos pesos factoriais (factor scores) para cada um dos quatro componentes, mostra que as argilas, tendo em vista problemas de sedimentogénese, geoquímica ou estudos de aproveitamento tecnológico destas matérias-primas.

7. Aspectos de Alteração em Rochas Dioríticas de Benavila (Avis)
A. M. Galopim de Carvalho ; M. Fernanda Alegria ; M. Teresa Mira Azevedo (4 páginas)
resumo: Estudo da alteração existente ao longo de uma faixa NNE-SSW nas rochas dioríticas da mancha de Benavila, sensivelmente paralela ao vale da ribeira da Seda. Possível anterioridade do fenómeno em relação aos depósitos terciários de cobertura e sua relação com a existência provável de uma zona de fractura do soco, com a mesma orientação.
8. Aspectos Geológico-mineiros dos Jazigos Uraníferos em Exploração pela Empresa Nacional de Urânio
J. M. Matos Dias ; J. M. Machado da Costa (10 páginas)
resumo: Indica-se a metodologia utilizada no controlo geológico e na avaliação de recursos dos jazigos. Descrevem-se sumariamente os jazigos em exploração e relacionam-se as suas características geológicas com o método de lavra mineira. Salienta-se a importância do controlo geológico efectuado durante a exploração, quer como orientador desta, quer como fornecedor de elementos para a prospecção das áreas envolventes dos jazigos.
9. Calcários e Dolomitos da Serra dos Candeeiros – 2ª Parte: Sondagens e Cálculo de Reservas
Giuseppe Manuppella ; José C. Balacó Moreira (18 páginas)

resumo: O presente trabalho corresponde à 2ª parte do estudo da Serra dos Candeeiros, cuja 1ª parte foi publicada em 1974. Assim, dá-se conta da descrição litológica dos testemunhos das sondagens realizadas, do estudo petrográfico das formações que inclui também a pesquisa micropaleontológica, da análise química das formações em profundidade e, finalmente, o estabelecimento das reservas em calcários e dolomitos, desta zona.Indicam-se também, os resultados das determinações dos graus de brancura da matéria-prima de superfície, tal qual e, em anexo, inclui-se um desdobrável com as curvas de isoteores em SiO2, R2O3, CaO, MgO e P.R., ajustável à carta geolitológica.

10. Contribuição para o Melhor Conhecimento da Estratigrafia do Quaternário do Litoral Minhoto e das Indústrias Associadas
G. Soares de Carvalho ; F. Soares de Carvalho ; F. Sande Lemos ; José Meireles (8 páginas)

resumo:Primeira notícia sobre alguns resultados obtidos com a execução de cortes na antepraia do litoral situado a Norte e a Sul de Vila Praia de Âncora, destinados a fixar a litostratigrafia do seu Quaternário e o enquadramento estratigráfico dos instrumentos líticos a ele associados. Referência às unidades com indústrias: uma que ocupa uma posição inferior à formação areno-pelítica (que, também, forneceu algumas peças) e três em posição superior, das quais duas forneceram peças pouco ou não roladas, enquanto a terceira, situada no topo dos cortes (Gelfa), constituída por um cascalho, praticamente sem matriz, forneceu peças roladas. As peças dos cascalhos das praias actuais são sobretudo originárias daquelas unidades, em franca destruição pelos processos erosivos que caracterizam a evolução actual do litoral, razão porque se admite a mistura, nas praias, de indústrias de épocas diferentes.

11. Fracturação e Cortejo Filoneano nas Minas da Argemela – Fundão
Carlos M. C. Inverno ; Maria Luísa Ribeiro (10 páginas)

resumo: O cortejo filoneano nas Minas de Argemela corresponde a um conjunto de filões quartzosos, subverticais, encaixados nos Xistos das Beiras, com mineralização estanífera associada.Estudou-se a geometria do cortejo filoneano e fez-se a distinção entre filões de quartzo instalados em fendas de tracção ou em fendas de cisalhamento, o que permitiu estabelecer um modelo filoneano-estrutural. Subtraindo o efeito do campo de tensões regional, verifica-se existir uma distribuição radial dos primeiros filões e uma distribuição circular dos segundos, relativamente a uma determinada zona central. A definição de campo de tensões responsável por esta geometria permitiu formular a hipótese das referidas fendas terem sido resultantes da instalação de uma cúpula granítica subjacente.

Este estudo contribuiu para a selecção de áreas potencialmente mais favoráveis à mineralização. Os resultados obtidos por sondagens efectuadas na região vieram confirmar as hipóteses formuladas.

12. Geoquímica dos Granitóides da Região de Penafiel-Oliveira de Azeméis. – I – Elementos Alcalino e Alcalino-terrosos
J. M. Santos Oliveira ; Eurico Pereira (22 páginas)

resumo: Neste trabalho, os autores investigam a geoquímica de certos elementos alcalinos e alcalino-terrosos (Na, K, Li, Rb, Ca, Mg, Ba e Sr) nas rochas granitóides que afloram a região de Penafiel-Oliveira de Azeméis. Esta área tem particular interesse por nela ocorrerem muitos dos termos mais significativos no quadro dos granitóides hercínicos (e mesmo possivelmente ante-hercínicos) e existirem, embora esparsamente, mineralizações estano-volframíticas e outras com sulfuretos.Dos elementos estudados, verificou-se que os oligoelementos forneceram indicações mais valiosas do que os elementos maiores. A interpretação, baseada nos teores de alguns elementos e índices de fraccionação, permitiu distinguir unidades e séries granitóides de idades diferentes.

