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Tomo 69, Fasc. 1 (1983)

Tomo 69, Fasc. 1 (1983)


Tomo 69, Fasc. 1 (1983)Categoria: Publicações, Comunicações Geológicas, 1980 a 1989

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. A Cretaceous Encrusted Surface on the Upper Jurassic Limestones of Monte Gordo
Peter M. Ellis (4 páginas)
resumo: Neste trabalho são descritas, pela primeira vez, superfícies incrustadas e perfuradas nos calcários do Jurássico superior de Monte Gordo (Vila Franca de Xira). A presença de Requinídeos (Rudistas) nalgumas destas superfícies mostra que estas devem-se ter formado durante o Cretácico inferior. A sua origem é explicada por movimentos ao longo da falha de Vila Franca, que provocaram o afloramento de estratos do Jurássico superior no fundo do mar durante, pelo menos, o Cretácico inferior.
2. Carlos Teixeira (1910-1982)
G. Zbyszewski ; F. Gonçalves ( páginas)
3. Considerações Sobre a Génese dos Diferentes Granitos da Região de Tourém-Montalegre-Gerês
Maria Luísa Ribeiro (10 páginas)

resumo: Na região de Gerês-Montalegre-Tourém, coexistem várias fácies granitóides distribuídas em dois grupos: 1º- granitóides de Torém-Montalegre – tipo S; 2º- granitos do Gerês – tipo I.No presente trabalho estudou-se o comportamento das REE das biotites dos metassedimentos e de algumas fácies granitóides pertencentes aos dois grupos, tendo-se observado: – uma relação estreita entre os perfis de REE das biotites nos granitos do 1º grupo e nos metassedimentos; – ausência de qualquer semelhança dos perfis dos granitos do 2º grupo e os dos metassedimentos.

Estes factos permitem confirmar a origem dos granitos de Tourém-Montalegre, por fusão crustal, apresentando, as fácies menos evoluídas, perfis mais próximos dos metassedimentos, e as mais evoluídas, enriquecimento em REE leves, e maiores anomalias negativas do Eu.

O granito do Gerês foi provavelmente originado a partir da forte diferenciação de um magma empobrecido em REE leves.

4. Contribuição para a Determinação de Relações Entre Escoadas, Chaminés e Filões da Região Funchal-Montelavar
J. M. P. Cabral ; M. I. Prudêncio ; M. A. Gouveia ; A. Serralheiro (14 páginas)

resumo: Uma das grandes dificuldades levantadas no estudo do «Complexo vulcânico de Lisboa» tem sido determinar as relações entre afloramentos isolados de escoadas e entre estas e os seus centros emissores.Neste trabalho procura-se fazer essa determinação, para os afloramentos da região Funchal-Montelavar, a partir de características geoquímicas das respectivas rochas, em particular das concentrações de 15 oligoelementos, tomando em consideração informações recolhidas no levantamento geológico. As análises químicas das amostras seleccionadas foram efectuadas recorrendo ao método instrumental de activação com neutrões. A determinação das referidas relações foi realizada aplicando aos resultados dessas análises certos métodos de análise de grupos, hierárquicos e não-hierárquicos, e o método de análise em componentes principais.

Alguns resultados obtidos confirmaram hipóteses suscitadas durante o levantamento geológico. Outros sugerem novas hipóteses. Os resultados põem, além disso, em evidência a ocorrência de dois episódios vulcânicos distintos.

5. Découverte de Turritella (Haustator) Subtrivigiana Moret dans l’ Éocène d’ Angola
P. H. Brébion (2 páginas)
resumo: Classifica-se como Turritella (Haustator) subtrivigiana Moret uma forma encontrada em grande número de exemplares na placa calcária do Saco, no litoral do Sul de Angola, que permite atribuir a esta formação idade eocénica.
6. Étude d’ une Faune de Gastéropodes Miocènes Récoltés par M. M. Feio dans le Sud de l’ Angola
P. H. Brébion (12 páginas)
resumo: Estuda-se uma fauna constituída por 21 espécies de Gasterópodes, bastante bem conservadas, encontradas no deserto de Moçâmedes. Nenhuma espécie é nova, mas 15 delas não tinham sido encontradas em Angola. O jazigo principal (Guilengues) é datado do Helveciano. As formas de lamelibrânquios que acompanham os Gasterópodes aqui descritos são citadas no trabalho de FEIO (1981).
7. Hidrogeologia do Lias-Dogger a Oriente do Rio Arade
F. Esteves Costa (40 páginas)

resumo: Os dois últimos anos de seca revelaram flagrantemente o deficiente abastecimento de água no Algarve. A situação tornou-se preocupante quando em Setembro de 1981 um dos aproveitamentos de águas superficiais, solução proposta por muitos para o Algarve, deixou de fornecer água devido ao baixíssimo nível de armazenamento (barragem de Silves).A escolha de alternativas numa gestão racional implica o conhecimento das componentes superficial e subterrânea e é nessa perspectiva que se apresenta o estudo de um importante aquífero, compreendido pelo polígono – Mexilhoeira da Carregação, Silves, S. Bartolomeu de Messines, Alte, Salir, Querença, Paderne, Algoz e Estômbar.

