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Tomo 68, Fasc. 1 (1982)

Tomo 68, Fasc. 1 (1982)


Tomo 68, Fasc. 1 (1982)Categoria: Publicações, Comunicações Geológicas, 1980 a 1989

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. A Litogeoquímica na Definição das Relações Entre Granitóides e Mineralizações
J. M. Santos Oliveira ; J. M. Farinha Ramos ; Margarida C. Simões (12 páginas)

resumo: O estudo geoquímico das rochas granitóides que afloram na região de Freixo de Numão (V. N. de Foz Côa), no Nordeste de Portugal, permitiu atingir um melhor conhecimento sobre os seus processos de formação e as suas relações com a mineralização estano-volframitico-scheelítica que, com elas, ocorre associada espacialmente.A geoquímica de alguns oligoelementos conduziu à distinção entre granitóides hercínicos sin e tardi a postectónicos e mostrou a associação genética possível da mineralização de Sn-W com tipos específicos dessas rochas. Os valores mais elevados de Rb, Li, Nb, Rb/Sr e Nb/Zr e mais baixos de Ba, sr, Zr, Ba/Rb e K/Rb denunciam os últimos diferenciados das intrusões e apontam para a maior especialização metalogenética de algumas unidades.

Sugerem-se áreas mais favoráveis à existência de mineralizações possíveis, a partir de critérios litogeoquímicos.

2. Análise Matemática Multivariada Aplicada ao Estudo de Sedimentos da Bacia de Aguada
A. Casal Moura ; José M. Conceição Grade (12 páginas)

resumo: Apresentam-se e discutem-se os resultados obtidos por aplicação de Principal Component Analysis a dados granulométricos relativos a sedimentos da bacia de Aguada.O estudo de distribuições granulométricas de amostras seleccionadas, permitiu a caracterização de grupos representativos e o estabelecimento da sequência dos episódios sedimentares a respectivas condições dinâmicas. Em particular, evidenciam-se características que permitem distinguir os depósitos superiores (Formação Gandra) dos subjacentes (Formação Aguada).

3. Caracterização Geoquímica de Aplitopegmatitos Litiníferos e Estaníferos da Região da Guarda
J. M. Farinha Ramos ; J. M. Santos Oliveira (8 páginas)

resumo: Na região da Guarda ocorre um número elevado de jazidas aplitopegmatíticas graníticas geralmente portadoras de mineralização estanífera e litinífera, juntamente com outros elementos e minerais mais raros (tantalite-columbite, berilo, terras raras).Do ponto de vista geoquímico, foi possível caracterizar os dois grandes grupos de aplitopegmatitos que aí afloram. Os filões litiníferos caracterizam-se por uma associação geoquímica de Al – Na – Ca – P – Rb – Li – B – Sr e os estaníferos por uma associação de Si – K – Mg – Fe – Sn – Be – Ba, em termos de enriquecimento relativo.

Os métodos geoquímicos revelaram-se também muito úteis para distinguir aplitopegmatitos mineralizados de outros desprovidos de mineralização. Estes últimos caracterizam-se, por sua vez, por teores baixos de Rb, Li, Sn e Be e elevados de Ba e B.

4. Determination of Finite Strain in Deformed Planar Fabrics – A Discussion
Richard J. Lisle (2 páginas)
5. Determination of Finite Strain in Deformed Planar Fabrics – A Reply
António M. G. Possolo ; A. Ribeiro ( páginas)
6. Framework and Evolution of Hercynian Mineralization in Iberian Meseta
L. J. G. Schermerhorn (50 páginas)

resumo: O ciclo hercínico, que começou no Precâmbrico superior e terminou no final do Paleozóico, está associado na Península Ibérica com a deposição duma grande variedade de jazigos minerais metálicos e não-metálicos. Os mais famosos são os sulfuretos de metais básicos da Faixa Piritosa Ibérica (incluindo Rio Tinto e outros jazigos), o estanho, o volfrâmio (Panasqueira) e o mercúrio (Almadén). A fase deposicional do ciclo hercínico caracterizou-se pela acumulação de depósitos minerais singenéticos, resultando do jogo de «controles» paleogeográficos, sedimentares e vulcânicos. Subsequentemente, durante e depois da fase orogénica, formaram-se minerais epigenéticos como produtos da actividade ígnea, na sua maior parte por deposição directa de líquidos de origem magmática e também, indirectamente, em consequência da activação térmica de rochas pré-existentes.Em ambas as fases o magmatismo félsico foi o agente dominante da mineralização, tanto para os depósitos vulcanogénicos de maior importância como para os jazigos plutónicos. O âmbito e a evolução da mineralização hercínica definem-se pelo quadro geotectónico intraplaca da Meseta e pelo desenvolvimento paleogeográfico e estrutural da mesma, modificado por factores regionais e locais, sendo os mais importantes o transporte vulcânico e plutónico de calor e de material.

Distinguem-se províncias e períodos metalogenéticos, definem-se metalotectos e discutem-se as possíveis origens dos elementos metálicos introduzidos.

