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Tomo 83 (1997)

Tomo 83 (1997)


Tomo 83 (1997)Categoria: Publicações, Comunicações Geológicas, 1990 a 1999

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. A Reactivação de Falhas, no Intenso Contexto Compressivo Desde Meados do Tortoniano, na Região de Espinhal-Coja-Caramulo (Portugal Central)
António J. D. Sequeira ; P. Proença Cunha ; M. Bernardo de Sousa (32 páginas)

resumo: Apresenta-se uma caracterização das principais deformações e estruturas tectónicas activas desde meados do Tortoniano, na região de Espinhal-Coja-Caramulo. Foi a partir deste momento (há cerca de 10 Ma) que se deu uma enorme alteração do contexto morfotectónico regional, com um importante rejogo em intenso regime compressivo (compatível com uma direcção de tensão compressiva máxima, próxima de NNW-SSE), essencialmente de falhas NE-SW e NNE-SSW, que teve um papel fundamental na génese da topografia contemporânea. A deformação compressiva reactivou falhas subverticais, cavalgamentos e falhas inversos NE-SW e tardi-hercínicas, muitas delas já anteriormente remobilizadas em eventos meso-cenozóicos.As manifestações mais importantes da tectónica compressiva pós-Tortoniano inferior são expressas pelas falhas de Verin-Penacova, Lousã-Seia e São Pedro Dias-Segade. A falha de Verin-Penacova é um desligamento esquerdo com cerca de 800 metros de movimentação vertical, a partir de meados do Tortoriano até à actualidade; é uma falha que mergulha 30° para sudeste, associada a desligamentos N 3-20° E, que correspondem genericamente a rampas laterais e a falhas de transferência dos cavalgamentos.

A falha de São Pedro Dias-Segade é um cavalgamento com fraco pendor para sudeste. Esta região é muito importante para o estabelecimento da cronologia da tectónica neogénica, porque possui uma espessa sucessão cretácica e quaternária que permite estabelecer relações geométricas e caracterizar os sucessivos episódios de movimentação tectónica.

2. Complexo Filoniano de Salvaterra do Extremo (Castelo Branco)
M. L. Ribeiro ; A. D. Sequeira (10 páginas)

resumo: A cartografia geológica à escala 1:50 000 permitiu a definição de um denso campo filoniano na região de Salvaterra do Extremo, a norte do contacto entre as Zonas Centro Ibérica e de Ossa-Morena, intruindo o “Complexo Xisto-Grauváquico” de idade precâmbrica superior. No campo distinguiram-se fácies máficas e félsicas, ocorrendo em corredores distintos. As análises microscópicas e de fácies indicam a presença de filões mais antigos, que sofreram os efeitos da deformação e metamorfismo hercínicos, com quimismo variando de básico a ácido e, raros filões posteriores àqueles acontecimentos, apresentando mineralogia primitiva conservada.O presente trabalho refere-se aos primeiros. Encontram-se metamorfizados em fácies de xistos verdes e exibem clivagens que os permitem situar como anteriores à 1ª fase varisca. Do ponto de vista geoquímico, correspondem a uma sequência toleítica com evidências de contaminação crustal de características especiais relacionadas com as imediações de uma sutura precâmbrica. As assinaturas geoquímicas são comparáveis às dos basaltos continentais, enquadrando-se bem em ambiente extensivo.

3. Décio Thadeu (1919-1995)
( páginas)
4. Estudo da Transposição Superficial da Assinatura Geoquímica Parental na Mineralização Aurífera de Marrancos (Vila Verde – Ponte da Barca)
A. Paula Reis ; Luís M. P. Martins ; Luís F. S. Viegas ; E. Cardoso Fonseca (12 páginas)

resumo: O presente trabalho incide no estudo dos mecanismos de mobilização do ouro no depósito mineral de Marrancos. A mineralização é constituída por uma brecha de quartzo mineralizada em pirite e arsenopirite encaixada em corneanas. O ouro ocorre na forma de ouro ultrafino (Æ < 5 microm – XIE & Wang, 1991), incluso em pirites e arsenopirites, ou disseminado na rede destes sulfuretos.Análises químicas de solos e sondagens, análises em microscópio petrográfico, microscópio metalográfico e microssonda electrónica permitiram identificar os sulfuretos como sendo os minerais portadores do ouro. À superfície, a desagregação física da brecha mineralizada e o transporte mecânico dos seus minerais (pirite, arsenopirite, escorodite) para o solo constituem, provavelmente, o principal mecanismo de introdução do metal no solo.

