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Tomo 92 (2005)

Tomo 92 (2005)


Tomo 92 (2005)Categoria: Publicações, Comunicações Geológicas, 2000 a 2009

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. A Tradição Cartográfica nos Serviços Geológicos de Portugal (1857-1961)
A. Carneiro ; T. S. Mota (14 páginas)

resumo: Em Portugal, a elaboração de mapas geológicos esteve intimamente ligada à criação, em 1857, da Comissão Geológica de Portugal, então uma secção da Direcção de Trabalhos Geodésicos, Corográficos e Hidrográficos do Reino, do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria. Até à criação da Comissão Geológica, não existiu em Portugal nenhuma instituição dedicada à investigação e cartografia geológicas.Entre 1857 e o início do século XX, a Comissão Geológica nas suas diversas encarnações realizou investigação científica consistente e em sintonia com os padrões internacionais da época, tendo sido publicadas duas edições do mapa geológico de Portugal na escala 1:500 000, a primeira em 1876 e a segunda em 1899.

Em 1918, a instituição foi de novo reorganizada, tomando definitivamente o nome de Serviços Geológicos, e integrada na recém criada Direcção Geral de Minas e Serviços Geológicos. Portugal vivia então tempos conturbados, podendo afirmar se que, entre 1918 e o final da década de 1940, todas as questões relacionadas com a instituição, a geologia e a cartografia geológica não constituiram prioridades do Estado português, acentuando se o declínio da investigação geológica em Portugal.

No entanto, a década de 1950 trouxe profundas alterações a este estado, de coisas, operando se uma viragem decisiva na história dos Serviços Geológicos. O ritmo de realização e publicação da cartografla geológica aumentou consideravelmente, voltando a mesma a ganhar destaque no contexto da produtividade científica da instituição.

2. Apport des Analyses Isotopiques à la Compréhension du Fonctionnement des Aquifères Côtiers du Bassin Hydrologique de la Lagune d’ Oualidia
K. Kaid Rassou ; Y. Fakir M. Bahir ; K. Zouari ; M. Marah ; J. P. Monteiro (14 páginas)

resumo: Dans le cadre de cette étude, nous présentons les résultats des premières analyses isotopiques réalisées dans le bassin hydrologique de la lagune d’Oualidia. Les ressources en eau dont dispose ce bassin font face à une forte demande en eau, résultant d’une part de la croissance démo¬graphique et d’autre part aux implications du développement agricole et touristique.Le bassin hydrologique de la lagune d’Oualidia comporte plusieurs aquifères: le Plioquatemaire gréso calcaire constituant l’aquifère supérieur le plus ciblé, le calcaire de Dridrate constituant l’aquifère inférieur et les aquifères profonds, notamment celui du Jurassique non sollicité à cause de sa minéralisation élevée. Ce système aquifére est exposé aux risques de la surexploitation et au danger réel d`intrusions marines. Dans ces conditions, et afin de mieux connaître le fonctionnement de ces aquifères, une approche isotopique a été mise en oeuvre. Elle a permis de décrypter l`origine des eaux souterraines et tenter d`expliquer l’origine de la minéralisation, notamment dans les secteurs les plus salés.

Le traçage des eaux par les isotopes stables (18O et 2H) traduit un régime atlantique des précipitations.

Le rapport 18O/conductivité électrique souligne différentes origines possibles de la salinisation des eaux souterraines. Ces dernières sont localement affectées par des intrusions d`eau océanique. L’examen du rapport rSr2+/rCa2+ atteste d’une nette contamination évaporitique des eaux souterraines en se localisant près de la lagune d`Oualidia.

La datation de certains échantillons par le 14C a permis de révéler un âge plus ancien pour les eaux profondes.

3. Caracterização e Avaliação de Riscos Geológicos do Lugar do Sanguinho – Faial da Terra
(22 páginas)

resumo: O Lugar do Sanguinho, localizado na bacia hidrográfica do Faial da Terra (ilha de S. Miguel, Açores), corresponde a um pequeno agregado habitacional, actualmente desabitado. Embora o seu aproveitamento actual seja exclusivaMente agrIcola, trata se de uma zona de elevado potencial turístico pelo que se torna importante o estudo dos factores condicionantes do seu desenvolvimento. Neste contexto, verificou se que os movimentos de vertente e os fenómenos sísmicos e vulcânicos constituem os principais factores de perigo geológico a considerar.Concluiu se que o Sanguinho se situa numa zona de alto perigo geológico, em particular no que se refere aos movimentos de vertente, dada a sua elevada frequência de ocorrência, apresentando grande vulnerabilidade a qualquer dos perigos considerados. O baixo valor exposto ao perigo resulta, no entanto, numa atenuação significativa dos riscos geológicos neste lugar, que aumentariam significativamente com a reocupação habitacional ou o reinvestimento em actividades económicas. Este estudo desaconselha qualquer tipo de intervençãio na área.

