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Tomo 77 (1991)

Tomo 77 (1991)


Tomo 77 (1991)Categoria: Publicações, Comunicações Geológicas, 1990 a 1999

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. A Fractal Approach to Tectonic Deformation
A. Ribeiro ; A. Mateus ; R. Dias (6 páginas)

resumo: A deformação tectónica ocorre a todas as escalas do tempo e espaço. Tal facto sugere a aplicação dos conceitos de geometria fractal à deformação natural das rochas em meio descontínuo e contínuo. A extensão do conceito original de fractal já foi proposta de modo a incluir objectos fractais anisótropos. A deformação descontínua típica do regime frágil pode ser caracterizada em termos de multifractais. Como consequência, as superfícies de falha deverão constituir exemplos de fractóides anisótropos, cuja dimensão deverá ser de natureza tensorial.É possível estabelecer relações de dependência entre os mecanismos de cedência contínua (plástica) e os processos responsáveis pela deformação descontínua das rochas, o que torna desejável uma abordagem fractal aos primeiros. De facto a propagação de muitas estruturas plásticas é geometricamente controlada por microfracturas intracristalinas ou arranjos de deslocações com geometria não Euclidiana e cujo desenvolvimento anisótropo e alométrico é explicado pela análise de dimensão fractal. A Tectónica e Sismotectónica constituirão, sem dúvida alguma, um campo vasto e promissor para a aplicação da teoria de sistemas dinâmicos.

2. Blue Amphiboles, Variscan Deformation and Plate Tectonics in the Beja Massif – South Portugal
G. de Jong ; H. Dalstra ; H. de Boorder ; J. F. Savage (6 páginas)

resumo: Foi recentemente descoberta no Maciço de Beja (sul de Portugal), uma pequena unidade tectónica que compreende xistos clorito-anfibólicos com anfíbolas zonadas. Estas anfíbolas são constituídas por núcleos de cor azul correspondendo a composições alcalinas e bordos actinolíticos. As análises por microsonda destas anfíbolas indicam composições magneso-ribequíticas, ferro- e ferri-vinchíticas e crossíticas. As relações texturais e químicas indicam metamorfismo pluri-facial. Os elevados valores de NaM4 observados nestas anfíbolas azuis, superiores a 1,81, usados como geo-barómetros apoiam a hipótese de SOLER (1971), BARD (1971) e BARD et al. (1973), de subducção varisca na região do chamado geoanticlinal de Beja. Embora albite, clorite e magnetite estejam presentes, as anfíbolas azuis não estão, geralmente, em contacto directo com esta associação tampão. Discute-se a validade da barometria efectuada em associações de actinolite, clorite, albite e magnetite. Finalmente, considera-se que tanto a origem das anfíbolas azuis como os seus elevados valores de NaM4 são enigmáticos.Na ausência de argumentos suficientes para a existência de subducção, a origem destas anfíbolas é atribuída, hipoteticamente, à existência original de elevadas actividades de sódio e oxigénio. Os valores de NaM4 registados nas anfíbolas que estão em contacto com a associação tampão, e invariavelmente de composição actinolítica, são indicativas de pressões de aproximadamente 4 kb.

3. Controlos Deposicionais e Biostratigrafia da Base dos «Grés Belasianos» (Aptiano, Bacia Lusitânia)
J. L. Dinis ; P. Trinção (14 páginas)

resumo: Através de várias metodologias, pretende-se estabelecer a cronoestratigrafia da base dos «grés belasianos». O conjunto de análises paleobotânicas e palinológicas de amostras colhidas nos sedimentos basais da unidade (macrossequêncial principal inferior), conduziram à identificação de elementos biostratigráficos que permitem datar a base da unidade do Aptiano.A unidade é assim considerada resposta ao início da formação de crosta oceânica no sector do rifte adjacente Bacia Lusitânica, iniciando assim a sequência pós-rifte. Os efeitos convergentes do empolamento térmico das áreas adjacentes ao rifte e de súbdita queda eustática, permitiram o estabelecimento praticamente síncrono de uma sedimentação de alta energia em vastas áreas da bacia, interpretada na região a Este de Leiria como de cones aluviais húmidos coalescentes. As interpretações dos mecanismos e cronologia da estruturação do Oceano Atlântico, conjugadas com os dados bioestratigráficos permitem considerar o limite inferior dos «grés belasianos» de idade Aptiano superior.

