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Tomo 70, Fasc. 1 (1984)

Tomo 70, Fasc. 1 (1984)


Tomo 70, Fasc. 1 (1984)Categoria: Publicações, Comunicações Geológicas, 1980 a 1989

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. Aplicação da Espectrometria Gama à Determinação de Urânio, Tório e Rádio em Amostras Geológicas
Joaquim Marçalo ; A. Pires de Matos (8 páginas)
resumo: Neste trabalho descreve-se um método de determinação de urânio, tório e rádio em amostras geológicas por espectrometria gama, utilizando um detector de NaI(TI) de dimensões 4”x4”, a funcionar no Departamento de Química do Instituto de Energia do LNETI. Apresentam-se ainda alguns resultados obtidos na primeira aplicação deste método a amostras nacionais.
2. As Indústrias Paleolíticas da Tapada do Falcão (Caia da Urra – Portalegre)
F. MacCartney ; G. Zbyszewski ; O. da Veiga Ferreira ; Carlos Penalva (12 páginas)
resumo: O presente trabalho corresponde ao estudo das indústrias paleolíticas encontradas pela Senhora F. MacCartney e seu marido na área da Tapada do Falcão, perto de Caia da Urra, a 8 Km a SE de Portalegre e oferecidas aos Serviços Geológicos de Portugal. O material, dividido em varias séries, pertence a várias fases do Acheulense (sobretudo ao Acheulense médio e superior) acompanhado a partir da série III por elementos lavalloiso-mustierenses.
3. Blueschists in the Iberian Variscan Chain (Trás-os-Montes, NE Portugal)
José M. U. Munhá ; A. Ribeiro ; M. L. Ribeiro (24 páginas)

resumo: Os xistos azuis de Trás-os-Montes oriental ocorrem intercalados com os xistos verdes do Complexo Vulcano Sedimentar de idade Silúrica, numa região fortemente influenciada pela tectónica tangencial. Os aspectos texturais e as relações de campo indicam que o mineral típico destes xistos – a crossite-glaucofana – foi gerado durante a segunda fase de deformação. Os dados quimiográficos indicam que a ocorrência de bandas alternantes com anfíbolas cálcicas ou sódicas se deve à diferenciação do seu estado de oxidação.A composição mineralógica e os dados experimentais sugerem condições de P-T da ordem dos 6 Kb e 400°C para o pico do episódio metamórfico que gerou os xistos azuis; posterior retromorfose teve lugar a condições de P-T da ordem dos 3 Kb e 420°C.

As relações estruturais indicam a existência de um empilhamento de mantos de carreamento devido à colisão continental,com obducção do ofiolito do oceano que fechou e duma espessa série vulcano-sedimentar adjacente à margem continental da zona de rift; esta pilha de mantos foi carreada sobre a sucessão estratigráfica normal do paleozóico desta zona Centro-Ibérica.

Propõe-se um modelo em que os fluídos oxidantes provenientes dos materiais situados abaixo do plano de carreamento penetrem as rochas mais quentes situadas acima daquele plano, enquanto se dava a depressão das isogeotermas, gerando xistos azuis nas áreas de maior permeabilidade. O relaxamento termogravitacional da crusta que se seguiu devido à erosão do orógeno é responsável pela gama de P-T do episódio metamórfico seguinte com aumento de T por reequilíbrio condutivo e abaixamento de P devido à erosão da pilha de mantos.

A ocorrência de metamorfismo de alta pressão, correspondente ao desenvolvimento de uma «flake» a NW da Ibéria e Armorica. As ocorrências de Trás-os-Montes são devidas à obducção, enquanto em Armorica são devidas a subducção, ambas seguidas de colisão continental.

4. Découverte de Turritella (Haustator) Subtrivigiana Moret dans l’ Éocène d’ Angola
P. H. Brébion (1 páginas)
5. Découverte de Turritella (Haustator) Subtrivigiana Moret dans l’ Éocène d’ Angola – Discussão
M. Telles Antunes (1 páginas)
6. Detrital Mica: Environmental Significance in North Portugal Continental Shelf Sediments
J. M. Alveirinho Dias ; Orrin H. Pilkey ; Victor M. Helweil (10 páginas)

resumo: A mica da classe dimensional da areia é o equivalente hidráulico de grãos de quartzo com dimensões significativamente menores. É ainda, geralmente aceite, que devido ao seu hábito em palhetas, a mica é altamente vulnerável aos processos de alteração.Assim, e devido à relativa facilidade com que é sujeita a transporte, presume-se que, em plataformas continentais altamente energéticas, dominadas por processos de ondulação, como é o caso da plataforma norte-portuguesa, os padrões de distribuição da mica são o reflexo dos processos actuais, mesmo quando a mica se encontra integrada em sedimentos relíquia da plataforma.

