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Tomo 87 (2000)

Tomo 87 (2000)


Tomo 87 (2000)Categoria: Publicações, Comunicações Geológicas, 2000 a 2009

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. d18O Systematics of Madeira Island Basalts: Petrogenetic Implications
J. Mata ; R. Kerrich (10 páginas)
Palavras Chave: Isótopos de oxigénio; HIMU; lavas da ilha da Madeira.
resumo: O valor médio de d18O determinado para amostras não alteradas da Madeira é de +5,66 ± 0,21 %. Este valor, sendo similar aos que caracterizam os MORB, é mais elevado que o determinado para os basaltos de tipo HIMU, em relação aos quais apresentam fortes afinidades em elementos-traço. Este facto é interpretado como o resultado de uma muito elevada proporção (> 85 %) de manto astenosférico englobado pela pluma mantélica de características dominantemente HIMU. O valor de d18O (+5,2 per mil) calculado para o componente HIMU na Madeira suporta, para este componente na ilha em estudo, a ideia de uma génese por reciclagem e envelhecimento de crosta oceânica hidrotermalmente alterada.
2. Application of Image Enhancement of Remote Sensed Data for Geological Mapping in the Moura-Ficalho Area, Portugal
E. Sides ; Margarida Vairinho ; T. Woldai (14 páginas)
Palavras Chave: Detecção Remota, Landsat Thematic Mapper, Realce de Imagem, Classificação Supervisada, Cartografia Geológica.
resumo: O processamento de imagens de detecção remota tem-se mostrado um método altamente eficaz para cartografia geológica de áreas áridas e semiáridas. A utilização destas técnicas em cartografia geológica de áreas com mais vegetação tem vindo a ser investigada na região de Moura-Ficalho, Zona de Ossa-Morena, no Sul de Portugal. Esta área contém uma variedade de unidades geológicas que reflectem de formas diferentes a topografia e o tipo de uso do solo da área. Baseados em estudos de imagens de Landsat Thematic Mapper que cobrem a região em causa, diversos métodos de processamento e de realce de imagem ajudaram a revelar diferenças espectrais que se relacionaram muito bem com a geologia cartografada na área. Foi aplicada uma avaliação quantitativa dos resultados da classificação supervisada baseada em diferentes combinações de bandas para avaliar a eficácia das diferentes abordagens. Os métodos de realce de imagem e de classificação semiautomática mostraram assim ser técnicas úteis para cartografia geológica preliminar nesta área e revelaram várias características estruturais não evidentes nas cartas geológicas publicadas.
3. Composição e Natureza das Biotites dos Maciços Graníticos Tardi-Hercínicos de Vieira do Minho e de Vila Pouca de Aguiar (N de Portugal)
H. C. B. Martins ; F. Noronha (18 páginas)
Palavras Chave: Biotite, tardi-hercínico, granitos, N Portugal.

resumo: A composição das biotites dos granitóides tardi e pós-tectónicos que constituem, respectivamente, os maciços de Vieira do Minho e de Vila Pouca de Aguiar, situa-se no domínio das biotites com conteúdos em AlIV que oscilam entre 2,3 e 2,7 e valores de Fe/Fe + Mg entre 0,55 e 0,75. A variação composicional das biotites dos granitos tarditectónicos de Vieira do Minho (GVM) e de Moreira de Rei (GMR) e do granito pós-tectónico de Pedras Salgadas (GPS) foi controlada essencialmente por mecanismos de substituição acoplada que implicam a formação de lacunas em posição octaédrica. Os mecanismos substitucionais do tipo Tschermak são pouco eficazes nas biotites dos granitos do maciço tarditectónico e no granito pós-tectónico de Pedras Salgadas (maciço de Vila Pouca de Aguiar), sendo os mecanismos mais importantes nas biotites dos granitos pós-tectónicos de Vila Pouca de Aguiar (GVPA) e de Gouvães da Serra (GGS), também pertencentes ao maciço de Vila Pouca de Aguiar.O estudo cristaloquímico efectuado nas biotites dos granitos dos maciços de Vieira do Minho e de Vila Pouca de Aguiar permite considerar que a composição da biotite é um bom critério discriminativo, tendo permitido distinguir claramente as biotites dos diferentes granitóides que constituem ambos os maciços, o que está de acordo com as variações químicas ao nível de rocha total. As diferenças mineralógicas sugerem uma idade geoquímica das biotites de cada granito, não sendo compatíveis com a existência de uma evolução magmática contínua entre as diferentes unidades que constituem cada um dos maciços.