4. Estudo Hidrogeoquímico em Lagos Vulcânicos dos Açores: Perfis Realizados nos Lagos da Ilha de São Miguel
P. C. Antunes ; J. V. Cruz (28 páginas)

resumo: Foram efectuados perfis nos lagos de maior área e profundidade da ilha de São Miguel (Açores, Portugal) com o objectivo de caracterizar geoquimicamente a água destes lagos. A maioria deles estão localizados no interior de crateras de explosão que, no geral, apresentam pequenos volumes e dimensões com profundidades máximas de 33 m. Estas águas são, principalmente, frias, pouco mineralizadas e do tipo Na-Cl e Na-HCO3.Alguns lagos possuem estratificação da água de origem térmica no periodo de Verão, apresentam valores dos iões analisados relativamente estáveis e a concentração do CO2 livre aumenta em profundidade e é mantida no hypolimnion, sendo a neutralização da acidez da água promovida pela interação água rocha o que acarreta um enriqueeimento em HCO3. No período de Inverno não existe estratificação, permitindo a homogeneização dos elementos ao longo da coluna de água.

5. Petrologia e Geocronologia (Sm Nd) do Maciço de Campo Maior (Alentejo, Portugal central)
J.C. Lopes ; J Munhá ; C. C. G. Tassinari ; C. Pin (26 páginas)
resumo: O Maciço de Campo Maior é um complexo plutónico calco alcalino intrusivo em terrenos de alto grau metamórfico do Proterozóico superior / Paleozóico inferior (Formações de Campo Maior e de Morenos), próximo da fronteira nordeste da Zona de Ossa Morena. A fraccionação cristalina ocorreu em câmara magmática situada a 710 km de profundidade, a T (inicial) > 1100 ºC, com uma αO2 próxima do tampão QFM, produzindo um largo espectro litológico, variando desde piroxenitos, anortositos e gabros (predominantes) até monzonitos/dioritos e granodioritos. Os dados geocronológicos Sm Nd indicam que o Maciço de Campo Maior se instalou há 376 ± 22 Ma (2δ), sendo contemporâneo (nos limites de erro analítico) de outros corpos magmáticos calco alcalinos/shoshoníticos (e.g. 362 ± 12 Ma; Vale de Maceiras Veiros) intrusivos nas formações autóctones do Paleozóico inferior da Zona de Ossa Morena. Estas idades deverão representar a principal fase do magmatismo associado à subducção Varisca no SW da Península Ibérica.
6. The Incompatible Behaviour of Gold in Reduced Magmas: A Working Hypothesis
D. R. N. Rosa (4 páginas)

resumo: O ouro apresenta comportamento distinto ao longo da evolução magmática, de acordo com a fO2 do magma. Em condições oxidantes, caracterizadas pela presença de magnetite como a principal fase de óxido de Fe-Ti, a concentração de ouro em rochas plutóinicas diminui com a diferenciação. No entanto, em condições redutoras, caracterizadas pela predominância de ilmenite, a concentração de ouro em rochas plutónicas aumenta com a diferenciação.Neste trabalho, comparam se as estruturas das fases de óxido de Fe-Ti (magnetite e ilmenite) com os possíveis iões de ouro (auroso, Au+; e aurico, Au3+). É formulada a hipótese de sob condições mais oxidantes ocorrer ouro aurico que, devido a ter um raio iónico similar ao ferro ferroso e, até certo ponto, férrico, é facilmente incorporado na magnetite que vai cristalizando, pelo que a magnetite actua como um sumidouro para o ouro e leva à sua progressiva remoção do magma. Sob condições mais redutoras, o único ião de ouro presente é o auroso que, devido ao seu grande raio iónico, não é passível de ser incorporado na ilmenite (nem possivelmente na magnetite). Deste modo, o ouro comporta se como um elemento incompatível e tende a acumular se em fluidos tardios, ficando disponível para levar à formação de mineralizações auríferas.

7. Unidades Litoestratigráficas do Ordovícico da Região de Trás-os-Montes
A. A. Sá ; C. Meireles ; C. Coke ; J C. Gutiérrez Marco (44 páginas)
resumo: A recente realizacão de trabalhos, centrados no estabelecimento da bioestratigrafia do Ordovícico do nordeste de Portugal (Zona Centro Ibérica), conduziu a uma profunda revisão litoestratigráfica destes materiais, à luz dos requerimentos litoestratigráficos estabelecidos pelo Guia Estratigráfico Internacional e justificada pela grande proliferação de unidades informais e divisões operativas existentes na região. Esta nova proposta, unificada para a região transmontana, contempla a definição formal de um total de 19 unidades litoestratigráficas, a maioria das quais de natureza sili¬ciclástica, repartidas por um grupo, oito formações, sete membros e três camadas. Este estudo permitiu caracterizar e contextualizar diversas unidades atribuídas ao Ordovícico Superior, até agora praticamente ignoradas na região, assim como a detecção de lacunas estratigráficas de grande interesse paleogeográfico. O novo esquema litoestratigráfico, agora apresentado, permite correlacionar de forma precisa e nivelar o conhecimento relativamente à restante Zona Centro Ibérica portuguesa (Valongo, Buçaco, Amêndoa Mação) e ao restante Ordovícico do sudoeste da Europa.

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