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Tomo 67, Fasc. 1 (1981)

Tomo 67, Fasc. 1 (1981)


Tomo 67, Fasc. 1 (1981)Categoria: Publicações, Comunicações Geológicas, 1980 a 1989

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. Complexo Xisto-Grauváquico do Douro: Os Xistos Cloríticos com Magnetite e o seu Valor Estratigráfico
M. Bernardo de Sousa (4 páginas)
resumo: Na Formação de Ervedosa do Douro, definidas no complexo xisto-grauváquico do Douro, (NE Portugal) a presença de um membro constituído por xistos verdes (cloríticos) impregnados de magnetite, cartografáveis tem contribuído para o estabelecimento da litoestratigrafia e estrutura daquele complexo.
2. Contribuição para o Conhecimento Hidrogeoquímico das Águas Subterrâneas do Ocidente Algarvio
F. Esteves Costa ; J. Amaral Brites ; Maria Yolanda Pedrosa (20 páginas)

resumo: Neste trabalho são abordadas em primeiro lugar as aptidões da água subterrânea para abastecimento doméstico, rega e uso medicinal na região algarvia.Em seguida é feita uma tentativa para o estabelecimento de relações entre fácies litológicas e fácies hidrogeoquímicas. Finalmente são apresentadas quatro cartas em que se resumem os dados básicos sobre a hidrogeologia do Algarve.

3. L’ Organization des Structures Profondes de Socle à l’ Ouest de la Faille Porto e Tomar-Badajoz: Apport des Données Géophysiques
J. P. LeFort ; J. Alveirinho Dias ; José Hipólito Monteiro ; A. Ribeiro (8 páginas)

resumo: A análise dos dados geofísicos existentes nos Serviços Geológicos de Portugal, assim como a reinterpretação dos dados já publicados, permitiu-nos estabelecer um esboço estrutural do soco situado a Oeste da falha Porto-Tomar-Badajoz.Foram reconhecidos dois domínios: um compreende a Estremadura e o Douro; outro o Alentejo e o Algarve. Estes dois domínios têm provavelmente um soco profundo idêntico (Pré-câmbrico?), estando o domínio Sul coberto por série paleozóica bastante mais espessa do que o que se localiza a Norte. Este poderá não ter sido afectado pelos cavalgamentos que caracterizam a zona Sul-Portuguesa.

Os dois domínios referidos comportaram-se de modo diferente aquando da abertura do Atlântico Norte pois que o soco apresenta pendores gerais que se invertem de um lado e de outro da linha Tomar-Setúbal.

4. La Zone de Cisaillement Ductile de Juzbado (Salamanca)-Penalva do Castelo (Viseu): Un Linéament Ancien Réactivé Pendant l’ Orogénèse Hercynienne ?
M. Iglesias Ponce de Léon ; A. Ribeiro (6 páginas)
resumo: Põe-se em evidência a existência da zona de cisalhamento dúctil de Juzbado (Salamanca) – Penalva do Castelo (Viseu); trata-se de um desligamento dúctil esquerdo com um deslocamento de 65 Km que funcionou durante a tectogénese hercínica. O campo de tensões regional, responsável pela formação do arco ibero-armoricano parece ser desviado junto ao acidente, o que sugere que se trata da reactivação de um lineamento antigo ao nível do Soco Precâmbrico.
5. Note Préliminaire sur les Microfaciès du Jurassique Supérieur Portugais
Miguel M. Ramalho (6 páginas)

resumo: O estudo de numerosos cortes e sodagens permitiu estabelecer uma biozonagem com base em foraminíferos e algas calcáreas para as formações carbonatadas do Jurássico superior português:

    1º – Biozona de Alveosepta jaccardi (Oxfordiano médio-Kimeridgiano), por sua vez subdividida em subzona de Heteroporella lusitanica (Oxfordiano médio), subzona de intervalo (Oxfordiano superior-Kimeridgiano «médio») e subzona de Clypeina jurassica (Kimeridgiano «superior»);
    2º – Biozona de intervalo (Portlandiano «inferior»),
    3º – Biozona de Anchispirocyclina lusitanica (Portlandiano «superior» – Berriasiano).

Esta biozonagem é comparável à que foi estabelecida por outros autores para o domínio mesogeano ocidental, embora hajam diferenças na distribuição vertical de alguns dos microrganismos considerados.

6. Nouvelles Observations sur les Formations à Rudistes de Ia Région de Lisbonne
F. Lapier (6 páginas)
resumo: O estudo das formações com Rudistas no afloramento de Rio Seco (Lisboa) mostra a existência de canais e lagoas separando os recifes com Rudistas. As silicificações parecem afectar preferencialmente os depósitos destas zonas.
7. Pollens Normapolles de Coupes Stratotypiques du Crétacé Supérieur des Charentes et du Sénonien du Portugal
J. Medus (10 páginas)

resumo: The sequence of Normapolles pollen grains assemblages from some samples of the Coniacian-Santonian and Maastrichtian area in the Charentes is presented. It agrees with that previously described in southeastern France and allows to correlate assemblages from northestern Portugal.Two new species of Trudopollis are proposed: T. bulborus and T. endanulens and a new genus is defined, Polaroporis.

