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Tomo 72, Fasc. 1/2 (1986)

Tomo 72, Fasc. 1/2 (1986)


Tomo 72, Fasc. 1/2 (1986)Categoria: Publicações, Comunicações Geológicas, 1980 a 1989

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. A Contribution to the Lithostratigraphy and Palaeontology of the Lower Palaeozoic Rocks of the Moncorvo Region, Northeast Portugal
José Almeida Rebelo ; M. Romano (14 páginas)

resumo: Os autores descrevem as características litológicas e sedimentológicas das formações do Comlexo Xisto-Grauváquico, Ordovícico e Silúrico, directamente relacionadas com o sinclinório de Moncorvo (nordeste de Portugal). Dentro daquele Complexo identificam-se, na região, as Formações Rio Pinhão, Pinhão e Desejosa, de ambiente turbidítico, e para as quais propõem a idade câmbrica, atendendo à recente descoberta da primeira fauna de trilobites encontrada por baixo dos “Quartzitos Armoricanos”, no norte de Portugal (Formação Desejosa). A Formação Quinta da Ventosa, grosseira, sobrejacente à Formação Desejosa, é suposta pertencer já ao Ordovícico (Tremadociano ?).A revisão das pistas de cruzianídeos fósseis existentes nos Serviços Geológicos de Portugal, conjuntamente com novo material colhido no campo, mostra que as icnoespécies Cruziana rugosa, C. furcifera, C. goldfussi e C. ? Imbricata se encontram presentes na sequência quartzítica do Ordovícico inferior, na região de Moncorvo. A icnofauna aponta a idade arenigiana para os quartzitos. Novas colheitas de trilobites obtidas em camadas sobrejacentes aos quartzitos forneceram Placoparia (Coplacoparia) tournemini, Colcoryphe cf. thorali conjuntagens, Ectillaenus cf. giganteus, Ogygites? Cf. glabrata e Neseuretus sp. Indet.; são indicadoras do andar Landeiliano e, possivelmente, Lanvirniano.

2. A Salinization Mechanism for the Springs at Estombar, Algarve – Portugal
W. Geirnaert ; F. Radstake ; T. Kleinendorst (12 páginas)

resumo: Na província portuguesa do Algarve, constituída predominantemente por calcários, são observadas várias nascentes ao longo da linha da costa. As maiores são detectadas na zona de nascentes de Estombar, que foram estudadas pormenorizadamente com técnicas geo-eléctricas e análises hidroquímicas e com isótopos, para se obterem informações sobre o mecanismo de salinização.São possíveis dois processos de salinização: solução de evaporitos existentes nos depósitos triásicos e a mistura de água doce, com a água do mar.

A correlação da concentração do isótopo de Oxigénio-18, com os cloretos, evidenciam uma mistura de águas. Em Estombar, a mistura de água do mar com a água doce, proveniente de um aquífero extenso do Jurássico, localiza-se numa estreita zona, por baixo das nascentes. Os níveis do mar no Pleistoceno inferior teriam causado uma profunda carstificação no aquífero do Jurássico. Este sistema cárstico está agora preenchido com água salgada e está ainda relacionado com as variações de nível do Rio Arade.

Este mesmo modelo geológico, pode, provavelmente, ser aplicado a outras nascentes existentes na costa do Algarve.

3. Aplicação da Informação Geológica à Resolução de Problemas Ambientais
Delfim de Carvalho ( páginas)
4. Dating the Horta da Torre Formation, a New Lithostratigraphic Unit of the Ferreira-Ficalho Group, South Portuguese Zone: Geological Consequences
J. Tomás Oliveira ; T. A. Cunha ; M. Streel ; M. Vanguestaine (8 páginas)

resumo: A Formação da Horta da Torre é uma nova unidade litoestratigráfica que ocorre no topo do Grupo de Ferreira-Ficalho. Correlações estratigráficas e geoquímicas sugerem que os metabasaltos intercalados na Formação do Pulo do Lobo, a unidade subjacente ao Grupo Ferreira-Ficalho, são equivalentes laterais de Ofiolito de Beja-Acebuches, o qual aflora no contacto entre as Zonas Sul Portuguesa e Ossa Morena. A descoberta de palinomorfos, do Fameniano inferior a médio, em xistos negros da Formação de Horta da Torre indica que:

  1. Toda a sequência estratigráfica do Grupo de Ferreira-Ficalho é mais antiga que a Fameniano superior, e o Ofiolito de Beja-Acebuches é, possivelmente, do Devónico inferior a médio. A posição geológica deste ofiolito é indicadora de colisão entre a Zona Sul Portuguesa e a Zona de Ossa Morena, antes do Fameniano.
  2. A sequência estratigráfica da Faixa Piritosa parece, portanto, ser mais recente do que a colisão antes referida. Sugere-se que a deformação tectónica da Faixa Piritosa é, provavelmente, do tipo strike-slip.
5. Estudo do Assoreamento da Albufeira da Venda Nova
João Luís Cardoso (10 páginas)

resumo: Estuda-se o enchimento aluvionar processado no fundo da albufeira da barragem de Venda Nova, situada no rio Cávado, que motivou em parte o seu esvaziamento no ano de 1984, para limpeza dos órgãos de descarga.Efectuou-se colheita de amostras ao longo de um ramo da albufeira correspondente ao vale do rio Borralha, e ao longo do seu eixo principal. As colheitas foram realizadas à superfície e em cortes existentes nos próprios depósitos, ravinados em consequência do esvaziamento da albufeira, cuja estratigrafia se registou.

Efectuaram-se análises granulométricas e cálculo dos parâmetros estatísticos de Folk e Ward e observações acerca da morfometria dos grãos de quartzo e da mineralogia da fracção argilosa.

Os resultados obtidos apontam para uma intensa deposição ao longo do braço da albufeira correspondente ao vale do rio Borralha, na dependência da laboração da mina do mesmo nome. De acordo com os elementos fornecidos pela EDP, que realizou o levantamento topográfico de diversos perfis, ao longo daquele vale, estimou-se em cerca de 300000 m3 o volume dos sedimentos ali acumulados desde o último esvaziamento total da albufeira, verificado em 1977. Pelo contrário, ao longo do eixo principal da albufeira, observa-se fraca sedimentação apenas contrariada na zona imediatamente a montante da barragem, influenciada pela progressão dos materiais provenientes do braço da albufeira correspondente ao vale do rio Borralha, onde os depósitos atingem cerca de 17 m de espessura.

Tais diferenças, de ordem quantitativa, encontram-se reflectidas nas características dos depósitos. Enquanto os materiais depositados ao longo do eixo principal da albufeira evidenciam granulometrias homogéneas, em geral correspondentes a areias finas, os materiais depositados no braço da albufeira correspondente ao vale do rio Borralha são mais heterogéneos, sendo frequente observar, em corte, a alternância entre depósitos grosseiros, essencialmente constituídos por clastos de quartzo com o aspecto de lâminas ou estilhaços, resultante da operação de britagem do minério, materiais finos, predominantemente siltosos.

Tais diferenças explicam-se pela variabilidade das condições do transporte sólido ao longo do ano: intensa erosão subaérea, nos períodos pluviosos, das escombreiras da mina, situadas perto da albufeira, responsável pela deposição dos materiais grosseiros, alternantes com períodos onde predominava a deposição de materiais finos, provenientes directamente dos tanques de decantação da mina.

6. Gaussian Decomposition of a Multimodal Curve and its Application to Sedimentology
Michael Bevis ; J. M. Alveirinho Dias (12 páginas)

resumo: Apresenta-se um programa escrito em FORTRAN 77 que permite decompôr uma curva multimodal nas curvas gaussianas que a compõem, sendo o número destas curvas especificado pelo utilizador.Efectua-se a comparação deste método com outros métodos de decomposição de curvas nas suas componentes gaussianas. Este programa tem sido utilizado na análise de curvas de distribuição granulométrica de sedimentos, sendo apresentados resultados obtidos com a aplicação deste método a sedimentos não consolidados da platoaforma continental portuguesa setentrional.

7. Geochemistry of Some Late-Variscan Calc-Alcaline Lamprophyres from the Ossa-Morena Zone (EIvas, Central Portugal)
J. Mata ; José M. U. Munhá (24 páginas)

resumo: Em tempos fini-variscos deu-se, no bordo norte da Zona de Ossa Morena, a intrusão de filões lamprofíricos. Dados petrográficos e a química mineral permitem atribuir a estas rochas características transicionais entre os vogesitos e os espessartitos, enquanto que os elevados valores da razão Mg/(Mg+Fe2+) bem como as abundâncias em Cr e Ni são consistentes com uma génese por fusão parcial de peridotitos mantélicos.Os conteúdos em elementos incompatíveis indicam evolução geoquímica complexa no manto, anterior ao episódio de fusão parcial e num quadro semelhante ao que caracteriza a génese de basaltos em zonas de subducção. Na verdade, grande parte do conteúdo em LILE (e.g. K, Rb, Ba) nos lamprófiros é correlacionável com episódios metassomáticos sin-subducção, para os quais terão contribuído sedimentos marinhos e fluidos aquosos provenientes da desidratação de crusta oceânica subductada.