7. Mineralogia das Fracções Limo e Argila dos Solos da Quinta do Marquês (Oeiras). Ocorrência de Montmorilonite e Beidelite
J. M. Vieira e Silva ; Hermínia C. Domingues (8 páginas)

resumo: A composição mineralógica do limo ao longo dos perfis mostra que os solos são autóctones, embora a ocorrência de teores elevados de quartzo nos solos derivados de tufos basálticos, seja indício da sua contaminação por materiais com origem diferente. A existência de elevada percentagem de minerais expansivos na fracção argilosa de quase todos os solos e o grande interesse agronómico destes minerais levou a que se tentasse identificá-los.Estudos mineralógicos e químicos permitiram concluir que nos solos derivados de calcários margosos predominava uma montmorilonite, herdada da rocha-mãe, e nos solos derivados de tufos basálticos e materiais afins ocorria uma beidelite.

8. Nota Sobre a Variação Temporal do Rubídio e do Estrôncio no plutão Granítico Zonado de Castro Daire
M. Serrano Pinto (6 páginas)
resumo: Dados sobre os teores de Rb e Sr nas principais unidades do plutão zonado de Castro Daire, conjugados com determinações de idade (método do Rb-Sr) em rochas dessa unidades – as quais confirmam e completam dados de campo relativos à sequência de instalação das mesmas – dão apoio a alguns conclusões sobre a variação temporal dos teores daqueles elementos: a tendência é para as concentrações médias do Rb cresçam à medida que se passa das intrusões mais antigas para as mais recentes, enquanto que o Sr se comporta de modo inverso.
9. On Geochemistry and Thermodynamic Conditions of Aplites, Pegmatites and Hypothermal Quartz Veins with Cassiterite and Wolframite
Ana M. R. Neiva (10 páginas)

resumo: Na sequência granito -> aplito -> pegmatito -> filões hipotermais de quartzo com mineralização de estanho e tungsténio, a moscovite é a única que sempre ocorre e o seu quimismo permite estimar algumas condições termodinâmicas dos jazigos primários de cassiterite e de volframite. A partir da distribuição de F, W, Nb, Zn, Sn, Li, Cu, Pb, Ba, Rb, Tl, Cs na moscovite e da composição do granito, filões aplito-pegmatíticos e filões hipotermais de quartzo é possível explicar a distribuição dos mesmos elementos na biotite de metamorfismo de contacto produzida por essas rochas sobre metapelitos.As condições termodinâmicas de metamorfismo de contacto estimadas a partir da composição química da biotite apresentam variação concordante com a das condições termodinâmicas de diferenciação magmática e dos fluidos.

10. Sistema «Sedmar»
J. M. Alveirinho Dias (8 páginas)

resumo: Descreve-se sucintamente o sistema automatizado para aquisição de dados sedimentológicos da Divisão de Geologia Marinha dos Serviços Geológicos de Portugal e do sistema de programas SEDMAR que permite gerar uma base de dados com os resultados obtidos através daquele sistema.O sistema SEDMAR (acrónimo de Sedimentos Marinhos) foi concebido como auxiliar no estudo dos sedimentos não consolidados da plataforma continental portuguesa. A linguagem de programação utilizada foi o BASIC (versão MBASIC), tendo o sistema sido concebido e desenvolvido de modo a que a utilização seja do tipo conversacional, permitindo interacção constante entre utilizador e sistema. Descrevem-se a estrutura e potencialidades do sistema, bem como as suas características principais.

Faz-se ainda referência às funções de cada um dos sub-sistemas e sub-programas em que o sistema está dividido, descrevendo-se também o tipo de variáveis utilizadas na base de dados (95 variáveis por amostra) e o seu modo de utilização. Finalmente dão-se alguns exemplos de «saídas» impressas obtidas com os sub-programas de tratamento de dados e faz-se referência às possibilidades de expansão futura do sistema.

11. The lower Ordovician Stratigraphy of the Dornes – Figueiró dos Vinhos Area, Central Portugal, With Descriptions of Merostomichnites Ichnosp. and Rosselia Socialis; Two Previously Unrecorded Trace Fossils
A. H. Cooper ; M. Romano (10 páginas)

resumo: Estabelece-se uma estratigrafia formal para as formações do Ordovícico inferior da Região Central de Portugal, Dornes-Figueiró dos Vinhos. Introduzem-se duas novas designações formacionais da sequência nesta região: Formação da Serra do Brejo-Fundeiro.Alitofácies e icnologia é discutida em termos de paleoambiente sugerido e são descritas duas pistas fósseis anteriormente não estudadas Merostomichnites ichnosp. E Rosselia socialis DAHMER.

12. Tratamento Geoestatístico de Dados da Prospecção de Urânio
Henrique Garcia Pereira (14 páginas)

resumo: O método clássico usado na definição de anomalias numa campanha de prospecção não tem em conta o carácter regionalizado das variáveis medidas.Ensaia-se neste trabalho um método geoestatístico de tratamento de dados em que é considerada a distribuição espacial dos valores tomados pelas Variáveis Regionalizadas obtidas na prospecção de índices uraníferos. A separação da população de base em dois subconjuntos (anomalias e fundo) é feita de acordo com um critério estrutural em que, para além do valor da variável medida em cada ponto do espaço, é também tomado em conta o sistema de interdependências com os pontos vizinhos. Aplica-se o método aos dados recolhidos numa campanha de prospecção uranífera no Alto Alentejo.


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