4. Evolução do Sistema de Deltas Entrançados do Jurássico Superior de S. Martinho do Porto, Bacia Lusitânica. Arquitectura Sequencial e Controlos Sedimentares
C. A. Bernardes ; A. Corrochano ; R. P. Dias (12 páginas)

resumo: A sucessão de materiais do Jurássico superior de S. Martinho do Porto é caracterizada por um conjunto de parassequências de traçado textural negativo.As parassequências, resultantes da evolução de um complexo aluvial deltaico, integram depósitos de frente-deltaica-laguna e de planície deltaica média e proximal. As parassequências foram agrupadas em três etapas construtivas dos cones deltaicos que evidenciam um importante controlo eustático. Aquelas etapas, individualizadas por descontinuidades, são constituídas por uma associação de fácies carbonatadas (baía aberta) que intercala associações siliciclásticas (aluviais deltaicas).

A arquitectura e a tendência evolutiva de todo o conjunto indicam uma distribuição dos sedimentos a partir de uma área fonte localizada a W-NW da laguna.

5. Évolution Plio-quaternaire do Secteur Méridional du Bassin du Sado (Bas-Alentejo – Portugal)
N. L. Pimentel ; T. M. Azevedo (12 páginas)

resumo: Apresentam-se os resultados das observações e interpretações efectuadas no Baixo-Alentejo, em especial nos sedimentos do Sector Meridional da Bacia do Sado e regiões limítrofes.Com esses dados, propõe-se uma evolução paleogeográfica na qual se combinam elementos sedimentológicos, geomorfológicos e tectónicos.

Apresenta-se o estudo dos depósitos fluviais pliocénicos e seu enquadramento geomorfológico, permitindo inferir uma paleogeografia bem distinta da actual, no que concerne em particular ao relevo tectónico de Grândola.

Caracterizam-se os depósitos de Raña e interpretam-se os mecanismos de deposição e alteração. Assinala-se a ocorrência de depósitos correlativos do levantamento do relevo de Grândola, na Plataforma Litoral, para a qual se propõe um modelo deposicional de evolução quaternária.

Na Bacia, refere-se a influência da tectónica e dos depósitos de Raña na elaboração dos terraços do Rio Sado. Salienta-se ainda a importância de remover os efeitos de toda esta evolução recente da Bacia, para uma reconstituição paleogeográfica desta região antes do Pliocénico.

6. O «Complexo de Benfica» na Região de Lisboa. Estudo Sedimentológico
Teresa M. Azevedo ; A. M. Galopim de Carvalho ; M. Oliveira da Silva ; C. Romariz (18 páginas)

resumo: Estudo de pormenor da sequência litoestratigráfica do «Complexo de Benfica» na região de Lisboa. Dá-se ênfase particular à caracterização petrográfica dos diversos níveis individualizados e ao respectivo estudo sedimentológico detalhado (granulometria e mineralogia da fracção arenosa, de balastros e determinação de paleocorrentes). A título meramente complementar apresentam-se os primeiros resultados de uma abordagem ao estudo geoquímico da referida sequência.Entre outros aspectos constata-se a ocorrência de dois tipos litológicos distintos na população dos balastros (rochas siliciosas do maciço antigo e rochas carbonatadas e outras da orla mesozóica) correspondentes a dois grupos de fontes de alimentação, um funcionamento no início da deposição e outro mais recente.

Os dados obtidos apontam para um regime de deposição muito energético e pouco selectivo no que respeita à fácies detrítica (a mais importante) com formação de corpos sedimentares de tipo leque aluvial em regime subárido-quente. No interior da sequência detrítica a ocorrência dos «Calcários de Alfornelos» é compatível com a existência de um regime lacustre episódico, de uma drenagem deficiente, o que é corroborado pelo estudo das argilas a elas associadas.

7. Paragenesis of the Neves Corvo Volcanogenic Massive Sulphides
Orlando da Cruz Gaspar (26 páginas)
8. Salpingoporella Enayi (Dasycladacean) in the Middle Jurassic of Portugal: Stratigraphic Implication and Paleoecological Reconstruction
Ana C. Azerêdo ; Miguel M. Ramalho (12 páginas)

resumo: A presença de Salpingoporella enayi (Alga Dasicladácea) no Jurássico médio é assinalada pela primeira vez. A espécie referida ocorre em calcários oobiolitoclásticos do Batoniano da região do Maciço Calcário Estremanho (Bacia Lusitânica). Estes calcários contêm indícios de corresponder a um depósito erosivo, de barreira transgressiva e estão associados a tempestitos, depósitos peritidais e lagunares.A reconstituição paleoecológica que se apresenta considera que estas Dasicladáceas habitavam locais protegidos, de hidrodinamismo baixo a moderado e águas pouco profundas, de salinidade normal, situados entre (ou por trás de) corpos sedimentares arenosos e bioconstruídos, caracterizados por sedimentação carbonatada de alta energia.