Definiram-se guias primários que pode interessar em estudos de prospecção visando a procura de mineralizações, particularmente de estanho e volfrâmio. Revelaram-se importantes o Rb e o Li e as relações K/Rb, Ba/Rb, Mg/Li e Rb/Sr. Em face dos resultados até agora obtidos, os autores concluem da possibilidade de existência de mineralizações associadas simultaneamente com granitóides hercínicos «antigos» e «modernos», hipótese nem sempre até agora admitida. A aceitação deste princípio virá alterar sensivelmente as regras que se devem observar no estabelecimento de áreas e unidades a prospectar.

13. Hidrogeologia Geral das Ilhas Adjacentes
Pedro Lopes Paradela (16 páginas)

resumo: Passam-se em revista as nascentes naturais existentes, concluindo-se serem estas mais frequentes e de maior caudal em formações lávicas que em materiais piroclásticos.Na ausência de níveis aquíferos superiores em certas ilhas ou partes de ilha, por falta de camada impermeáveis de suporte, o recurso para captação de água subterrânea consiste em executar furos de sonda até atingir as bolsadas de água doce ao nível do mar.

Interpretam-se, neste caso, exemplos da evolução do teor de cloretos durante ensaios de caudal e em regime de exploração.

14. O Complexo Basáltico de Lisboa
C. A. Matos Alves ; Britaldo Rodrigues ; A. Serralheiro ; A. P. Faria (24 páginas)

resumo: As rochas basálticas do complexo vulcânico de Lisboa são de natureza alcalina, parecendo relacionadas geoquimicamente com as da ilha da Madeira, situada na bacia atlântica, e dependentes da abertura deste oceano. Supõe-se que a actividade vulcânica da região de Lisboa-Mafra, e a instalação dos maciços sub-vulcânicos de Sintra, e Monchique, estão relacionados com a rotação da península ibérica.Os actuais estudos geológicos, petrológicos e geoquímicos permitem uma nova definição dos problemas da origem e evolução dos magmas relacionados com estas formações.

A análise estatística empreendida contribuiu, igualmente, para a caracterização das séries e para a compreensão dos principais processos que ocorreram durante a evolução.

15. Ocorrência de Vermiculite-A1 e Gibsite em Solos de Granito do Noroeste de Portugal. Génese destes Minerais
J. M. Vieira e Silva (8 páginas)

resumo: Estudaram-se mineralogicamente as argilas de dezassete perfis de solos, resultantes da alteração de granitos no Noroeste Português. A ocorrência de teores elevados de vermiculite-Al e de gibsite, em quase todos os perfis, levou a que se tentasse investigar a génese destes minerais. Para o efeito alterou-se no laboratório a rocha-mãe dum dos perfis com ácido láctico e ácido oxálico, respectivamente pouco e muito complexantes.Os resultados destes ensaios juntamente com outros dados físicos, químicos e mineralógicos permitiram concluir que a natureza da matéria orgânica destes solos é a principal responsável pelo grau de alteração dos granitos e posterior formação daqueles minerais.

Na génese da gibsite será de referir, ainda, a importância que representa a drenagem interna que, quando boa, permite a fácil circulação, para a base dos perfis, dos ácidos complexantes carregados de alumínio que posteriormente cristalizará em gibsite.

16. Origem da Escapolite em Agregados Poligonais com Plagioclase: Discussão Baseada na Definição de Anomalias Químicas e de Vectores de Substituição Iónica
F. Sodré Borges (8 páginas)

resumo: A origem de escapolite em agregados poligonais com plagioclase é discutida mediante uma análise da não-estequiometria que aquele mineral exibe em anortositos do Complexo de Roneval (S. Harris, Hébridas Exteriores, Escócia).Conclui-se que os cristais de escapolite são pseudomorfoses, resultantes da transformação metassomática de plagioclase recristalizada. Durante esse episódio metassomático, além do ganho em Cl e C, a plagioclase enriqueceu em Si e Na, mas perdeu Al e Ca, sendo este recuperado através do ganho de Co32.

17. Potencialidades em Cascalhos e Areias da Plataforma Continental Portuguesa
J. M. Alveirinho Dias ; José Hipólito Monteiro ; Luís C. Gaspar (14 páginas)

resumo: Com base na análise de cerca de 500 amostras de sedimentos não consolidados procedeu-se à prospecção prévia de cascalhos e areias da plataforma portuguesa. Foram detectados 10 depósitos de cascalho, de entre os quais, os mais interessantes se localizam a norte do canhão da Nazaré.O depósito com melhores características situa-se ao largo da foz do rio Lis. O teor médio em cascalho é de 54% sendo o conteúdo em finos desprezível (média: 0,6%), e a componente biogénica pequena (9% na fracção arenosa e 5% na fracção cascalhenta), localizando-se a pequenas profundidades (entre os 32 m e os 80 m) e perto da costa (entre os 3 Km e os 15 Km).