Esta hipótese parece ser confirmada pelos resultados obtidos com o presente trabalho, em que se estudaram as distribuições da mica presente nas diferentes fracções granulométricas da areia de cobertura sedimentar da plataforma continental norte-portuguesa. O estudo das superfícioes das palhetas de mica existentes nos sedimentos desta plataforma, efectuado com scanning electron microscope, revelou que estas reflectem uma história de intensa abrasão.

Os resultados obtidos com o presente trabalho sugerem que os padrões de distribuição das palhetas de mica e as marcas detectáveis nas superfícies dessas palhetas poderão ser auxiliares importantes na determinação da origem e dispersão dos sedimentos em plataformas continentais de cobertura sedimentar micácea.

7. Estudo de Falhas Afectando Formações Plio-quaternárias na Zona da Fonte da Telha (Península de Setúbal)
J. Cabral ; R. P. Dias ; A. Brum (10 páginas)

resumo: Realizou-se um estudo pormenorizado de numerosas falhas afectando formações terciárias e quaternárias na arriba litoral junto à Fonte da Telha, na Península de Setúbal. Mediu-se um total de 117 falhas. A existência de bons elementos de referência permitiu identificar separações verticais da ordem de 1 a 2 cm, sendo o maior rejeito de 1,20 m, inverso. Observou-se uma grande predominância de separações verticais inversas (70% das falhas).Projectaram-se os pólos dos planos de falha numa rede estereográfica tendo-se obtido uma maior densidade de falhas orientadas WNW-ESSE, muito inclinadas, existindo uma segunda concentração de falhas orientadas aproximadamente N-S, menos inclinadas. As primeiras localizam-se mais a norte, enquanto as segundas se situam mais a sul, indicando aparentemente uma rotação das trajectórias da tensão. Os acidentes observados são certamente posteriores ao Pliocénico Superior (Astiano) e, nalguns pontos, parecem afectar uma formação do Quaternário Inferior. As falhas afectando as formações plioquaternárias são provavelmente estruturas secundárias na cobertura sedimentar, relacionadas com um acidente em profundidade, activo, localizado ao longo do canhão submarino de Lisboa (de orientação NE-SW), que termina a NE junto à Fonte da Telha. Este acidente será muito inclinado, com uma componente de movimento vertical (subida do bloco SE) e uma componente de desligamento direito.

8. Etude d’ une Faune de Gastéropodes Miocènes récoltés par M. M. Feio dans le Sud de l’ Angola
P. H. Brébion ( páginas)
9. Étude d’ une Faune de Gastéropodes Miocènes Récoltés par M. M. Feio dans le Sud de l’ Angola – Discussão
M. Telles Antunes (3 páginas)
10. First Occurrence of Lawsonite in Portugal and Tectonic Implications
L. J. G. Schermerhorn ; Sabine Kotsch (8 páginas)

resumo: Lawsonite, identificada opticamente e pela microssonda, ocorre em tufos metadacíticos da unidade Centrotransmontana (na sua maior parte, provavelmente, de idade silúrica), a leste do maciço obductado de Morais. A lawsonite, juntamente com anfíbolas azuis e outros minerais, formou-se durante uma fase metamórfica de alta pressão e temperaturas baixas, posteriormente ao metamorfismo principal caracterizado pela fácies dos xistos verdes.Apresenta-se uma nova interpretação da génese dos mantos de carreamento no Noroeste Ibérico, incluindo os ofiolitos obductados, em termos de uma zona de subducção inclinada para oeste. A lawsonite originou-se durante o transporte da unidade inferior dum empilhamento de mantos de carreamento. Julga-se que a instalação dos mantos terá ocorrido no Carbónico inferior, e, consequentemente, a lawsonite e as anfíbolas azuis seriam, portanto, da mesma idade.

