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Tomo 94 (2007)

Tomo 94 (2007)


Tomo 94 (2007)Categoria: Publicações, Comunicações Geológicas, 2000 a 2009

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. Acritarchs and their potential in Ediacaran biostratigraphy – Examples from the Officer Basin, Australia
Sebastian Willman (12 páginas)
Palavras Chave: Bioestratigrafia, acritarcas, Ediacarano, Neoproterozóico, Bacia de Officer, Austrália
resumo: Os acritarcas (microfósseis de algas ou de afinidade biológica ainda desconhecida, de parede orgânica e insolúveis em ácidos) possuem grande potencial para efectuar correlações bioestratigráficas no Ediacarano. Estudos de sondagens localizadas no Sul da Austrália mostraram associações bem preservadas, taxonomicamente ricas, independentes de fácies e de ambientes sedimentares. As associações de palinomorfos apresentam-se bastante diversificadas no Ediacarano Inferior (estratigraficamente acima da camada de ejecta do impacto de Acraman), com vários novos taxa surgindo pela primeira vez. Os estudos das primeiras e últimas ocorrências e das associações em geral, provaram que os acritarcas podem ser usados para subdivisões bioestratigráficas do Ediacarano, à escala local e regional. As semelhanças taxonómicas verificadas entre Austrália e outros paleocontinentes permitem ainda efectuar correlações intercontinentais (globais).
2. Devonian and Carboniferous palynostratigraphy of the South Portuguese Zone, Portugal – Na overview
Z. Pereira ; J. Matos ; P. Fernandes & J. T. Oliveira (28 páginas)
Palavras Chave: Devónico, Carbonífero, Palinostratigrafia, Zona Sul Portuguesa
resumo: A Zona Sul Portuguesa (ZSP) representa o ramo sul do Orógeno Varisco Ibérico e compreende os seguintes domínios, de norte para sul: o Antiforma do Pulo do Lobo, a Faixa Piritosa Ibérica, o Grupo do Flysch do Baixo Alentejo e o Sector Sudoeste (Anticlinais da Bordeira e Aljezur). No presente trabalho apresenta-se uma síntese dos conhecimentos palinoestratigráficos obtidos em secções seleccionadas dos vários domínios da ZSP. Os dados obtidos permitem estabelecer correlações cronoestratigráficas em toda a Zona Sul Portuguesa, contribuindo assim para o melhor conhecimento da sua evolução paleogeográfica e geodinâmica.
3. Facteurs de contrôle et signification génétique des assemblages minéralogiques argileux du Trias-Lias d’Argana (Haut Atlas Occidental, Maroc)
Daoudi Lahcen ; Ouajhain Brahim & Medina Fida (16 páginas)
Palavras Chave: Triássico-Liássico, Alto Atlas Ocidental, Bacia de Argana, Diagenese, efeito termal.
resumo: A série triássico-liássica da bacia do Argana é principalmente constituída por illite associada a smectite. Esta argila sugere deposição detrítica sob condições de clima quente e árido e forte erosão. Na base da série, a diagénese é expressa pela transformação das smectites e o aumento do grau de cristalinidade da illite. No topo da série, o efeito termal da escoada basáltica do triássico-liássico é responsável pelas maiores modificações das argilas detríticas, até 20m de profundidade. Nos dois metros de sedimentos situados imediatamente abaixo da escoada basáltica, a circulação de fluidos hidrotermais ricos em magnésio provocou a total transformação das argilas detríticas e a precipitação de novas fases minerais (clorite, corrensite, smectite, caulinite e talco). Para além desta zona, e em paralelo com o gradiente termal resultante da escoada basáltica, verifica-se a parcial transformação das argilas detríticas; smectites são transformadas em corrensite e também em clorite e a illite aumenta o grau de cristalinidade.
4. Formalização da litostratigrafia do Jurássico Inferior e Médio do Maciço Calcário Estremenho (Bacia Lusitânica)
Ana C. Azerêdo (24 páginas)
Palavras Chave: Litostratigrafia; Jurássico Inferior e Médio; Maciço Calcário Estremenho; Bacia Lusitânica; Portugal.