O estudo das areias conduziu à conclusão de que existem na plataforma portuguesa interessantes depósitos de sedimentos arenosos, ressaltando-se as areias litorais a norte do canhão da Nazaré (areias médias, bem calibradas, com fracção silto-argilosa muito reduzida e componente biogénica pequena). De um modo geral as areias da plataforma a sul do canhão da Nazaré são mais finas e biogénicas do que as existentes a norte do referido acidente.

18. Potencialidades Uraníferas de Portugal
J. M. Matos Dias ; João A. Correia Marques (8 páginas)

resumo: Tendo em consideração:

    a) – o quantitativo de minério já explorado, os recursos e os índices de mineralização existentes;
    b) – o enquadramento geológico e geomorfológico dos jazigos e dos índices de mineralização;
    c) – os aspectos técnico-económicos da exploração dos jazigos;
    d) – a intensidade de prospecção já efectuada e as metodologias utilizadas;
    e) – a evolução mundial das técnicas prospectivas e a descoberta de jazigos de novas tipologias;

analisam-se os factores de favorabilidade uranífera de diversos contextos geológicos do País e as metodologias mais aconselháveis para a descoberta de novos jazigos eventualmente existentes.

Conclui-se que as potencialidades uraníferas do País são muito elevadas e que se impõe um incremento acentuado da prospecção.

19. Relações Estruturais Entre os Polimorfos Mg2 Si O4: Aspectos Cristaloquímicos e Implicações Geofísicas
M. O. Figueiredo (10 páginas)

resumo: As estruturas cristalinas dos polimorfos do ortossilicato de magnésio e ferro, bem como os respectivos domínios de estabilidade relativamente à pressão e à temperatura, têm merecido crescente interesse nas duas últimas décadas por desempenharem um papel importante nos modelos mineralógicos que têm vindo a ser propostos para o interior da Terra, como tentativa da interpretação das anomalias geofísicas observadas experimentalmente.Neste trabalho revêm-se as principais características cristaloquímicas dos polimorfos sintéticos do composto Mg2SiO4 (fase alfa, tipo olivina; fase beta, tipo espinela modificada; fase gama, tipo espinela normal), e analisam-se as condições de estabilidade relativa destas fases em função de alguns aspectos das respectivas estruturas cristalinas, designadamente:

    i) a geometria dos dois tipos de poliedro de coordenação dos catiões e o modo como se encontram interligados nos três tipos estruturais;
    ii) a distribuição espacial dos catiões nos empilhamentos densos dos aniões;
    iii) a homogeneidade e a regularidade dos diversos poliedros de coordenação dos aniões por parte dos catiões, das quais decorrem um melhor efeito de anteparo viabilizando o incremento de densidade efectiva na transformação alfa -> beta -> gama.

Sugere-se um mecanismo de «corte cristalográfico isocomposicional» permitindo relacionar as estruturas das fases beta e gama, baseadas num empilhamento cúbico denso, e adiantam-se algumas considerações quanto a possíveis implicações geofísicas dos mecanismos de transformação estrutural dos três polimorfos conhecidos do composto Mg2SiO4.

20. Stratigraphie et Faune du Lias et de la Base du Dogger au Nord du Mondego (Quiaios et Brenha) – Parties 2 à 4
R. Mouterde ; R. B. Rocha ; C. H. Ruget Perrot (20 páginas)
resumo: A descrição de cortes do flanco norte da Serra da Boa Viagem permitiu estabelecer a biostratigrafia pormenorizada do Liásico e do Aaleniano. Ao Lotaringiano calcário datado por amonites, seguem-se margas e calcários margosos do Carixiano e Domeriano inferior, com fauna abundante, e o Domeriano superior calcário. O Toarciano margo-calcário é relativamente tenro, no entanto a base da zona de Serpentinus e a zona de Bifrons formam ligeiros relevos. Ao Toarciano superior margoso sucede-se o Aaleniano margo-calcário, cada vez mais compacto para a parte superior. A fauna de amonites, bastante abundantes, permite a definição de correlações precisas.
21. Um Caso de Aplicação da Análise de Tendências à Prospecção Mineira
J. M. Santos Oliveira ; M. M. Godinho (8 páginas)

resumo: Aplica-se a técnica de análise de tendências aos resultados obtidos no decurso de uma campanha de prospecção realizada pelo Serviço de Fomento Mineiro na região de Almendra (NE de Portugal), a partir de uma colheita sistemática de sedimentos de linha de água.Os dados tratados são o número de grãos de scheelite contados em concentrados de minerais pesados e os teores geoquímicos de Sn e Pb na fracção -80 mesh dos sedimentos.

Discutem-se as superfícies que melhor se ajustam aos dados e a sua relação com factores litológicos. A projecção dos desvios calculados relativamente às superfícies matemáticas deduzidas limita áreas anómalas que apresentam excelente paralelismo com as definidas anteriormente por processos estatísticos usuais.


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