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Tomo 71, Fasc. 2 (1985)

Tomo 71, Fasc. 2 (1985)


Tomo 71, Fasc. 2 (1985)Categoria: Publicações, Comunicações Geológicas, 1980 a 1989

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. Cartografia de Imagens Geoquímicas por Filtragem Linear: Aplicação à Área de Fundão-Penamacor
João Soares ; Laurentino Rodrigues ; L. Viegas ; L. Pedroso de Lima ; E. Cardoso Fonseca (8 páginas)

resumo: Desenvolve-se a metodologia inerente às técnicas de filtragem linear comparando-a com a utilização da análise factorial com cartografia de factores score.A aplicação daquela metodologia à área de Fundão-Penamacor permite diferenciar as grandes unidades granitóides do complexo metassedimentar e pôr em evidência zonas mineralizadas em Pb e Zn.

2. Estudo Granulométrico e Cartografia dos Sedimentos Superficiais da Lagoa de Óbidos (Portugal)
Ana Maria Rodrigues ; Victor Quintino ( páginas)

resumo: O estudo granulométrico dos sedimentos superficiais da Lagoa de Óbidos, baseado na análise de amostras provenientes de 62 locais demonstrou a predominância de sedimentos vasosos na estrutura sedimentar deste sistema lagunar. Ao longo de um gradiente de envasamento crescente, de jusante para montante, assiste-se à transição de areias grosseiras dunares, bem localizadas na interface lagoa-oceano, para vasas que ocupam cerca de 82% dos fundos subtidais. Em região intertidal predomina a areia média, cuja distribuição alerta para o estado de assoreamento da lagoa.As características sedimentares da Lagoa de Óbidos permitem concluir que o transporte sedimentar é feito essencialmente por arrastamento ou suspensão uniforme, existindo contiguidade entre sedimentos arenosos de dominante grosseira e sedimentos vasos com teor em finos superior a 90% do sedimento total.

3. Geochemistry of Mafic Metavolcanic Rocks from the Estremoz Region (South-Central Portugal)
J. Mata ; José M. U. Munhá (12 páginas)

resumo: A geoquímica de elementos imóveis é utilizada neste estudo para obter informação sobre a afinidade magmática e o ambiente geotectónico de metavulcanitos máficos na região de Estremoz. Os metavulcanitos máficos analisados variam em composição desde basaltos alcalinos a traquiandesitos e constituem o polo máfico de uma associação magmática bimodal que também inclui comenditos e riólitos/dacitos sub-alcalinos (que constituem o litotipo félsico dominante). As rochas basálticas compreendem acumulados bem como termos mais diferenciados; os acumulados predominam junto à base da sequência e podem representar câmaras magmáticas superficiais (ou soleiras) que teriam alimentado as extrusões suprajacentes, mais diferenciadas. A descriminação geoquímica da situação geotectónica contemporânea com a actividade magmática na região de Estremoz indica um ambiente «intra-placa».Sugere-se que os vários tipos de rochas vulcânicas que ocorrem na região de Estremoz se podem relacionar com os processos de abertura do oceano Proto-Tethys; a actividade magmática ocorreria longe da zona de alastramento principal e estaria, provavelmente condicionada por características estruturais pré-existentes a nível do soco. Os resultados geoquímicos são congruentes com a informação paleomagnética disponível e todos estes dados indicam um regime tectónico regional em extensão durante o Paleozóico inferior.

4. Granitóides dos Maciços de Arouca e Regoufe: Dados Geoquímicos e Isotópicos e Algumas Implicações
M. Serrano Pinto (12 páginas)

resumo: Apresentam-se as composições geoquímicas (elementos principais e Ba, Nb, Rb, Sr, Zr) de amostras dos plutonitos de Arouca e Regoufe, fazendo-se a sua distribuição e classificação em termos de alguns diagramas.Trata-se de rochas calco-alcalinas (mostrando a rocha de Arouca certa tendência toleítica) que, no caso do Regoufe, foram datadas de 280 ± 8 M.A. e no caso de Arouca não foi possível datar com segurança. (Método de datação: Rb-Sr). Discute-se a génese de ambos os plutonitos com base nos dados geoquímicos e isotópicos, concluindo-se por uma origem do tipo «S-type granites» mais provável.

5. Le Pipe Bréchique à W-Sn de Cumieira (Vila Real, Nord Portugal)
D. Garcia (12 páginas)

resumo: A área mineralizada de Cumieira encaixa-se nos granitos hercínicos de duas micas que constituem o batólito de Vila Real de Trás-os-Montes. Numa zona brechóide, delimitada e invadida por intrusões microgranulares, principalmente de microgranitos, encontra-se disseminada uma mineralização subeconómica em W e Sn; interpreta-se esta estrutura como uma pipe de dimensões apreciáveis (secção horizontal: 1 Km2) com raízes não observáveis.Reconstituem-se as relações entre as rochas microgranulares e as diversas etapas de actividade hidrotermal, a partir do estudo das mineralizações e das alterações que afectam simultaneamente o encaixante granítico e as referidas intrusões tardias. Devota-se particular atenção à mineralogia e ao quimismo das intrusões microgranulares.