(…) Resumo Parcial

4. Depositional Systems and Sequences in a Geological Setting Displaying Variable Sedimentary Geometries and Controls: Example of the Late Cretaceous Lusitanian Basin (Central Portugal)
Rui Pena dos Reis (14 páginas)
Palavras Chave: Cretácico superior, diapirismo, actividade de falha, sedimentação, bacia Lusitânica.

resumo: A diferenciação da bacia Lusitânica tem início com a primeira fase de rifting da crosta continental, durante o Triássico superior e o seu registo sedimentar testemunha os episódios relevantes da evolução geodinâmica desta margem atlântica.Durante a deposição da UBS5 (Sequência Limitada por Descontinuidade), representada por uma espessura máxima de 200 metros, o bloco NW da falha da Nazaré sofre um abatimento, capturando assim as áreas subsidentes. Em resultado disso, estabelece-se uma rede fluvial com drenagem para NW, limitada a W pelo eixo diapírico e a E pela falha da Nazaré.

As associações de fácies e os sistemas deposicionais são caracterizados e as seis principais etapas evolutivas com as respectivas paleogeografias são descritas e interpretadas. São ainda apresentados e descritos os principais controles bacinais da sedimentação, tendo em conta a sua cronologia e a evolução da sua influência.

5. Estudo da Evolução Paleoambiental Quaternária dos Sectores Costeiros das Marinhas e Belinho (Esposende) com Aplicação de Métodos Geofísicos Aliados a Sondagens Mecânicas e Datações
Isabel Ribeiro (14 páginas)
Palavras Chave: Geofísica, sondagens, datações, evolução paleoambiental, zona costeira.
resumo: A geofísica mostrou sinais susceptíveis de serem interpretados como aspectos estruturais e morfológicos a afectar quer os depósitos quaternários quer o substrato rochoso subjacente, que podem sugerir a existência de um controlo tectónico recente a influenciar a evolução da zona costeira. A aplicação de geofísica e posterior realização de sondagens e estudo sedimentológico e cronológico de unidades sedimentares presentes foram a metodologia utilizada para reconhecer os paleoambientes e compreender como se processou a evolução da zona costeira investigada.
6. Evolução Geodinâmica da Bacia do Douro Durante o Câmbrico e Ordovícico Inferior: Um Exemplo de Sedimentação Controlada pela Tectónica
C. Coke ; R. Dias ; A. Ribeiro (8 páginas)
Palavras Chave: Zona Centro-Ibérica; Grupo do Douro; Fase Sarda; Geodinâmica do Varisco; Vulcanismo basal do Ordovícico.
resumo: Os dados de natureza litostratigráfica, geológica e geofísica, existentes para a zona Centro-Ibérica durante o Paleozóico inferior, mostram-nos que a sua evolução terá sido profundamente condicionada por acidentes de primeira grandeza a nível do soco precâmbrico. Estes terão originado durante o Câmbrico um rift intracontinental complexo, induzindo a formação de bacias independentes, na dependência das grandes falhas, provavelmente com uma estrutura do tipo half-graben. Os dados referentes à bacia do Douro mostram que o estiramento crustal terá dado origem, no final do Câmbrico, a uma inversão tectónica induzida provavelmente por uma recuperação isostática. Associada a este processo desenvolve-se uma espessa sequência conglomerática cuja distribuição espacial permite prever a existência localizada de relevos importantes. Esta inversão terá sido um fenómeno de curta duração, sendo rapidamente substituído pelo retomar do regime extensivo que originou, de novo, o acentuar da bacia do Douro e o aparecimento de um importante vulcanismo no Ordovícico inferior.
7. Evolution Liasique Synrift de la Dorsale Calcaire Externe Rifaine du Secteur de Dar El Ghazi (Tétouan, Rif, Maroc)
Mohamed Mouhssine ; Yves Hervouet ; Najib El Hatimi (12 páginas)