Em contraste com os LILE, a maior parte do Nb e Ti deverá derivar de um componente geoquímico diferente (o chamado componente mantélico intraplaca). Tendo em consideração a ambiência geodinâmica dos lamprófiros de Elvas, sugerimos que o episódio metassomático sin-subducção estará relacionado com o fecho do Prototechys, enquanto que o evento intraplaca se ligaria com a desgaseificação de porções mantélicas não empobrecidas, quando da relaxação tectónica subsequente à colisão continental. Assim sendo, os dados geoquímicos agora obtidos, para os lamprófiros da região de Elvas, apoiam os modelos geodinâmicos que invocam processos de subducção variscos como etapa importante da evolução Paleozóica na Península Ibérica.

8. Identificação Sedimentológica de uma Unidade Arenítico-Conglomerática Equivalente à Formação de Bom Sucesso (Paleogénico-Miocénico Indiferenciados)
Bernardo Pereira Barbosa (6 páginas)

resumo: Identifica-se, pela primeira vez, na região de Queridas (15 km a NE da Figueira da Foz) uma unidade essencialmente conglomerática que se designa por Arenitos conglomeráticos de Queridas.Definem-se, com base em breve análise de litofácies e seu arranjo sequencial, duas macrossequências que se consideram equivalentes, em termos sedimentológicos, aos dois primeiros membros (I e II) da Formação Argilo-Gresosa e Conglomerática da Sra. do Bom Sucesso atribuída ao Paleogénico-Miocénico indiferenciados, na carta geológica da Figueira da Foz.

9. Isotopic Ages of the Alcáçovas Orthogneiss and the Beja Porphyries, South Portugal
H. N. A. Priem ; N. A. I. M. Boelrijk ; E. H. Hebeda ; L. J. G. Schermerhorn (6 páginas)

resumo: Determinaram-se as isócronas Rb-Sr, rocha total, nos pórfiros e no ortognaisse de Alcáçovas do SW do Maciço de Évora-Beja, os quais forneceram respectivamente as idades de 319±5 Ma, com razão inicial 87Sr/86Sr=0,7080±0,003 e 456±23 Ma, com razão inicial 87Sr/86Sr= 0,710±0,001 (o limite de confiança = 95%).O ortognaisse de Alcáçovas representa assim um granito ordovícico, deformado durante a orogenia hercínica. As idades (Rb-Sr) em biotite/rocha total e (K-Ar) na biotite do ortiognaisse de Alcáçovas variam entre 329 e 339 Ma, assinalando o período final de metamorfismo regional.

10. L’ Apport de l’ Etude des Kystes de Dinoflagellés a la Stratigraphie des Terrains Hauteriviens à Albiens. Région de Lisbonne (Portugal)
Pierre Yves Berthou ; H. Leereveld (10 páginas)

resumo: O estudo dos dinoflagelados das sondagens hidrogeológicas do Estoril (15 Km a oeste de Lisboa, Portugal) permitiu melhorar a análise estratigráfica publicada em trabalho precedente, mostrando, por um lado, que os furos atingiram o Hauteriviano e, por outro, que se poderá admitir uma lacuna do Barremiano superior na Bacia ocidental portuguesa.Esta lacuna é indicadora de um acontecimento intra-Barremiano o qual pode ser correlacionável com o acontecimento E0 do site 398 D (DSDP, leg 47 B) e com outros fenómenos semelhantes da mesma idade nas séries do Atlântico Norte central e do Sul de Espanha.

11. Modelo de Fluxo Subterrâneo e Salinização dos Aquíferos Costeiros Entre Faro e Fuseta
A. Vieira da Silva ; A. Portugal ; Leitão de Freitas (18 páginas)

resumo: A região estudada apresenta crescente consumo de água subterrânea, devido ao contínuo desenvolvimento urbano e agrícola. É uma zona do litoral algarvio onde existem condições favoráveis ao desenvolvimento da salinização, agravadas pela presença de evaporitos e falhas sub-meridionais.Neste trabalho, procura fazer-se o diagnóstico da salinização e respectivas causas pelo estudo da situação dos aquíferos no período final da seca e início do período mais húmido que se lhe seguiu. Aplicaram-se critérios hidrodinâmicos e hidroquímicos conjugados com informação histórica coligida. Identificaram-se vastas áreas com salinização da água subterrânea, cujas causas podem variar entre intrusão marinha e/ou dissolução de evaporitos, mobilização de águas fósseis, contaminação agrícola, reutilização em regadio.