resumo: Apresenta-se a formalização da litostratigrafia do Jurássico Inferior e Médio do Maciço Calcário Estremenho (Bacia Lusitânica), solidificando e enriquecendo proposta anterior. As séries carbonatadas da região de estudo correspondem, essencialmente, ao Jurássico Médio, com ampla expressão cartográfica, pelo que é esta época o foco principal do presente trabalho; os depósitos do Jurássico Inferior têm representação espacial restrita, embora estratigraficamente importante. São definidas cinco Formações: Formação de Fórnea (Jurássico Inferior-base do Jurássico Médio), Formação de Barranco do Zambujal, Formação de Chão das Pias, Formação de Serra de Aire e Formação de Santo António-Candeeiros (todas do Jurássico Médio). Para cada unidade explicitam-se: origem do nome, denominações equivalentes anteriores, limites e idade, corte ou cortes-tipo e cortes complementares, descrição, geometria e expressão cartográfica; nalgumas consideram-se Membros. As séries abordadas são sucintamente enquadradas em termos do paleossistema deposicional e do contexto bacinal.
5. Geoquímica das sequências máficas e félsicas entre Alvito, Torrão e Alcáçovas (SW da ZOM)
R. Caldeira ; M. L. Ribeiro ; M. E. Moreira (24 páginas)
Palavras Chave: Geoquímica, Rochas subalcalinas, Arco magmático continental, Margem activa, Maciço de Beja
resumo: Entre o Alvito, Torrão e Alcáçovas afloram rochas plutónicas máfico-intermédias (gabros e dioritos) e rochas vulcânicas félsicas (dacitos e riolitos) que têm sido consideradas como integrantes do Complexo Gabrodiorítico de Cuba e dos Pórfiros. Estes fazem parte do Maciço de Beja, que se terá instalado durante o Devónico médio-superior e o Carbónico, constituindo a margem sudoeste da Zona de Ossa Morena. Este Maciço tem sido interpretado como um arco magmático continental, relacionado com o fecho duma bacia marginal. Dos pontos de vista geoquímico e mineralógico aquelas duas unidades são subalcalinas variando de toleíticas (Torrão) a calco-alcalinas (Alvito-Alcáçovas). As características geoquímicas mais relevantes (e.g., TiO2 < 1.9 %, Nb/Y < 0,31, La/Nb > 2, enriquecimento LILE/HFSE com anomalias negativas em Nb, Ta, Ti, P) são distintivas de carácter orogénico, típico de formação dum arco continental em ambiente de subducção. As variações composicionais observadas são consistentes com evolução por cristalização fraccionada + contaminação crustal (?) dos magmas intermédios para os magmas mais ácidos que originaram os riolitos e dacitos. A integração destes resultados com os dados divulgados para outras unidades do Maciço de Beja, a localização geográfica e a informação estratigráfica/geocronológica já publicada sugere que os gabros do Torrão estejam, em termos petrogénicos, relacionados com o mesmo ambiente geodinâmico atribuído anteriormente ao Maciço de Beja e que os gabrodioritos do Alvito e os Pórfiros resultem duma fase mais tardia de evolução da margem sudoeste da Zona de Ossa Morena relacionada com uma zona de subducção provavelmente relacionada com o fecho duma bacia aberta (sul-portuguesa).
6. Ligados pela Natureza: os Inícios da Colaboração Científica entre Nery Delgado e os Geólogos Espanhóis, em 1872
J. I. Catalá-Gorgues (14 páginas)
Palavras Chave: Geologia, serviços geológicos, viagens científicas, internacionalização do conhecimento, Portugal, Espanha, século XIX.
resumo: No ano de 1872, o engenheiro português Nery Delgado, adjunto da Secção Geológica de Portugal, visitou Madrid em missão oficial. Os objectivos principais da sua estadia eram o estabelecimento de relações com os colegas espanhóis, o estudo de algumas colecções e a aquisição de exemplares para a Secção. Estes objectivos cumpriram-se razoavelmente. Assim, avistou-se com alguns membros da Comissão do Mapa Geológico (o serviço geológico espanhol) e com professores da Escola de Minas e do Museu de Ciências Naturais. Também estudou fósseis relacionados com as suas pesquisas sobre o Paleozóico português e, apesar de ter certas dificuldades, conseguiu algumas colecções para Lisboa. Mas a viagem permitiu, sobretudo, iniciar um relacionamento regular entre os geólogos dos dois estados ibéricos, até então escasso.
7. Melanosclerites from the Öjlemyr Cherts, Gotland
C. Trampisch (16 páginas)
Palavras Chave: Melanosclerite, Gotland, Cherte de Öjlemyr, Ordovícico.