resumo: Dans le Rif, au sud de Tétouan, la Dorsale calcaire externe de Dar El Ghazi comporte les unités de Dar El Ghazi, de Saâden et la nappe de Hafa-En-Nator. La série de l`unité de Saâden, prise comme référence, comporte des dolomies hettangiennes, des calcaires noduleux du Sinémurien-Lotharingien moyen et des brèches et calciturbidites à silex du Lotharingien supéricur-Pliensbachien. Ces demières marquent l’affaissement de l`unité de Saâden par des failles normales synsédimentaires à regard est. Le secteur de Dar El Ghazi a évolué en quatre étapes. Celle de l`Hettangien a abouti à une plate-forme carbonatée interne. Ao Sinémurien inférieur, les haut-fonds pélagiques de Saâden et de la nappe de Hafa-En-Nator s’y individualisent. Au Lotharingien supérieur, l`effondrement de l’unité de Saâden initie la sédimentation gravitaire bréchique et calciturbiditique. L’affaissement de l`ensemble du bassin au Domérien supérieur s`accompagne de la communication entre la Dorsale externe et interne. La première étape est une phase de prérifting. La deuxième et la troisième correspondent à la première phase de rjfting-subsidence marquant le transfert plate-forme-marge lié au rifting téthysien. La dernière étape correspond à la deuxième phase du rifting téthysien.
8. Hydrochimie, Processus, Facteurs de Précipitation des Encroûtements Travertineaux et les Causes Géo-environnementales du Ralentissement de leur Formation Actuelle dans le Bassin Karstique de l’ Oued Aggai (Causse de Sefrou, Moyen-Atlas, Maroc)
Lahcen Gourari ; Abdelah Boushaba ; Ramon Julia ; Bradhim Akdim (17 páginas)
resumo: La problérnatique pose dans cet article découle du constat montrant le ralentissement de la précipitation des encroûtements travertineux dans l`Oued Aggai. L`étude appréhende les facteurs explicatifs à base d’une approche multidisciplinaire. L`étude hydrochimique montre que les eaux sont sursaturées à équilibrées en carbonates dissous. La sursaturation se produit pendant la saison sèche, en phase avec l’épanouissement des Mousses et des Algues, et s`exprime par une précipitation d`encroâtements travertineux dans les sites favorables. La calcite précipitée est non magnésienne et moule des filaments de Cyanophycées. La majorité des encroûtements présente une structure laminaire associée à des galeries de larves de Diptères. Cette structure, qui se retrouve dans les travertins plio-quaternaires, permet d`établir une rythmicité cyclique de périodicité annuelle. Une étude comparative des taux moyens annuels, basée sur cette rythmicité, a montré que la formation de ces roches a été ralentie presque de moitié, par rapport aux périodes humides du Plio-quaternaire, dans le cours amont, et complètement arrêtée dans le cours aval. Ces phénomènes sont dus à une tendance à l`aridification du climat et surtout à un déséquilibre de l`environnement dans le bassin versant karstique sous l`effet de l`accentuation de l`action anthropique.
9. Immiscibilité et Autres Aspects Significatifs dans l’évolution du Magmatisme Précambrien Terminal de la Région d’ Aghbalou (Ouarzazate, Anti-Atlas Central, Maroc)
H. Ezzouhairi ; M. L. Ribeiro ; J. F. Ramos ; A. Charif ; Noureddine Ait Ayad ; A. Chabane (14 páginas)
Palavras Chave: Anti-Atlas central, Precâmbrico terminal, magmatismo, imiscibilidade magmática.
resumo: Nas rochas vulcânicas do Precâmbrico terminal da região de Ouarzazate evidenciaram-se fenómenos de mistura e imiscibilidade magmática com expressão regional. Estes fenómenos são caracterizados pela presença de glóbulos e bolsadas de líquido riolítico em matriz andesítico-dacítica. Apresenta-se a composição mineralógica e geoquímica das rochas envolvidas. Conclui-se que a definição deste fenómeno do magmatismo tardiorogénico na região considerada, provavelmente originado devido a variações da fugacidade do oxigénio numa câmara magmática relativamente superficial, não poderia ser feita a partir da evolução geoquímica da rocha total.
10. Le Complexe Plutonique de Wirgane (Haut Atlas Occidental): Témoin d’ un Magmatisme Hercynien syn à Tardi-cinématique
Noureddine Ait Ayad ; Aatika Eddif ; Dominique Gasquet ; Christian Hoepffner ; Mohamed Bouabdellia (14 páginas)
