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Tomo 73, Fasc. 1/2 (1987)

Tomo 73, Fasc. 1/2 (1987)


Tomo 73, Fasc. 1/2 (1987)Categoria: Publicações, Comunicações Geológicas, 1980 a 1989

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. Affinities and Taxinomical Status of Miocene Longirostrine Crocodilians from Western Europe With Remarks on Phylogeny, Paleoecology and Distribution
M. Telles Antunes (10 páginas)
resumo: São estudados crocodilos longirrostros do Miocénico da Europa, sobretudo na base dos melhores exemplares conhecidos, provenientes dos arredores de Lisboa. Foram estabelecidas comparações. Apresentam-se conclusões acerca da sua posição taxinómica, das relações entre Tomistomidae e Gavialidae e dos conceitos destas famílias, sobre a filogenia dos principais grupos de crocodilos eusuquianos, bem como sobre ecologia, distribuição e migração.
2. Contribuição para o Conhecimento Geológico-Petrológico da Região de Santa Susana: O Complexo Vulcano-Sedimentar da Toca da Moura
J. F. H. P. Santos ; J. Mata ; F. Gonçalves ; José M. U. Munhá (20 páginas)

resumo: O Complexo Vulcano-Sedimentar da Toca de Moura (Turnaciano superior; CUNHA et al., em imp.) aflora na região de Santa Susana (Alcácer do Sal) ao longo do limite SW da Zona de Ossa Morena. Evidência cartográfica, petrográfica e geoquímica indica que este complexo, bem como o Grupo de Cuba (com o qual se associa espacialmente), poderá representar um arco vulcânico activo durante o Carbónico inferior; as rochas vulcânicas patenteiam uma gama composicional contínua desde basaltos a riodacitos/riólitos, e amostras de ambos complexos ígneos exibem tendências geoquímicas semelhantes.Todas as rochas ígneas estudadas foram actuadas por metamorfismo hidrotermal (fácies dos xistos verdes) envolvendo importante actividade metassomática. Contudo, a distribuição dos elementos imóveis na rocha total (particularmente Ti/Zr=43-75, Zr/Nb=3,4-6,1, Ni<85 ppm, e elevados teores de Th) e a composição das clinopiroxenas (relíquias em meta-doleritos) são idênticas às que caracterizam as séries vulcânicas calco-alcalinas em arcos vulcânicos continentais recentes. Sugere-se que o magmatismo orogénico da região de Santa Susana reflecte o fecho do oceano/bacia marginal (?), actualmente representado pelo ofiolito de Beja-Acebuches, ao longo de uma zona de subducção (inclinando para Norte) operando no limite entre as zonas Sul Portuguesa e Ossa-Morena durante o Carbónico inferior.

3. Ensayo de Correlacion Entre el Neogeno de las Areas de Madrid y Lisboa (Cuencas Alta y Baja del Rio Tajo)
M. T. Antunes ; J. P. Calvo ; M. Hoyos ; J. Morales ; S. Ordoñez ; J. Pais ; C. Sese (18 páginas)

resumo: As bacias de Madrid e de Lisboa, ou do Alto e Baixo Alentejo, actualmente relacionadas pelo curso do Rio Tejo, apresentam registos sedimentares bastante contínuos durante o Neogénico. O Neogénico é constituído em Lisboa por uma sucessão de, aproximadamente, 300 m de sedimentos essencialmente de fácies marinhas, embora com frequentes intercalações continentais no decurso da sua história evolutiva. Não obstante, a espessura do Neogénico chega a atingir 1200 m em áreas próximas (Península de Setúbal), como se verificou em sondagens profundas. A bacia de Madrid, por outro lado, apresenta um registo neogénico com mais de 600 m de espessura de sedimentos, todos de fácies continental; este registo põe em evidência uma série de descontinuidades estratigráficas que realçam a complexidade do enchimento sedimentar da bacia. Este trabalho tem por objectivo correlacionar o Neogénico de ambas as bacias, para o que se adopta, com base metodológica, a comparação entre os episódios evolutivos reconhecíveis correspondentes ao período em causa; tais episódios ficam definidos na base das rupturas sedimentares e ciclos de deposição que aquelas rupturas delimitam.A correlação obtida pode admitir-se como bastante ajustada. Foram delimitadas, no total, sete rupturas de ordem maior, na maioria bem representadas em ambas as bacias; a respectiva equivalência cronoestratigráfica foi estabelecida, fundamentalmente, a partir das faunas de mamíferos aí representadas. São as seguintes, as rupturas citadas:

    a) R. intra-Aquitaniano,
    b) R. intra-Burdigaliano médio,
    c) R. intra-Aragoniano médio,
    d) R. intra-Aragoniano superior,
    e) R. intra-Vallesiano,
    f) R. intra-Pliocénico inferior,
    g) R. intra-Pliocénico superior.

Na maioria dos casos, estas rupturas mostram, por sua vez, bom ajustamento com as descontinuidades sedimentares observadas ao mais alto nível regional e/ou global.

4. Evolução Tectono-Sedimentar Terciária da Região de Sarzedas (Portugal)
P. Proença Cunha (18 páginas)

resumo: O estudo dos sedimentos terciários da região de Sarzedas permitiu distinguir várias unidades litoestratigráficas com limites materializados por descontinuidades sedimentares regionais, seguidamente descritas da base para o topo do enchimento:

– A Unidade Areno-conglomerática de Cabeço do Infante (U.C.I) apresenta uma composição feldspático-lítica e possui uma espessura máxima de 75 m. A sedimentação resultou de correntes efémeras e de escassos debris flows, num ambiente de cone aluvial com paleocorrentes para NW. Falhamentos NE-SW exerceram o controlo principal sobre a sedimentação. A neoformação de esmectite e paligorsquite, e a formação de horizontes silicificados sugerem um clima semi-árido quente, com estações bem contrastadas.

– A Unidade Arenosa de Silveirinha dos Figos (U.S.F.) regista uma sedimentação essencialmente arenosa, muito rica em feldspatos, com uma espessura máxima de 60 m. Os sedimentos foram depositados por um sistema fluvial entrançado, com canais de baixa sinuosidade, que drenou para SW uma planície aluvial. A generalidade das fácies com grande abundância de esmectite aponta um clima temperado-quente com estações seca e húmida contrastadas.

– A Unidade Conglomerático-argilosa de Sarzedas (U.S.) é constituída por depósitos de sopé com uma espessura máxima de 45 m, que reflectem uma área-mãe predominantemente xistenta e localmente também arcósica e quartzítica. A análise sedimentológica evidenciou a natureza sintectónica da sedimentação, controlada pela movimentação de falhas inversas NE-SW (soerguimentos iniciais da Cordilheira Central). Nela foram distinguidos dois conjuntos; o superior apresenta características que traduzem um aumento de aridez.

– Existem outros depósitos mais recentes (C.Q.) com natureza essencialmente quartzítica, de sopé ou culminantes. Apresentam uma espessura máxima de 110 m e são correlativos das fases mais recentes do soerguimento da Cordilheira Central.

5. Radioemanometry, Gamma-Spectrometry, Fluorimetry, Neutron Activation and Numerical Taxonomy Methods in an Uranium Prospection Program. A Study of Rebolia Sediments (Portugal)
M. I. Prudêncio ; M. A. Gouveia ; Joaquim Marçalo ; E. Albuquerque Barroso ; M. Cajão (10 páginas)

resumo: Fez-se o estudo de amostras de solos da região de Rebolia na fase de prospecção local, ou seja anterior à fase de reconhecimento por sondagens, de um programa de prospecção de urânio da DGGM. Procedeu-se à determinação da radioactividade no campo e à detecção do radão, bem como de 23 elementos, nomeadamente Na, K, Sr, Cr, Mn, Fe, Co, Zn, As, Rb, Cs, Ba, La, Ce, Nd, Eu, Tb, Yb, Lu, Hf, Ta, Th e U, equilíbrio radioactivo e ainda dos teores de U lixiviável e total nas amostras de solos.Fez-se uma análise dos dados aplicando aos resultados obtidos um método de análise grupal e a análise em componentes principais. Reconheceu-se a existência de quatro grupos de amostras que apresentam uma certa ralação com a litologia e ainda com anomalias de U nas formações sedimentares da área de Rebolia.