8. Reconhecimento Prévio dos Depósitos Submarinos de Cascalhos e Areias a SW de Peniche
J. Alveirinho Dias ; José Hipólito Monteiro ; Luís C. Gaspar (20 páginas)

resumo: Com base na análise de amostras de sedimentos não consolidados e em perfis de reflexão sísmica ligeira, procedeu-se ao reconhecimento prévio dos depósitos submarinos de cascalhos e areias existente a Sudoeste de Peniche.Este reconhecimento incidiu principalmente num dos blocos de prospecção (6-96) com as dimensões de 5 minutos de latitude e 6 minutos de longitude em que a plataforma continental portuguesa foi dividida. Averiguaram-se as características dos depósitos estudados nos blocos adjacentes. Os principais parâmetros analisados foram, além das percentagens de cascalho, areia e finos (silte + argila), a composição das fracções maiores que 63 micrómetros (dando-se especial atenção ao conteúdo em quartzo, terrígenos e bioclastos), os parâmetros granulométricos (com principal incidência no diâmetro médio e na medida de calibração) e a percentagem de carbonatos.

A análise dos valores dos parâmetros referidos indica que os sedimentos existentes no bloco 6-96 são grosseiros, muito cascalhentos, essencialmente terrígenos, com fracção fina (<63 micrómetros) desprezível e sempre inferior a 1% da amostra, e com baixo conteúdo em carbonatos. A interpretação dos perfis sísmicos revela a existência de cobertura apreciável de sedimentos não consolidados.

Este conjunto de características, associado com a profundidade em que o bloco se situa (entre 38 m e 65 m), com a reduzida distância à costa e a possíveis portos de apoio, e com a amenidade climática da região, indicam que os depósitos estudados apresentam características industriais interessantes. O estudo da amostragem colhida nos blocos adjacentes confirma que os depósitos se continuam para fora do bloco 6-96, sendo possível que se liguem a outros localizados mais a Oeste, com disposição grosseiramente paralela à costa.

Finalmente sugerem-se acções necessárias à avaliação dos possíveis impactos da exploração no meio ambiente e ao reconhecimento detalhado dos depósitos.

9. Reflexions sur la Formation Cretacée de Porto de Mós (Algarve – Portugal)
Miguel M. Ramalho ; Jacques Rey (6 páginas)
resumo: A Formação de Porto de Mós, no Algarve ocidental, é uma série carbonatada, depositada em meio marinho interno a lagunar, que poderá ser atribuída, essencialmente, ao Gargasiano-Clansayesiano. O seu desenvolvimento testemunha uma importante aceleração da subsidência no decurso do aptiano, o que estaria em relação com o final da fase de rifting ou o início da expansão oceânica do Atlântico Norte.
10. Sur Quelques Quimberlites de l’ Angola
B. Reis ; Luís Aires de Barros (16 páginas)

resumo: Podem admitir-se sete províncias quimberlíticas em Angola, todavia é a da Luanda (no NE de Angola) a que se tem mostrado mais diamantífera. Acresce que é aquela em que não ocorre a associação quimberlito-carbonatito. Apenas ocorrem subsidiariamente sienitos nefelínicos. Na generalidade, estas províncias situam-se num grande alinhamento tectónico orientado NE-SW com grandes inflexões ENE sendo cortado por fracturas secundárias NNW-SSE. Tal cintura vulcânico-tectónica tem o desenvolvimento de cerca de 1200 Km, localizando-se aí diversos campos quimberlíticos e inúmeras estruturas anelares carbonatíticas.Com base na análise pormenorizada (geologia geral, geofísica, geoquímica e petrologia) da ocorrência quimberlítica de Camuanzanza (grupo Calonda), os autores estabelecem relações com algumas das restantes chaminés de outros grupos desta província minerogenética. Para isso é feito o estudo geometral, mineropetrográfico dos principais minerais satélites do diamante dos diatremas mais relevantes dos mencionados quatro grupos.

Aborda-se ainda o problema da associação ou não associação quimberlito-carbonatito, tentando-se a sua explicação quer em função de uma tectónica profunda, atingindo as partes superiores do manto, quer em função da possível distância dos focos magmáticos à superfície actual o que provocará o desenvolvimento carbonatítico versus quimberlítico mais ou menos explícito.

11. Vertébrés Remaniés dans l’ Helvetien V-c des Environs de Lisbonne
S. Jonet (6 páginas)
resumo: Assinalam-se fragmentos de Vertebrados, especialmente Répteis e um Mamífero, rolados e partidos, recolhidos no Helveciano V-c de Portela de Sacavém, que provavelmente provêm duma camada inferior (HV-b) remobilizada a alguma distância por um braço de água do «pré-Tejo» e depois transportados para o estuário.
12. Vestígios de Glaciação na Serra da Peneda (Noroeste de Portugal)
Armando D. Moreira ; J. M. Farinha Ramos (4 páginas)
resumo: A existência de fenómenos erosivos atribuídos à acção de glaciares nas montanhas do noroeste do País tem levantado alguma polémica. Com base em numerosas evidências observadas no campo e em argumentos de natureza geológica os autores estão de acordo com a opinião de CODÉ-GAUSSEN, 1978, que admitiu a existência de erosão glaciar na Serra da Peneda.
13. Zones de Cisaillement Ductile dans l’ Arc Ibéro-armoricain
M. Iglesias Ponce de Léon ; A. Ribeiro (4 páginas)
resumo: As zonas de cisalhamento dúctil de fase de compressão tardia formam dois sistemas conjugados de desligamento cujo ângulo obtuso é bissectado pela direcção de encurtamento deste fase, que desenha a curvatura do arco hercínico ibero-armoricano.

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