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Tomo 85 (1998)

Tomo 85 (1998)


Tomo 85 (1998)Categoria: Publicações, Comunicações Geológicas, 1990 a 1999

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. Comments on the New Findings on the Geology, Geochemistry and Mineralization of Argemela, Central Portugal
Carlos M. C. Inverno (8 páginas)
resumo: São apresentados alguns comentários sobre dados recentemente publicados referentes à geologia, geoquímica e mineralização da Argemela (Fundão), Portugal.
2. Componente Solúvel do Solo versus Componente Dissolvida da Água: Inter-Relação em Áreas Contaminadas
C. Patinha ; E. Ferreira da Silva ; E. Cardoso da Fonseca (8 páginas)

resumo: Neste estudo pretende-se examinar a interligação existente entre as variáveis da Componente solúvel das amostras de solo e a Componente dissolvida das amostras de águas e identificar as possíveis associações, utilizando a Análise em Componentes Principais.Verificou-se que as associações de variáveis eram semelhantes, quer na componente solúvel das amostras de solo quer na componente dissolvida das amostras de água. Esta semelhança de associações de variáveis, encontrada nos dois meios, leva-nos a sugerir um possível efeito conjugado da circulação subterrânea e de percolação.

3. Estrutura Varisca do Autóctone do Terreno Ibérico Português: Uma Herança Precâmbrica
Rui Dias (10 páginas)

resumo: As variações de estilo estrutural associadas à primeira fase de deformação varisca na Península Ibérica podem ser melhor compreendidas se se tiver em consideração as grandes descontinuidades existentes no soco Precâmbrico. Principalmente as grandes estruturas existentes a nível do autóctone da Zona Centro-Ibérica e da Zona de Ossa-Morena parecem ter sido fundamentalmente condicionadas por duas suturas (?) Precâmbricas que terão sido reactivadas como megadesligamentos esquerdos variscos que vão ser os grandes condicionantes para a génese das flower structures evidenciadas na área estudada.A natureza reológica do soco justaposto ao longo destes acidentes parece influenciar profundamente a geometria e a cinemática das estruturas sobrejacentes; esta parece ser a explicação das diferenças estruturais possíveis de evidenciar entre as regiões setentrionais e meridionais do autóctone da Zona Centro-Ibérica.

4. Interaction Between Major Sinistral Wrench Faults and Folds in a Variscan Transpressive Regime (NE Portugal)
R. Dias ; A. Ribeiro (10 páginas)

resumo: As estruturas devidas à primeira fase de deformação varisca (D1) são penetrativas não só na região de Valongo mas também em todo o autóctone da Zona Centro-Ibérica. O anticlinal de Valongo é uma macrostrutura vergente para SW gerada durante este episódio tectónico, encontrando-se limitado por grandes zonas de cisalhamento sin-D1: o Sulco Carbonífero do Douro-Beira (DBCT) e a falha da Quinta do Anjo-Recarei.As relações geométricas entre as dobras e a clivagem associada a esta fase de deformação evidenciam uma transecção que é compatível com o cisalhamento esquerdo regional possível de evidenciar subparalelamente às estruturas em todo o sector setentrional do autóctone da Zona Centro-Ibérica.

No que diz respeito às trajectórias de deformação obtidas a partir da estimação da deformação finita nos quartzitos do Ordovícico, no flanco curto elas são induzidas pelo movimento no DBCT, enquanto, no flanco longo, a orientação dos elipsóides de deformação é devida essencialmente a flexura ortogonal.

5. Interpretação 2D de um Perfil de Sondagens MT na Zona Sul Portuguesa
E. Pina de Almeida ; F. A. Monteiro Santos ; L. M. Matias ; L. A. Mendes-Victor (18 páginas)

resumo: Com o objectivo de caracterizar a distribuição da resistividade eléctrica na crusta da Zona Sul Portuguesa (ZSP), realizaram-se sete sondagens de magneto-telúrica (MT), dispostas segundo um perfil com cerca de 40 Km e orientação NNE-SSW. Os dados de MT foram adquiridos em quatro gamas de frequências (de 180 Hz a 1/125 Hz).A interpretação dos dados foi efectuada a partir da modelação bidimensional (2D) directa e inversa, tendo-se usado como constrangimentos os resultados obtidos da interpretação de um perfil de refracção sísmica na mesma região.

Os modelos de resistividades sugerem que o soco da ZSP poderá ser dividido em duas regiões, estando a fronteira, que separa essas regiões, orientada segundo uma direcção aproximada N 115 E. As variações laterais nos valores das resistividades eléctricas para profundidades superiores a 5 Km permitem concluir que essa fronteira é uma falha inversa, profunda, com inclinação 74° para norte. Essa falha, designada adiante por falha de Almodôvar, não apresenta evidências significativas à superfície do terreno nem se encontra identificada nas cartas geológicas da região, podendo constituir o limite sul do bloco crustal da ZSP, onde provavelmente se desenvolveu a Faixa Piritosa.