11. Leucogranitos – «Stockscheider» e o Controlo Estrutural da Mineralização na Mina de Montesinho-Bragança
Eurico Pereira ; Moisés Iglésias ; António Ribeiro (12 páginas)

resumo: Estabelece-se a estratigrafia dos terrenos Paleozóicos envolventes da mina e caracterizam-se as fases de dobramento hercínicas, dando particular relevo à tectónica de fractura tardia. Analisa-se a diferenciação petrológica e química dos leucogranitos espacialmente relacionados com a mineralização e dá-se a nota, pela primeira vez em Portugal, da existência de um «stockcheider».O controlo estrutural da mineralização opera-se mediante uma faixa de cizalhamento dúctil-frágil com largura aproximada de 300 metros, senestra e perfeitamente subordinada ao campo de tensões da F1 hercínica. É responsável pela abertura de fendas de tracção e «Riedel» abertos, dispostos em «échelon», onde se alojam filões de quartzo com cassiterite e berilo; a 2.ª fase, dando lugar a megakinks retrovergentes relativamente a F1, deforma a xistosidade do plano axial de 1.ª fase (S1) e, bem assim, os filões de quartzo mineralizados; a deformação devida a F3 traduz-se pela ocorrência de duas crenulações conjugadas.

12. Novas Pistas de Dinossáurios no Cretácico Inferior – Discussão
M. Telles Antunes (2 páginas)
13. Novas Pistas de Dinossáurios no Cretácico Inferior – Resposta
J. Madeira ; R. Dias (1 páginas)
14. Primeiras Observações Sobre a Meteorização dos Escarnitos Scheelíticos das Minas de Tarouca
A. Morais Cerveira ; Orlando da Cruz Gaspar ; Maria Ondina Figueiredo (8 páginas)

resumo: Os estudos laboratoriais de concentração por flutuação em espumas de scheelite nos escarnitos das Minas de Tarouca (Lamego) e a condução industrial do processo, impondo um controlo permanente do pH na polpa, alertaram-nos para as rápidas variações deste, com dispersão de resultados e comportamento diferente daquele processo, conforme se opere com minérios inalterados ou com os meteorizados.Daí, as primeiras observações, estudos e conclusões sobre a meteorização destes escarnitos, entre as quais avultam a lixiviação da scheelite e a subsequente fixação de compostos solúveis de W, pela gibbsite e esmectites, resultantes da alteração dos escarnitos.

15. Rochas Calco-silicatadas do Complexo Xisto-Grauváquico: Mineralogia, Geoquímica, Evolução Genética
A. F. Ferreira Pinto (8 páginas)

resumo: O estudo de rochas calco-silicatadas a norte do Tejo, contidas em sequências metassedimentares do Complexo Xisto-Grauváquico da zona Centro-Ibérica, permitiu a ocorrência de tipos metagrauváquicos com minerais de epídoto e anfíbolas, anfibolitos, corneanas cálcicas e escarnitos, estes associados a intrusões de natureza granitóide e evoluídos na sua dependência.As estruturas zonadas, frequentes em corneanas cálcicas e escarnitos indicarão evolução através de processos difusivos, associados a mecanismos de infiltração; faixas de composição anfibolítica podem ser observadas, quando os tipos cálcicos contactam com as rochas xistosas residuais. A mineralização scheelítica acompanha normalmente idocrase e fluorite ou é contida no seio de quartzo e a sua cristalização estará na dependência de fluidos responsáveis pela formação de faixas de vesuvianite.

O estudo dos diferentes afloramentos permitiu concluir pela diminuição da sua frequência para sul, com desaparecimento ou muito escassa representação abaixo duma linha passando possivelmente por Penalva do Castelo e Sabugal, separando ambientes paleogeográficos distintos.

16. Rochas Epidosíticas de Almendra: Mineralogia, Geoquímica, Evolução Genética
A. F. Ferreira Pinto (10 páginas)

resumo: Na área de Almendra e fora da auréola de contacto imposta por granitos hercínicos tardi-tectónicos, rochas cálcicas essencialmente formadas por epídotos (episoditos) são intercalares na sequência xistosa do Complexo Xisto-Grauváquico.São fácies formadas por associações de clinozoizite que se admite terem evoluído através de fenómenos de metassomatismo difusivo estabelecido entre calcários e pelitos, tendo este fornecido sílica e alumina.

Durante as reacções teria havido libertação de CaO e MgO, além de CO2, com parte do magnésio e do cálcio entrando na formação de anfíbolas cristalizadas nas zonas de contacto dos epidositos com as rochas xistosas.

17. Uma Aplicação da Análise factorial em Prospecção Geoquímica (Minas da Mata da Rainha-Penamacor)
E. Cardoso Fonseca ; L. Viegas ; L. Pedroso Lima ; João Soares (10 páginas)
resumo: Compara-se a distribuição espacial do W, Sn e As obtida a partir de dados da estatística univariada com os resultados adquiridos quando da utilização da análise factorial. A análise factorial permitiu confirmar as mineralizações de Sn e W ocorrentes na área a identificar novas zonas potenciais naqueles metais.

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