resumo: O chertes de Öjlemyr da ilha de Gotland, Suécia, conhecidos há mais de um século, são considerados de idade Ordovícica (F1c e F2). Estes chertes são concreções de calcário silicificadas secundariamente, que ocorrem exclusivamente como blocos erráticos glaciares (“geschiebes”). Estes tipos de cherte contêm igualmente microfósseis, em particular as melanosclerites.O termo “melanosclerites” foi inicialmente introduzido por EISENACK (1930) para descrever microfósseis orgânicos em forma de bastonetes, recuperados em blocos glaciares da região da Báltica, de idade Ordovícico e Silúrico. EISENACK (1930) diferenciou dois grandes grupos: o primeiro refere-se aos “esqueletos”, o segundo grupo representa os apêndices. O apêndice compreende duas partes, uma secção longa proximal e uma terminação distal em forma de bastonete, bola ou espinho. Em materiais muito bem preservados, a parede das melanosclerites é lisa, opaca e de cor castanha escura, e possuem uma dimensão compreendida entre 60-2000 μm. As melanosclerites podem ser encontradas em sedimentos marinhos do Câmbrico ao Devónico. A posição sistemática das melanosclerites é ainda desconhecida.

8. Mississippian Microfloras From The South Munster Basin, Ireland
K. T. Higgs & E. Forsythe (17 páginas)
Palavras Chave: Mississippiano, Microfloras, Bacia South Munster, Irlanda
resumo: A sequência estratigráfica do Carbonífero inferior (Mississipiano) da Bacia de South Munster compreende uma espessa sucessão (2.5km) de sedimentos clásticos marinhos profundos. Litoestratigraficamente estas rochas são referidas como o Grupo de Cork e foram divididas em quatro formações na Sub-bacia South Cork e em cinco formações na Sub-Bacia West Cork. Bioestratigraficamente a sucessão foi datada com base em miosporos, conodontes e goniatites. Contudo, estes dois últimos grupos de fósseis ocorrem intermitentemente ao longo da sequência, enquanto que os miosporos são abundantes ao longo de toda a sucessão. Estudos palinológicos permitiram identificar uma sucessão contínua de associações de miosporos, referenciada ao esquema de zonação de miosporos do Carbonífero do Noroeste da Europa (CLAYTON et al., 1977). A base da Formação Kinsale abrange o limite entre as biozonas LN/VI, que se correlaciona aproximadamente com a base do Sistema Carbonífero. A Formação Kinsale e as formações Courtmacsherry / Reenydonegan (Membros 1-3) mostraram miosporos relativamente bem preservados de idade Tournaisiano inferior a superior (Biozonas VI-CM). O Membro 4 da Formação Courtmacsherry possui miosporos moderadamente preservados de idade Viseano inferior (Biozonas Pu-TC). A Formação Lispatrick compreende associações mal preservadas e de baixa diversidade do Viseano médio a superior (Biozonas VF °V CN (Sub-biozona Cc)). A Formação White Strand, Sub-Bacia South Cork e as Formações East Point, Middle Battery e Kilmore forneceram associações de miosporos mais diversificadas e melhor preservadas de idade Serpukhoviano (Namuriano inferior) (Biozonas CN superior (Sub-biozona Vm) – SO). Verifica-se que a diversidade taxonómica e a preservação dos miosporos é muito variável, em particular na parte superior da sequência. Este facto deve-se ao elevado grau de maturação do material orgânica e ao ambiente sedimentar marinho profundo.
9. Regional Permian Palynological correlations: Southeast Turkey – Northern Iraq
Ellen Stolle (20 páginas)
Palavras Chave: Palinologia, Wordiano, Capitaniano, Sudeste da Turquia, Placa Árabica, Biozona OSPZ6