Os modelos de resistividades obtidos sugerem duas interpretações do crustal da ZSP, onde provavelmente se desenvolveu a Faixa Piritosa. Os modelos de resistividades obtidos sugerem duas interpretações distintas:

    1) o nível de deslocamento (entre o Paleozóico superior e o Paleozóico inferior) está a uma profundidade superior à suposta até agora ou;
    2) o Paleozóico inferior apresenta-se fracturado e/ou deformado.

Esta última hipótese parece ser mais consistente com os dados sísmicos.

6. Magmatismo Toleítico Continental no Algarve (Sul de Portugal): Um Exemplo de Contaminação Crustal “in situ”
Línia Tavares Martins ; Robert Kerrich (18 páginas)

resumo: O magmatismo toleítico do Algarve (180-200 Ma) ocorre interestratificado nos calcários dolomíticos do Hetangiano-Sinemuriano e integra espacial, temporal, mineralógica e quimicamente a Província Toleítica do Atlântico Central que reflecte os episódios de rifting precursores da abertura do oceano Atlântico central.Os afloramentos que, de forma quase contínua, se estendem de W a E do Algarve, junto ao contacto da Orla Meso-Cenozóica Portuguesa com o Carbónico, apresentam duas fácies texturais: uma marginal basáltica e outra interna dolerítica. A fácies dolerítica é constituída por rara olivina, duas clinopiroxenas (augite e pigeonite), plagioclase e preenchimento intersticial quartzo-feldspático, sendo hiperstena-quartzo normativa; por outro lado a fácies marginal basáltica apresenta agregados fenocristalinos de plagioclase e núcleos de endiópsido-augite que passam a orlas óptica e quimicamente distintas, semelhantes às clinopiroxenas da matriz a que se junta plagioclase, olivina e óxidos e é leucite-nefelina normativa.

Esta marcada diferença entre as duas fácies exprime-se quimicamente nos valores de SiO2 (50-53% e 45-50%, respectivamente, fácies dolerítica e marginal basáltica), CaO (9-12% e 12.5-20.4%) e Sr (150-200 ppm e 350-1337 ppm) existindo uma correlação sistemática dos valores de (87Sr/86Sr)0=0.70544-0.70746 com SiO2 (inversamente), CaO e Sr.

Demonstra-se que o processo responsável pela diferenças entre estas duas fácies foi o da assimilação pelo líquido magmático toleítico de um material essencialmente cálcico. Como os efeitos da contaminação só afectam a fácies marginal basáltica posteriormente à cristalização dos núcleos endiópsido-augite, o processo é considerado in situ, circunscrito ao momento da extrusão magmática.

A perturbação composicional observada é promovida pelo efeito despolimerizador do catião metálico Ca na estrutura do líquido silicatado de natureza toleítica (NBO/T=0.62 quando CaO = 9.38%) convertendo-o num líquido de características alcalinas (NBO/T=0.94 quando CaO=20.40%) com consequente diminuição da actividade da sílica (0.649 para 0.141) e cristalização de clinopiroxenas tanto mais ricas em molécula cálcio-tschermaquítica (Al2O3 % na cpx: 1.97-9.11) quanto maiores os valores de XCaO no líquido magmático (de 0.107 a 0.226).

O magmatismo toleítico, representado pelas amostras doleríticas, é considerado o resultado da actuação de uma superpluma mesozóica responsável pelo processo de fragmentação continental/oceanização, a qual no seu trajecto de ascensão terá interagido quer com o manto superior refractário quer com a litosfera subcontinental, conferindo-lhe as propriedades híbridas que o caracterizam.

7. Sedimentação em Plataforma Siliciclástica do Grupo das Beiras (CXG) na Região do Caramulo-Bucaço (Portugal Central)
J. Medina ; M.D. Rodríguez Alonso ; G. Alonso Gavilán (34 páginas)

resumo: O presente trabalho ocupa-se do estudo do Complexo Xisto-Grauváquico anteordovícico (Grupo das Beiras) na região compreendida entre o Caramulo e o Buçaco (centro de Portugal).Em termos geológicos, a área estudada pertence à Zona Centro-Ibérica e encontra-se limitada a N pelo granito do Caramulo, a S pela bacia meso-cenozóica de Arganil, a W pelo sinclinal paleozóico do Buçaco e pela bacia meso-cenozóica ocidental portuguesa e a E pelo sinclinal paleozóico de Arganil e pelo plutonito granítico de Tábua-Santa Comba Dão; no seio da área estudada encontra-se a bacia meso-cenozóica de Mortágua.

Com base nas características litológicas e estruturais distinguem-se no Complexo Xisto-Grauváquico 4 grandes conjuntos litológicos concordantes entre si, designados de Unidades I, II, III e IV, que se desenvolvem da base para o topo de N para S.