8. Le Crétacé de l’ Algarve: Essai de Synthèse
Jacques Rey (17 páginas)

resumo: As séries cretácicas do Algarve oriental, central e ocidental podem ser subdivididas num certo número de unidades litoestratigráficas, datadas, com uma precisão variável, pelo seu conteúdo paleontológico (Amonites, Echinides, Calpionelas, Lituolídeos, Orbitolinídeos, Involutinídeos, Dasicladáceas, Carófitas).As correlações bioestratigráficas e litosedimentológicas estabelecidas entre estas formações permitiram pôr em evidência:

    – no cretácico, a sucessão de 3 ciclos megasequenciais, cada um com tendência regressiva e depois transgressiva, separados por 2 descontinuidades maiores (no Valangiano e no Beduliano);
    – variações laterais de fácies importantes e diversas lacunas estratigráficas durante o cretácico basal, em relação com a fase distensiva neocimérica; sedimentação marinha e fluvial no Hauteriviano e no Barremiano, essencialmente centrada no Algarve oriental; uniformização das fácies no Algarve com a transgressão eustática beduliana;
    – acelaração da subsidência a partir do Gargasiano nos ambientes margino-litorais. O Albiano e o Cenomaniano, só conhecido no Algarve oriental, são representadas por formações marinhas muito dolomitisadas.
9. Low-Grade Regional Metamorphism in the Iberian Pyrite Belt
José M. U. Munhá (34 páginas)

resumo: A Zona Sul Portuguesa da cadeia Hercínica Ibérica consiste numa série de meta-sedimentos do Paleozóico superior com intercalações de vulcanitos félsicos e máficos que exibem associações mineralógicas de baixo grau metamórfico. Os minerais, prenite, pumpellyite, epidoto e actinolite são frequentes e mostram distribuição sistemática, em rochas de composição básica a intermédia, na Faixa Piritosa Ibérica. São definidas quatro zonas metamórficas. O grau metamórfico intensifica-se para norte e varia desde a fácies zeolítica (zona 1) no extremo sul, passando pela fácies prenite-pumpellyite/xistos verdes (zonas 2 e 3) na Faixa Piritosa, a fácies dos xistos verdes na formação do Pulo do Lobo (zona 4). A laumontite, mineral característico da fácies zeolítica, não foi identificado devido à composição desfavorável das rochas na zona 1; no entanto o grau metamórfico pode ser inferido com base na cristalinidade das ilites. A fácies da prenite-pumpellyite é dominante na Faixa Piritosa Ibérica.Neste trabalho apresentam-se também algumas análises dos minerais de neoformação e estabelecem-se comparações idênticas fases mineralógicas de outras áreas metamórficas de baixo grau. A esfena mostra substituição significativa do tipo Ca(Al,Fe)SiO4(OH) v.s. CaTiSiO5. A composição da pumpellyite parece ser essencialmente controlada pelo quimismo dos locais de nucleação; contudo, as variedades mais ricas em Fe (até 18% Fe2O3) ocorrem nas rochas de mais baixo grau. As clorites na zona 4 são enriquecidas em Al2O3 e empobrecidas em SiO2 relativamente aquelas que ocorrem em rochas de idêntica composição nas zonas 2 e 3. As abundâncias de Al, Ti e Na na actinolite aumentam com o incremento do grau metamórfico; a horneblenda ocorre, esporadicamente, em rochas da zona 4. A razão Mg/Fe em clorites e actinolites coexistentes varia de forma sistemática reflectindo um Kd (Mg:Fe (actinolite)/Mg:Fe (clorite))=1,49. O valor desta mesma razão nas pumpellyites tende a ser mais variável.

Na análise de algumas associações mineralógicas, em termos de regra das fases, é necessário tratar Fe2O3, FeO e MgO como componentes independentes e pode também ser necessário considerar que o CO2 se comportou como componente imóvel.

Os dados obtidos durante este estudo, combinados com trabalhos já publicados de índole experimental e teórica, indicam um regime metamórfico de baixa pressão na Zona Sul Portuguesa compatível com gradientes geotérmicos da ordem de 40-50°C/Km.

10. Novas Pistas de Dinossáurios no Cretácico Inferior
José Madeira ; Rui Dias (12 páginas)

resumo: No topo sul da Praia Grande do Rodízio, descobriu-se recentemente, importante jazida de pegadas de dinossáurios, num total de 11 pistas e várias pegadas aparentemente isoladas.As pegadas situam-se numa camada calcária do Apciano inferior, mais precisamente do Beduliano; deste modo, a jazida é, estratigraficamente, a mais recente até agora descrita na Península Ibérica.

Com base no aspecto e estrutura das pistas bem como em achados anteriores, foi possível atribuí-las a répteis dos géneros: Megalosaurus e Iguanodon.

11. O Dogger de Santiago do Cacém
Giuseppe Manuppella (16 páginas)

resumo: O autor, aquando da cartografia geológica realizada sob a sua orientação, teve a oportunidade de estudar os afloramentos jurássicos na área abrangida pela bacia de Santiago do Cacém através de sondagens efectuadas pelo S.F.M..Os testemunhos destas sondagens foram objecto de estudos pormenorizados em que se realçam o ponto de vista petrográfico e micro paleontológico. Dá-se conta aqui dos resultados desses estudos que permitiram um melhor conhecimento da bacia de Santiago do Cacém.

12. Prospection Geochimique du Cu, Zn, Pb, Co, Ni, et Mo en Climat Tropical: Exemple du Prospect de Lanta-Abomey (Dahomey)
E. Cardoso Fonseca (10 páginas)

resumo: A análise de 990 amostras de sedimentos de linhas de água permitiu detectar várias anomalias de cobre, cobalto e níquel na zona prospectada. A prospecção táctica de solo realizada a partir de uma das anomalias de cobre encontrada nos sedimentos de linhas de água permitiu descobrir duas anomalias lenticulares de 240 a 640 metros de comprimento.Os trabalhos complementares (sanjas e sondagens) realizados na base dos dados obtidos durante a prospecção táctica de solo levaram à descoberta da primeira mineralização de cobre do Daomé.


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