resumo: Les intrusions de Wirgane, se sont mises en place, dans des formations d` âge néoprotérozoique terminal à paléozoiques de la partie Nord orientale du Haut Atlas occidental marocain. Ces intrusions sont composites (monzodiorite, monzogabbro, granodiorite, monzogranite, granite) et ont enregistré une partie de la déformation hercynienne qui affecte l` encaissant. Un métamorphisme thermique se développe dans cet encaissant au contact des intrusions. La cartographie des trajectoires de déformation dans les intrusions et leur encaissant, ainsi que les données microtectoniques, nous ont permis de conclure à la mise en place des magmas dans un contexte de cisaillement transcurrent dextre pendant l` orogenèse hercynienne. La comparaison des intrusions de Wirgane avec d` autres intrusions du Haut Atlas occidental (Tichka, Azegour) indique une mise en place tardive dans la chaine hercynienne du Maroc.
11. Le Granite d’ Azegour (Maroc): Cartographie Géochimique et Interprétation Géodynamique
Noureddine Ait Ayad ; M. L. Ribeiro ; A. Rita Solá ; M. E. Moreira ; R. Dias ; M. Bouabdelli ; H. Ezzouhairi ; A. Charif (10 páginas)
Palavras Chave: Cadeia Hercínica, Alto Atlas ocidental, granitos, cartografia geoquímica, modelo geodinâmico.
resumo: O granito de Azegour intruiu as formações datadas do Câmbrico inferior a médio da zona Norte-Central do Alto Atlas ocidental marroquino. É um granito peraluminoso que registou uma parte da deformação hercínica que afectou o encaixante, intruindo numa fenda de tensão relacionada com os movimentos direitos dos cisalhamentos hercínicos N 70º E. A cartografia geoquímica, que se apresenta, evidenciou uma estruturação transversa ao alongamento do corpo granítico. Esta estruturação é interpretada como resultado do mecanismo de instalação do granito. O material ígneo, previamente estruturado, terá ascendido em etapas, durante a progressiva abertura da fenda de tensão, enquanto o movimento cisalhante continuou, para além da intrusão, dobrando as paredes da fenda e conferindo a actual representação cartográfica. A reactivação dos desligamentos esquerdos de fase posterior à instalação do granito, testemunhada pela intensa deformação dos seus constituintes texturais e mineralógicos, deverá corresponder à inversão tectónica que ocorreu no Carbónico superior-Pérmico médio na cadeia hercínica marroquina.
12. Litostratigrafia do Ordovícico Inferior do Ramo Sul da Serra do Marão, Norte de Portugal
C. Coke (22 páginas)
Palavras Chave: Litostratigrafia; Ordovícico inferior; Autóctone da Zona Centro-Ibérica; Vulcanismo ácido; Serra do Marão.
13. Utilização de Informação Auxiliar(Qualitativa e Quantitativa) na Estimação de Variáveis Regionalizadas. Aplicação ao Jazigo Aurífero de Castromil
A. Gabriel Luís ; António Jorge de Sousa (22 páginas)
Palavras Chave: Geostatística multivariada, índices de síntese, variável indicatriz, estimação de ouro.

resumo: A metodologia apresentada neste trabalho recorre a uma abordagem holística para estimar a distribuição espacial dos valores de uma variável quantitativa principal, através da combinação da informação sobre essa variável com informação auxiliar quantitativa e qualitativa. Nesse sentido, numa primeira fase são calculadas variáveis de síntese da informação auxiliar, que viabilizam a estimação dos valores da variável principal em dois tempos: primeiro, utilizando as variáveis de síntese para estimar classes da variável principal, a que se segue a utilização dessas classes para condicionar a estimação dos valores da própria variável principal. Os valores obtidos pela metodologia são “julgados” pela sua competência, através da aplicação de testes de precisão.Apresenta-se uma aplicação da metodologia no jazigo aurífero de Castromil, em que a variável principal é o teor em Au e a informação complementar é, por um lado. Os teores em Ag e, por outro, as litologias e as cores do material atravessado pelas sondagens de reconhecimento. A comparação entre os resultados da estimação do teor em Au em blocos de desmonte 5x5x4 m3, obtidos pela metodologia proposta e pela krigagem tradicional, mostra algumas diferenças significativas como consequência da utilização ou não da informação auxiliar, quer na quantidade de Au a recuperar através de suportes de desmonte quer na sua provável distribuição espacial.


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