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Tomo 74 (1988)

Tomo 74 (1988)


Tomo 74 (1988)Categoria: Publicações, Comunicações Geológicas, 1980 a 1989

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. Acritarchs of the «Xistos com Phyllodocites» Formation, Barrancos Region, SE of Portugal
T. Arriaga e Cunha ; M. Vanguestaine (10 páginas)
resumo: Encontram-se pela primeira vez acritarcos bem conservados na Formação dos «Xistos com Phyllodocites» (DELGADO, 1908; PERDIGÃO et al., 1982) cuja associação é típica do intervalo Arenigiano. Descrevem-se as diversas espécies encontradas.
2. Calcareous Debris-Flows as Evidence for a Distally Steepened Carbonate Ramp in West-Central Portugal
Ana C. Azerêdo (12 páginas)

resumo: Apresenta-se o estudo de uma sequência do Jurássico médio na zona de Baleal, Peniche (Portugal Ocidental), a qual é constituída por margas, calcários margosos e calcários, com depósitos descontínuos do tipo debris-flow na parte inferior.Ao longo da primeira metade da série (essencialmente alternância de margas, calcários margosos e calcários) encontram-se fósseis quer de organismos pelágicos (incluindo nanofósseis) quer de organismos bentónicos (incluindo icnofósseis); sucedem-se calcários compactos com fauna fóssil exclusivamente pelágica. Reconhecem-se cinco fácies (margas e calcários margosos, fossilíferos; packstones e grainstones bioclásticos; conglomerados calcários, mudstones areníticos e conglomeráticos; mudstones e wackstones fossilíferos e bioclásticos; mudstones e Wackstones bioclásticos); apresenta-se também uma definição informal de icnotipos e respectiva tentativa de interpretação.

A análise global das fácies do Baleal leva-nos a concluir que a primeira parte da sequência traduz sedimentação em ambiente marinho de transição talude-bacia, que reflectiria aumento brusco de declive na zona distal de uma rampa carbonatada inclinando de Leste para Oeste. A parte superior da série correspondente a sedimentação em ambiente aberto, de plataforma externa, gerado em condições de maior estabilidade do referido sistema de rampa carbonatada.

3. Contributions to the Stratigraphy of the Pulo do Lobo Sucession in Southwest Spain
U. Giese ; E. Reitz ; R. Walter (6 páginas)

resumo: Na parte espanhola do flanco norte do antiforme do Pulo do Lobo foi datada uma sequência de xistos de grauvaques, como sendo Fameniano superior a Turnesiano inferior.Esta sequência é, em princípio, correlacionada com a Formação de Santa Iria, no sul de Portugal.Esta decoberta sugere que a Formação de Santa Iria é a unidade mais recente na sucessão do Pulo do Lobo e representa o equivalente estratigráfico dos grauvaques de Terena, na zona de Ossa Morena e a transição da Formação Filito-Quartzítica para o Complexo Vulcano-Sedimentar, na Faixa Piritosa.

4. Ensaio de um Aquífero Profundo Próximo de Moura Utilizando uma Sondagem com Artesianism Repuxante
Augusto T. Marques da Costa (6 páginas)

resumo: Descrição de um ensaio de aquífero realizado nas proximidades de Moura (Sul de Portugal). Trata-se de um aquífero confinado, captado a uma profundidade que ronda os 400 metros. Utilizou-se uma sondagem, realizada pelo Serviço de Fomento Mineiro, com artesianismo repuxante para ensaiar o aquífero.Determinaram-se os valores de transmissividade e coeficiente de armazenamento utilizando equações deduzidas a partir das de Ferris. Substituiu-se a curva de variação de caudal no tempo pela curva de variação das rotações do hélice de um micromolinete no tempo, verificando-se um bom ajustamento com o ábaco G (alfa). São discutidos a validade e o significado dos resultados obtidos.

5. Estratigrafia, Sedimentologia e Estrutura do Flysch da Formação de Mértola, na Região de Mértola
J. Tomás Oliveira (18 páginas)

resumo: A Formação de Mértola, do Viseano superior, constitui a unidade inferior do Grupo do Flysch do Baixo Alentejo, que ocorre na Zona Sul-Portuguesa. Cartografia geológica detalhada dos turbiditos desta Formação, na região de Mértola, pôs em evidência cinco horizontes-guia, constituídos por pelitos e turbiditos finamente estratificados, que separam cinco megasequências turbidíticas, considerados como membros.A análise sedimentológica das fácies turbidíticas sugere que as megasequências correspondem a grandes lobos, dos quais só as partes mais próximais estão representadas na região estudada. As fácies finamente estratificadas dos horizontes-guia são interpretados como correspondendo a sedimentação interlobos.

A predominância das paleocorrentes para SSE, a elevada percentagem de fragmentos rochosos provenientes da Faixa Piritosa, nos grauvaques e conglomerados, e a predominância de brechas, conglomerados, slumps e outras fácies próximais junto de carreamentos, indica que a sedimentação turbidítica esteve intimamente relacionada com a instabilidade tectónica compressiva que afectou a Faixa Piritosa no Viseano Superior.