5. Facies Analysis and Sequential Evolution of the Toarcian-Lower Aalenian Serie in the Lusitanian Basin (Portugal)
L. V. Duarte (30 páginas)

resumo: Análise de Fácies e Evolução Sequencial do Toarciano-Aaleniano inferior da Bacia Lusitânica (Portugal). A série de sedimentos do Toarciano-Aaleniano inferior da Bacia Lusitânica mostra uma importante acumulaçao margo-calcária com características hemiplágicas. Esta série mostra uma organização sequencial apoiada em quatro sequências deposicionais, limitadas por descontinuidades regionais correlativas:

    DT1 (intra Zona de Polymorphum),
    DT2 (limite entre as Zonas de Polymorphum e Levisoni),
    DT3 ( intra Zona de Bifrons),
    DT4 (intra Zona de Bonarelli) e
    DT5 (intra Zona de Opalinum).

Com excepção de DT2, com caracterísicas manifestamente de natureza tectónica, todas as restantes descontinuidades parecem estar associadas com mecanismos logenéticos, dada a evidente sobreposição com as grandes oscilações eustáticas definidas nas principais curvas conhecidas.

As sequências deposicionais (MST1 a MST4) mostram, em diferentes contextos de uma rampa homoclinal, evoluções regressivas; estas características são particularmente evidentes na parte proximal da bacia (Tomar) e no bordo sudoeste, em Peniche. Neste último sector, observa-se uma forte acumulação siliciclástica e oolítica em estreita dependência com o maciço hercínico da Berlenga.

6. Francisco Gonçalves (1926-1997)
(2 páginas)
7. Magmatisme et Tectonique de L’ Are Précambrien de Bouskour (Saghro Occidental, Anti-Atlas, Maroc)
H. Ezzouhairi (6 páginas)

resumo: No arco magmático, pré-câmbrico, de Bouskour tiveram lugar dois tipos de manifestações: um episódio orogénico, toleítico, representado por encraves piroxeníticos, e outro, plutono-vulcânico de natureza calco-alcalina.A deformação dúctil da orogenia panafricana está representada por uma compressão NW-SE. Esta deformação é responsável pela activação de cizalhamentos conjugados e pela instalação de maciços gabro-dioríticos, sincinemáticos, nas megafracturas de tensão.

8. Mineralogical and Geochemical Features of Metasedimentary Rocks Associated to Au-Sb Vein Mineralization in Northern Portugal
M. L. Castro Reis ; M. E. Moreira ; P. Bravo Silva ; Paula Freire Ávila ; M. A. Alves Ferreira ; M. C. Simões ; J. M. Santos Oliveira (18 páginas)

resumo: Estudos geoquímicos realizados, a uma escala regional, num pequeno distrito mineiro auriantimonífero do Douro (Norte de Portugal) permitiram identificar concentrações subtilmente anómalas de Au, Sb, As, Pb, Ni, Cr e W nalgumas das unidades litológicas metassedimentares da área. A uma escala de maior pormenor, na área da Mina de Au-Sb do Alto do Sobrido, sobressaíram evidências de perturbações mineralógicas e geoquímicas em rochas na vizinhança imediata das mineralizações, provavelmente em relação com os processos de alteração hidrotermal existentes. O índice de cristalinidade da ilite parece adquirir certa correlação com os teores de Sb nas rochas. Delinearam-se anomalias litogeoquímicas positivas para Au e ainda outras (positivas e negativas) para vários elementos indicadores, que não são rigorosamente as mesmas das determinadas nos estudos de geoquímica regional.Sugere-se que alguns dos parâmetros mineralógicos e geoquímicos podem conceder valor acrescentado a campanhas de prospecção e pesquisa mineiras para ouro passíveis de serem realizadas às escalas de trabalho, quer regional quer local.