6. Les Skarns à Scheelite de Covas (Minho – Nord Portugal): Petrographie et Mineralogie des Parageneses Primaires
J. Coelho ; D. Garcia ; M. Fonteilles (16 páginas)

resumo: Os «skarns» de Covas resultam da transformação metassomática de materiais metassomática de materiais muito variados: mármores impuros grafitosos e pelitos mais ou menos gresosos e grafitosos de idade silúrica, aplito-pegmatitos e corpos básicos hercínicos.Este matrial heterogéneo foi afectado por várias etapas de percolação, originando associações minerais e texturas complexas. De entre elas as mais precoces, devidas à infiltração de fluidos de alta temperatura, são simultaneamente observadas nos sectores de Valdarcas e Cardeirinha; elas manifestam as zonações características, analisadas à microssonda electrónica.

7. Rb-Sr Whole-rock Age of Peralkaline Acidic Volcanics in the Macedo de Cavaleiros Area, Trás-os-Montes (NE Portugal)
M. L. Ribeiro ; H. N. A. Priem ; N. A. I. M. Boelrijk ; L. J. G. Schermerhorn (4 páginas)

resumo: Os riolitos peralcalinos da região de Macedo de cavaleiros (NE de Portugal) correspondem a antigos panteleritos e comenditos metamorfizados, extruídos em antigo rift continental.A sequência estratigráfica apresenta estes riolitos peralcalinos sobrepostos por basaltos alcalinos continentais, seguidos de riolotos normais e sedimentos. No topo da sequência encontram-se basaltos do tipo MORB indicando ruptura da placa continental e formação de crusta oceânica.

As análises (rocha total) pelo método Rb-Sr em dez gnaisses peralcalinos não produziram uma isócrona. Porém, omitindo uma das amostras, as restantes definiram uma linha correspondendo a uma idade de 473±49 Ma, com 87Sr/86Sr=0,701±0,005 (limite de confiança 95%). Aparentemente a forte deformação e o metamorfismo perturbaram o sistema Rb-Sr.

8. Spongiofaunes of Jurassique Supérieur du Portugal
G. Termier ; H. Termier ; Miguel M. Ramalho (26 páginas)

resumo: As espongiofaunas do Oxfordiano superior e Kimeridgiano português foram estudadas, ao microscópio fotónico, a partir de grande número de lâminas delgadas feitas em calcários micríticos. Na maioria dos casos, trata-se de fauna tetisiana, de águas quentes e pouco profundas, dominadas por pequenas Esclerosponjas (Neuropora, Periomopora) e Farétronas (Corynella, Thalamopora) pobre em silicisponjas e Sphaeractinoides.As Esclerosponjas maciças (fácies Estromatoporídeo), por entre as quais domina Dehornaeporella choffati, vão aparecendo progessivamente para passarem a dominar no Kimeridgiano. Na Rocha, esta espécie aparece associada ao Hexactinelídeo Laocoetis, num bioerme de estromatólitos e nubeculárias, parecendo tratar-se de um biótopo mais profundo, situado para o topo do talude continental. Estes espongiários, dos quais os mais pequenos são geralmente formas novas, fazem parte do conjunto das faunas da Tetis meridional, que se conhece, em continuidade, do Moghreb às Dinárides, até ao Sul da Arábia e do qual se poderá sem dúvida seguir os seus vestígios até ao Japão. Portugal (e sem dúvida várias fácies micríticas da Espanha e França meridional, ainda pouco estudadas) constitui uma área importante para acompanhar a migração das águas tetisianas para W, testemunhando as primeiras fases de abertura do Atlântico Central, entre o Canadá e o México.

9. Thrust Tectonics of Sardic Age in the Alto Douro Region (Northeastern Portugal)
A. Ferreira da Silva ; António Ribeiro (8 páginas)

resumo: A cartografia geológica da região de Vila Nova de Foz Côa (Alto Douro, NE de Portugal) mostrou a presença de um importante carreamento no interior do grupo do Douro, de idade Câmbrica, o carreamento da Senhora do Viso; este estende-se para W, causando uma duplicação de litologias muito semelhantes. Em relação com o carreamento formaram-se dobras deitadas com vergência para W, sugerindo transporte na mesma direcção. O Ordovício inferior não é afectado por este estilo tectónico, que é de idade sarda.Os dados de campo favorecem uma origem por deslizamento sinsedimentar, coerente, a partir de uma zona menos profunda situada a E. A presença de tectónica sárdica por carreamento implica a revisão da litostratigrafia das sequências sedimentares pré-ordovícicas da zona Centro-Ibérica.

Aborda-se o problema do significado geodinâmico da fase sarda; os autores favorecem um regime extensional associado à geração de um sulco intracratónico na zona Centro-Ibérica durante o Câmbrico.

10. Trace-element Geochemistry of Calc-silicate Rocks from Northern and Central Portugal
A. F. Ferreira Pinto (10 páginas)
resumo: Estuda-se a geoquímica (com incidência nos elementos menores) das rochas calcossilicatadas do complexo Xisto-Grauváquico e do Silúrico a norte do Tejo e discute-se a génese de tais fácies. Enquanto os litotipos calcossilicatados do complexo Xisto-Grauváquico teriam sido formados a partir de níveis cálcicos intercalados nas sequências xistosas por acções de contacto impostas por magmas graníticos, a geoquímica das rochas calcossilicatadas do Silúrico (com elevados teores em Cu e Cr) indicará influências metassomáticas sobre associações pelitos-rochas básicas ou sobre misturas do tipo pelito-psamito com quantidades subordinadas de materiais carbonatados.

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