9. Sistemas Aquíferos da Região de Moura
Augusto T. Marques da Costa (14 páginas)

resumo: As características geológicas de uma região constituem um factor importante na definição do sistema de escoamento hídrico subterrâneo.Na região em estudo, entre Moura e Ficalho, a estrutura geológica, de alguma complexidade, é constituída por alinhamentos de dobras (NW-SE) de rochas de natureza carbonatada, parcialmente cobertas por formações cenozóicas. O fluxo hídrico subterrâneo regional, de SE para NW, é dominado por um aquífero principal, o «aquífero de Moura-Ficalho». Este é o sistema com potenciais hidráulicos mais elevados e, por essa razão, tem comunicação hidráulica com outros sistemas aquíferos, situados acima desta, junto da superfície do terreno, ou a grandes profundidades, no subsolo.

Apresenta-se, de forma cartográfica, o desenvolvimento espacial destes sistemas e descrevem-se as principais características de cada um, bem como os respectivos sistemas de comunicação hidráulica. Foi utilizado pela primeira vez em Portugal (neste tipo de trabalho), um conjunto de programas desenvolvidos pelos United States Geological Survey (USGS), de apoio ao desenho cartográfico.

10. Traços Gerais da Evolução Tectono-estratigráfica da Zona de Ossa Morena, em Portugal: Síntese Crítica do Estado Actual dos Conhecimentos
J. Tomás Oliveira ; V. Oliveira ; J. M. Piçarra (24 páginas)

resumo: Na parte portuguesa da Zona de Ossa Morena são identificados vários sectores com estratigrafia e estrutura diferenciadas, os quais constituem, na sua maioria, prolongamentos dos correspondentes domínios tectono-estratigráficos reconhecidos em Espanha. De Norte para Sul identificam-se os seguintes sectores: Faixa Blastomilonítica, Alter do Chão-Elvas, Estremoz-Barrancos (onde se diferencia o Anticlinal de Estremoz), Montemor-Ficalho (com individualização do Sinclinal de Cabrela) e Maciço de Beja (com o sub-sector Santa Susana-Odivelas). Das sequências estratigráficas e dos episódios vulcânicos intercalados é possível reconstruir os traços gerais da evolução da ZOM, em Portugal.O soco proterozóico, constituído por séries metamórficas de grau elevado a baixo, reflecte a construção de uma margem passiva durante o Vendeano. Após o arrasamento desta cadeia orogénica instalou-se extensa plataforma carbonatada, no Câmbrico inferior, que durante o Marianiano entrou em distensão, de que resultaram várias bacias, onde localmente se gerou vulcanismo básico alcalino, localmente peralcalino. Desta distensão terá resultado a rotação e subida de alguns blocos, o que provocou a carsificação das séries carbonatadas do Câmbrico inferior. Sobre os sedimentos e vulcanitos do Câmbrico médio depositaram-se conglomerados e arenitos da base do Ordovícico, o que indica importante lacuna no Câmbrico superior. A sedimentação ordovícica é predominantemente constituída por sedimentos terrígenos finos, associados localmente a vulcanismo básico alcalino. Nas zonas elevadas poder-se -á ter desenvolvido vulcanismo bimodal, parcialmente peralcalino, o que mais uma vez indica a continuação da distensão crustal. No topo da sequência ordovícica ocorre extensa barra arenítica (Formação de Colorada) a que se associa localmente um conglomerado poligénico, que é tentativamente atribuído a sedimentação glaciogénica grosseira, relacionada com a glaciação do final do Ordovícico, reconhecida noutros locais da Península Ibérica. Durante o Silúrico as bacias sedimentares tornaram-se euxínicas (e mais profundas a sul?) e na passagem para o Devónico predominou a sedimentação terrígena e carbonatada, com características litorais. No Devónico médio deu-se o levantamento, mais ou menos generalizado, da ZOM, provocado pela actuação da zona de subducção que se desenvolvia a sudoeste. No Devónico superior e Câmbrico inferior deu-se a colisão entre as Zonas de Ossa-Morena e Sul Portuguesa, tendo ocorrido, provavelmente, obducção a sudeste e subducção a noroeste (com geração de vulcanismo orogénico). Desta colisão resultou a migração da onda orogénica para nordeste, a qual é responsável pela formação de bacias pull-apart, sucessivamente mais jovens para nordeste. Da reactivação da antiga zona de subducção, no Namoriano-Vestefaliano inferior, agora em regime intra-continental, resultou a deformação transgressiva generalizada da ZOM e da Zona Sul Portuguesa.


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