9. Modelagem Numérica 3-D da Evolução Térmica de Plutonitos Graníticos do Maciço Hespérico. I – O plutonito de Avô (Portugal Central)
A. J. S. C. Pereira ; M. M. Godinho ; L. J. P. F. Neves ; J. A. A. M. Castro (12 páginas)

resumo: Apresenta-se o rationale da modelagem tridimensional do arrefecimento de plutonitos graníticos, em que a transferência de calor se processa por condução, e calcula-se um modelo para o plutonito de Avô, de idade hercínica (299 ± 3 Ma) e com 18 Km2 de área aflorante.O modelo calculado baseia-se no pressuposto de que o plutonito se implantou num meio inicialmente em equilíbrio térmico, com fluxo térmico constante e produzindo calor radiogénico. O cálculo indicou que 0,5 M.A. após a implantação, plutonito e auréola tinham atingido a temperatura de 350-400°C ao nível crustal correspondente à actual superfície topográfica.

Os valores dos parâmetros usados no cálculo do modelo foram avaliados por experimentação numérica e por simulação iterativa da actual auréola de metamorfismo de contacto; alguns desses valores são como segue: temperatura inicial do magma 700°C; o plutonito atinge actualmente 4 Km de profundidade, inclina 70° para sudeste, e as suas margens convergem em profundidade; a actual superfície topográfica situava-se a 10 Km de profundidade ao tempo da implantação.

O modelo explica quer a geometria da auréola quer a ocorrência de diferenciados graníticos, na região sudeste do plutonito.

10. O Complexo Plutónico de Monforte-Santa Eulália (Alentejo-NE, Portugal Central): Caracterização Geoquímica e Considerações Petrogenéticas
J. M. Carrilho Lopes ; José M. U. Munhá ; C. T. Wu ; V. M. J. Oliveira (16 páginas)

resumo: O complexo Plutónico de Monforte-Santa Eulália faz parte da Zona de Ossa-Morena, no sector Ibérico Varisco. É um complexo anelar, calco-alcalino, em que é possível descriminar, do centro para a periferia, fácies graníticas (s.1.) com diferentes texturas e composições.No anel periférico, juntamente com granitos de tendência alcalina, ocorrem manchas de rochas intermédias e básicas, cuja constituição mineralógica e química parecem indicar relação próxima com o processo de diferenciação do maciço ígneo.

Na génese das fácies graníticas que constituem a parte central do Complexo estão envolvidos fenómenos de fusão crustal que influenciaram o desenvolvimento de uma fase hidrotermal directamente responsável pelo processo de greisenização que afectou os granitos monzoníticos.

Este processo produziu, em zonas afectadas por fracturação tardia, concentrações de Sn com potencial interesse económico. As características geoquímicas deste complexo ígneo enquadram-no, em termos geodinâmicos, na fase tardi- a pós-compressiva da Orogenia Hercínica neste sector.

11. O. Da Veiga Ferreira (1917-1997)
(18 páginas)
12. The Trilobite Actinopeltis (Valongia) Wattisoni CURTIS, 1961 from the Valongo Formation (Ordovician) of North Portugal
Eduard H. Tauber ; Michael Romano ; José M. Reis (14 páginas)

resumo: Novo material de Actinopeltis (Valongia) wattisoni Curtis, 1961, da Biozona borni da Formação de Valongo no Norte de Portugal, permite adicionar elementos morfológicos não observados no holótipo. A classificação da subfamília do Actinopeltis é brevemente discutida, mas mantém-se indefinida. Valongia Pribyl & Vanek, 1984, é relegada para subgénero.O nível estratigráfico da espécie é estabelecido dentro da Biozona de Placoparia (Coplacoparia) borni e a composição do agrupamento faunal das trilobites é discutida em relação às faunas das trilobites Ibero-Armoricanas contemporâneas.


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