resumo: Foi efectuada a análise palinológica das Formações Kas e Gomaniibrik do Pérmico, em três secções de afloramento na região de Hazro no Sudeste da Turquia. Este trabalho foi complementado com o estudo de cinco sondagens. As associações palinológicas obtidas no Sudeste da Turquia representam um raro exemplo de associações, com a idade controlada por foraminíferos do Paleozóico Superior da região norte do Gondwana. A idade determinada com base nas associações palinológicas posiciona-se entre o Wordiano e o Capitaniano e é correlacionada com a biozona OSPZ6 Arábica. Este facto permite demonstrar que a biozona OSPZ6 pode ser aplicável por toda a Placa Arábica, incluindo as áreas a norte, tais como Síria, Norte do Iraque e partes do Irão. No Sudeste da Turquia foi possível definir que certos elementos da OSPZ6 se estendem estratigraficamente até ao Changhsingiano. É proposta para esta região, a definição formal do limite superior da zona.O presente trabalho demonstrou que alguns dos taxa-chave da biozona OSPZ6 (por exemplo, ?Florinites balmei Stephenson & Filatoff 2000 e Camptotriletes warchianus Balme 1970), conjuntamente com taxa endémicos das associações do Sudeste da Turquia são muito relevantes, permitindo reinterpretar parte da Formação Chia Zairi do furo Mityaha-1 do Norte do Iraque e efectuar correlações com os andares do Pérmico.

A idade Pérmica é sugerida para as sondagens estudadas, anteriormente consideradas do Triásico inferior. Uma idade do Wordiano a Capitaniano é sugerida para as secções de afloramento, anteriormente consideradas do Pérmico Superior (Tatariano, no sentido de Capitaniano a Changhsingiano).

10. The early Carboniferous Spelaeotriletes balteatus – S. pretiosus Miospore Complex: Defining the base of the Spelaeotriletes pretiosus – Raistrickia clavata (PC) Miospore Biozone.
Jennifer M. Brittain & Kenneth T. Higgs (16 páginas)
Palavras Chave: Carbonífero, bioestratigrafia, miosporos, Spelaeotriletes, Irlanda
resumo: As biozonas de miosporos do Carbonífero inferior, Spelaeotriletes balteatus-Rugospora polyptycha (BP) and Spelaeotriletes pretiosus-Raistrickia clavata (PC) são definidas respectivamente pela primeira ocorrência de S. balteatus e S. pretiosus. Amostragem de alta resolução efectuada na Formação de Porter’s Gate em Hook Head, Co. Wexford permitiu uma análise biométrica, de grande rigor, de uma sucessão contínua de populações de S.balteatus-S. pretiosus. Este trabalho possibilitou a obtenção de nova descrição de S. balteatus e S. pretiosus, a definição de novas espécies, Spelaeotriletes galearis e o reconhecimento da ocorrência de Spelaeotriletes cabotii, espécie importante do ponto de vista estratigráfico do Tournaisiano da Irlanda. Os novos dados palinológicos permitiram precisar a definição da base da Bizona PC. As variações morfológicas relativamente ao aumento da ornamentação, tamanho total e a diversidade dos taxa de Spelaeotriletes durante o Tournaisiano médio, são documentadas e discutidas neste trabalho.

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