6. The Significance of Valbemfeito Felsic Dikes on the Definition of the Regional Tectonic Setting
M. L. Ribeiro (8 páginas)

resumo: No presente trabalho estuda-se a petrografia e a geoquímica dos filões félsicos do Complexo de Valbemfeito da região de Macedo de Cavaleiros. A petrografia destas rochas demonstra que se trata de rochas deformadas e metamorfizadas pelos movimentos hercínicos e a sua composição química, característica de trondhjemitos com elevados teores de alumina, excepto no que respeita aos seus relativamente altos teores de HREE, indica que estas rochas não estão geneticamente relacionadas com os grupos máficos regionais.Com base nos dados geológicas e geoquímicos, sugere-se que estas rochas resultaram da fusão parcial de certo tipo de metamorfitos. Este modelo requer a presença de crusta continental nas imediações do local de instalação quer dos filões félsicos de Valbemfeito, quer das Formações correspondentes ao manto inferior de Trás-os-Montes.

7. The Upper Jurassic Bivalvia of Portugal. Part I. Palaeotaxodonta and Pteriomorphia (Arcoida and Mytiloida)
Franz T. Fürsich ; Winfried Werner ( páginas)
resumo: Descrevem-se trinta e três grupos de Bivalves pertencentes às ordens Nuculoida, Arcoida e Mytiloida, do Jurássico superior de Portugal. Caracterizam-se dois novos géneros Lusitanula gen. nov. (Malletiidae) e Regulifer gen. nov. (Mytilidae) e duas novas espécies ? Cucullaria jurassica sp. Nov. e Regulifer alrotae sp. nov.
8. Ultramafitos da Região de Monção (NW de Portugal) – Implicações Petrogenéticas
M. L. Ribeiro ; A. Moreira ; José M. U. Munhá (8 páginas)

resumo: Neste trabalho faz-se o estudo petrológico dos ultramafitos incluídos nas séries de migmatitos graníticos da região de Monção e correspondentes a um corpo bastante uniforme de rochas peridotíticas, apresentando deformação e metamorfismo, hercínicos.Faz-se, também, a comparação do seu quimismo e características geológicas, com os de outras rochas de natureza semelhante, ocorrentes na Zona Centro Ibérica, na Zona Astúrico-Leonesa e em outras zonas orogénicas.

Apresentam-se as várias hipóteses possíveis para explicar a sua ocorrência e favorece-se a da sua instalação como protusão peridotítica, ainda durante a 1ª fase de deformação hercínica. Nestas condições, esta ocorrência, constitui um forte argumento para a justificação da presença de uma flake tectónica durante a colisão entre a Zona de Ossa Morena e a Zona Centro Ibérica.

9. Variscite Occurrence in Silurian Formations from Northern Portugal
Carlos Meireles ; Narciso Ferreira ; M. de Lourdes Reis (8 páginas)

resumo: Identificam-se, por difracção de raios-X, fosfatos hidratados de alumínio, associados a liditos e xistos negros, em afloramentos silúricos do NE Transmontano (Guadramil, Deilão e Ervedosa), pertencentes ao grupo das variscites, de fórmula geral AlPO4.2H2O.Estudam-se outras ocorrências (V. Pouca de Aguiar, Mondim de Basto, Penafiel e Moncorvo) confirmando-se a existência de fosfatos hidratados, quer do grupo das variscites (tipos Messbach e Lucin) quer de isomorfos da turquesa. Fazem-se breves considerações acerca da importância e significado genético destas ocorrências.


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