    – A Unidade I, situa-se a N da região. O seu limite inferior é desconhecido, e o superior posiciona-se no último conjunto arenoso com potência decamétrica. É constituída por xistos cinzentos e negros com intercalações de arenitos de espessura não superior a 100 m e de extensão lateral quilométrica. Apresenta uma espessura mínima de 1000 metros.
    – A Unidade II, apresenta consideravelmente menor proporção de material arenoso intercalado entre os pelitos, comparativamente à unidade inferior. É caracterizada por apresentar um predomínio de material silto-argiloso e escassos níveis arenosos com potência não superior à dezena de metros, e escassa continuidade lateral. Cartograficamente esta unidade constitui uma franja alargada de orientação próxima a E-W. Apresenta uma espessura aproximada de 1500 metros.
    – A Unidade III, é caracterizada pela presença de conjuntos arenosos com extensão lateral quilométrica e espessura de várias dezenas de metros, separados por material silto-argiloso. Os limites inferior e superior estão situados respectivamente abaixo e acima dos principais conjuntos arenosos. Esta unidade apresenta uma espessura máxima estimada na ordem dos 2000 metros.
    – A Unidade IV, que é a unidade superior, apresenta um predomínio pelítico, com escassas intercalações de conjuntos arenosos. O seu limite inferior encontra-se no topo do último conjunto arenoso da Unidade III. Apresenta uma espessura mínima de 500 metros.

As características sedimentológicas das 4 unidades indicam uma sedimentação num ambiente de plataforma externa siliciclástica aberta, com a construção de barras e por vezes sujeita à acção de tempestades, com sucessivos períodos de superficialização e profundização numa bacia de sedimentação bastante subsidente.

8. Simulação Geoestatística de Redes de Fracturas. Aplicação à Avaliação da Blocometria de um Jazigo de Mármores
A. Gabriel Luís ; António Jorge de Sousa (20 páginas)

resumo: O conhecimento da rede de fracturação de um maciço rochoso é fundamental para o estabelecimento da sua blocometria. Neste trabalho apresenta-se uma nova metodologia geoestatística para a simulação da rede de fracturação de maciços rochosos, que assenta fundamentalmente na construção de um modelo numérico baseado no comportamento da densidade linear de fracturação e nos principais parâmetros geométrico-probabilísticos das fracturas. Na parte final do artigo apresenta-se um algoritmo que permite calcular o histograma das dimensões dos blocos não intersectados pela rede de fracturação simulada e os índices de recuperação dos volumes em estudo.Para atingir esses objectivos, a metodologia proposta começa pela caracterização das várias famílias presentes no maciço (que incluem todas as atitudes dos planos de fractura levantados e não apenas as percentagens às principais famílias), e estimação das densidades lineares de fracturação média, a uma escala regional, através da utilização de uma rede de grandes volumes que compartimentam o jazigo em estudo. Subsequentemente, procede-se à simulação tridimensional da rede de fracturação, conjugada com a simulação condicionada aos histogramas, de diversos parâmetros relevantes e característicos da fracturação.

Apresenta-se ainda um teste da metodologia que consiste na sua aplicação a dois volumes de mármores no anticlinal de Estremoz, o que permitiu obter índices de recuperação dos volumes simulados em função de dimensões comerciais mínimas.

9. The Role of the Earth Sciences in Sustaining our Life-Support System
Peter J. Cook (16 páginas)

resumo: O sistema de suporte da vida na Terra depende de uma complexa interacção de processos físicos, químicos e biológicos. Estes processos têm vindo a ser cada vez mais alterados pela actividade humana.A opinião comum é de os geocientistas estão ocupados principalmente com o “problema” que envolve directamente a extracção de recursos, mas de facto, as Ciências da Terra têm um papel-chave a desempenhar na “solução”.

A contribuição para a resolução dos problemas de sustentabilidade exige um envolvimento das Ciências da Terra para determinar a natureza, magnitude e custos de mudança, quer pré-antropogénicas quer antropogénicas.

Os geocientistas podem contribuir directamente para a resolução de problemas no ambiente urbano, na zona costeira, no subsolo e na atmosfera, o que exige, contudo, a aplicação dos conhecimentos actuais às novas perspectivas científicas. Desde o século passado que os geocientistas têm dado uma grande contribuição para a extracção de materiais do subsolo. Hoje, esse conhecimento e capacidade terão de ser utilizados, com inteligência, para a colocação desses materiais no solo e subsolo, sejam eles para recarga de aquíferos, resíduos nucleares ou tóxicos ou, talvez, excedentes de CO2.

Também precisamos de readequar a aplicação dos conhecimentos geológicos disponíveis para melhor compreendermos a formação e erosão do solo, os processos superficiais e a evolução da paisagem. Universidades, Institutos de Investigação e Serviços Geológicos devem preocupar-se mais com este tipo de objectivos. Finalmente, os geocientistas devem preocupar activamente manter um forte diálogo com outras áreas, onde estão incluídos projectistas, ambientalistas, sociólogos, economistas e muitos outros, para a preservação do nosso sistema de suporte de vida para benefício das gerações actuais e futuras.


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