12. Novos Elementos Sobre o «Paleogénico» Carbonatado dos Arredores de Lisboa
Ana C. Azerêdo ; A. M. Galopim de Carvalho (8 páginas)

resumo: Estudo de rochas carbonatadas de idade paleogénica provável, paralelizáveis com os “Calcários de Alfornelos” de Choffat, ocorrendo em vários locais dos arredores de Lisboa. Desenvolvem-se em especial aspectos petrográficos e micropaleontológicos, evidenciando-se ainda, de forma resumida, outras características sedimentológicas, a composição sedimentológica e a composição isotópica dos calcários estudados.A petrografia indica um ambiente de sedimentação lacustre-palustre, ou lacustre com posterior evolução diagenética marcada por importante exposição subaérea e pedrogénese. A descoberta de carófitas atribuíveis ao Oligocénico inferior em Quinta da Marquesa (Carregado) constitui o elemento mais importante do ponto de vista da estratigrafia.

13. Os Complexos de São Sebastião-Faxinal, Serra Negra e Cachoeira, de Idade Arcaica, e suas Relações Tectogenéticas e Metamórficas, Estados do Paraná e de São Paulo (Brasil)
Antero Ferreira da Silva (12 páginas)

resumo: Este trabalho descreve a litologia e a estrutura dos complexos de São Sebastião-Faxinal, Serra Negra e Cachoeira, da região NE e SE dos estados do Paraná e de São Paulo, respectivamente, e discute as suas relações tectogenéticas e metamórficas controversas.Estes complexos integram o substrato arcaico. O Complexo de São Sebastião-Faxinal é constituído predominantemente por paragnaisses (gnaisses supracrustais), embora inclua ortognaisses indiferenciadamente (gnaisses infracrustais). Originaram-se por granitização entre c. 3800 M.A. e c. 2800 M.A. durante a evolução de sucessivas cinturas móveis na região. O Complexo de Serra Negra é predominantemente granulítico e ter-se-ia originado, presumivelmente, por colisão de placas microcontinentais entre finais do Arcaico inferior (c. 3500 M.A.) e o Arcaico superior (c. 2800 M.A.).

Deste modo formou-se durante a génese de uma ou mais cinturas móveis sobrepostas que retrabalharam um substrato siálico pré-existente (granito-gnáissico). Todavia, em tempos arcaicos superiores (?) estes processos poderiam ter também envolvido o Complexo de Cachoeira, que parece representar as raízes de uma provável cintura de rochas verdes, gerada possivelmente durante tectonismo trafogénico ou, mais provavelmente, durante uma colisão de placas em condições de bacia marginal ou arco de ilhas.

As rochas Cachoeira constituem uma sequência supracrustal arcaica dobrada e metamorfizada, com uma idade presumível de c. 3300 M.A. Os gnaisses infracrustais arcaicos e as rochas granulíticas, em grande parte possivelmente cogenéticas, caracterizam os terrenos granito-gnáissicos do mais alto grau metamórfico. As rochas Cachoeira teriam sido, então, depositadas sobre este substrato, sofrendo posteriormente intenso metamorfismo regional, incluindo granitização. As rochas graníticas e Cachoeira associadas constituem os habituais terrenos granito-rochas verdes de baixo grau.

14. Sobre o Complexo Eruptivo de Beja na Área de São Cristóvão (Alentejo)
António de Barros e Carvalhosa (10 páginas)

resumo: Na área de S. Cristovão, o Complexo Eruptivo de Beja é constituído por três domínios litológicos que se sucedem, de nordeste para sudoeste: bordadura filoniana, maciço porfírico (granofírico) e formação efusivo-vulcanoclástica. Sobre o maciço subvulcânico, de composição monzogranítica e granodiorítica, assenta superestrutura vulcânica, de natureza andesítica, na parte inferior, quartzoqueratofiro-riolítica, para o topo. Estes vulcanitos ácidos são acompanhados de alguns níveis espilíticos.O conjunto vulcânico representa a sucessão de mantos efusivo-piroclásticos que foram cortados por numerosos filões e massa de rochas dioríticas de pórfiros ácidos. Esta actividade magmática, calco-alcalina, parece ter culminado no Carbónico inferior.


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