6. ETR: Programa de Cálculo de Evapotranspiração
Augusto T. Marques da Costa (8 páginas)

resumo: «ETR» é um programa escrito em linguagem «basic», preparado para funcionar no pequeno microcomputador «ZX Spectrum 48K», calculando a evapotranspiração por vários métodos. Um dos métodos aqui utilizados consiste na aplicação mensal do balanço hídrico do solo segundo o método proposto por THORNTHWAITE e MATHER. Nesta aplicação aos sucessivos meses do ano é indispensável conhecer os valores mensais de evapotranspiração potencial.Pode o utilizador escolher entre, introduzir estes valores ou, fornecer os valores mensais de temperatura média, para que sejam calculados os correspondentes valores de evapotranspiração potencial, utilizando o método de THORNTHWAITE. Os valores anuais de evapotranspiração real também são calculados pelos métodos de TURC e COUTAGNE. Os resultados são apresentados sob a forma numérica e gráfica, podendo ensaiar-se vários valores de capacidade de campo no mesmo conjunto de dados climatológicos.

7. Présence de Hippopotamus Incognitus au Portugal et Remarques sur les Sites Quaternaires de Mealhada
M. T. Antunes ; J. L. Cardoso ; M. Faure ( páginas)
resumo: A presença de H. incognitus foi reconhecida pela primeira vez em Portugal, com base em alguns ossos provenientes da Mealhada. É apresentada uma síntese dos conhecimentos actuais acerca da fauna de vertebrados e da paleobotânica. A revisão das indústrias associadas permitiu atribuí-las ao Acheulense superior, a idade parece corresponder à da glaciação de Riss.
8. Relations Phylogénétiques de Barcarenichthys joneti Gayet du Cénomanien de Barcarena (Portugal) au Sein des «Salmoniformes»
Mireille Gayet (20 páginas)

resumo: Descreve-se um pequeno teleosteo, Barcarenichthys joneti, só conhecido no Cenomaniano de Barcarena, Portugal. Previamente incluído nos Myctophiformes, com o nome de Leptosomus aff. Guestfalicus, é agora considerado nos «Salmoniformes».De todos os representantes deste grupo, Barcarenichthys joneti, é a forma considerada mais próxima dos Osmeroidei, conclusão baseada essencialmente na eliminação das outras sub-ordens. No entanto, esta forma parece ser demasiado especializada em diversos caracteres para poder ser considerada como um possível ascendente dos Osmeroidei. Embora próxima de Ginsburgia (=Humbertia), distingue-se dela nitidamente por possuir diversos caracteres de maior especialização.

9. Shear Heating on the Evolution of Metamorphic Gradiens at Macedo de Cavaleiros Region (North Eastern Portugal)
M. L. Ribeiro (6 páginas)

resumo: Em Trás-os-Montes oriental o metamorfismo regional tem sido considerado como do tipo de pressão intermédia, ocorrendo localmente, algumas manifestações de pressão mais elevada. No entanto, nas paragéneses mineralógicas da região a SW de Macedo de Cavaleiros, integrada na base do Manto Inferior de Carreamento, verificou-se um aumento significativo do gradiente metamórfico quando se caminha para Sul. Este gradiente sobrepõe-se ao regional e foi correlacionado com o calor de tensão desenvolvido ao longo da rampa lateral de carreamento que delimita a região a Sul.Considerando a ocorrência de minerais de alta pressão, alguns quilómetros a W, na base do carreamento inferior do sector litoestratigráfico estudado, tecem-se algumas considerações sobre o papel da fracturação na modificação dos gradientes metamórficos regionais.

10. Sur la Découverte de Biohermes Stromatolithiques à Spongiaires Siliceux dans le Kimmeridgien de l’ Algarve (Portugal)
Miguel M. Ramalho (16 páginas)

resumo: Descreve-se, pela primeira vez em Portugal, um tipo particular de bioerma constituído por estruturas estromatolíticas e espongiários siliciosos, ao qual se associam, também, foraminíferos incrustantes, serpulídeos, braquiópodes, lamelibrânquios, entre outros e ocorrendo no Kimeridgiano inferior, na passagem da Formação de Peral à Formação de Jordana, próximo de S. Brás de Alportel, tendo-se, igualmente, observado um outro nível, menos importante, junto à Ribeira de Quarteira. Este bioerma ter-se-ia desenvolvido em meio marinho quente, de salinidade normal, circalitoral, na zona eufótica profunda, calmo, moderadamente oxigenado, provavelmente entre -50 a -150 m de profundidade.As suas características morfológicas, paleontológicas e paleoecológicas demonstram uma grande identidade com outros casos conhecidos da plataforma tetisiana e que se desenvolveram numa mesma faixa de paeolatitude. Descreve-se, igualmente, um outro tipo de bioerma muito frequente no Malm português e também assinalado noutros pontos da Tetis, constituído por estruturas estromatolíticas, corais, estromatoporídeos, chaetetídeos, algas calcárias, espongiários calcários, etc., podendo constituir edifícios recifais «in situ» ou brechas de talude, mais ou menos distais. As suas características levam a considerá-los de menor profundidade do que os previamente descritos, tendo-se instalado, provavelmente, em relação com altos fundos controlados tectonicamente (diapirismo, falhas).

11. The Upper Jurassic Bivalvia of Portugal. Part II. Pteriomorphia (Pterioida Exclusive Ostreina)
Franz T. Fürsich ; Winfried Werner (60 páginas)

resumo: Descrevem-se quarenta e oito taxa de Bivalves, do Jurássico superior português, pertencentes às superfamílias Pteriacea, Pectinacea, Plicatulacea, Anomiacea e Limacea.Define-se um novo género, Alaperna gen. Nov. (Bakevilliidae) e um novo subgénero Antiquilima (Ctenolima) subgen. Nov. (Limidae). As sete espécies seguintes são novas: Bakevellia parva, Aguileria espichelensis, Costigervillia choffati, Isognomon (I.) rectangularis abadiensis, Bositra (?) henrici e Eopecten obliquus.


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