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Tomo LXIV (1979)

Tomo LXIV (1979)


Tomo LXIV (1979)Categoria: Publicações, Comunicações Geológicas, 1970 a 1979

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. A Alteração Laboratorial de Rochas pelo Extractor de Soxhlet e sua Repercussão na Oxidação Fe2+ -Fe3+, e na Variação da Densidade Aparente
Luís Aires de Barros ; A. Mouraz Miranda (14 páginas)

resumo: Estuda-se a alteração laboratorial de várias rochas ígneas (granito porfiróide, granito grosseiro róseo, sienito grosseiro róseo, sienito nefelínico grosseiro, diorito biotítico de grão médio, basalto porfírico olivínico e lamprófiro alcalino) por meio do extractor de Soxhlet. A partir dos dados analíticos e das variações das densidades aparentes das amostras «envelhecidas» experimentalmente ao fim de 2 500h e de 6 000h, procura-se averiguar a correlação da taxa de oxidação Fe2++ Fe3+ com a densidade aparente.Apresentam-se algumas conclusões decorrentes da análise da representação 2Fe2O3 / 2Fe2O3 + FeO versus densidade aparente dos «blocos» de rocha «envelhecidos» laboratorialmente, dando ênfase ao papel desempenhado, na taxa de oxidação do Fe2+, pela biotite.

2. A II Semana de Geoquímica
G. Soares de Carvalho ; J. Lopes Nunes (10 páginas)
3. Aferidores Geoquímicos de Fraccionamento Magmático – O Caso das Lavas da Ilha da Madeira
Luís Aires de Barros ; M. J. Matias ; M. J. Basto (12 páginas)

resumo: A partir de determinações de Ni, Cu e Zn em vários tipos de lavas madeirenses, bem como das relações Mg/Mg+Fe e do índice de diferenciação de THORNTON-TUTTLE procura-se caracterizar o processo de fraccionamento do magma subcrustal, alcalino, gerador da sequência de lavas constituintes dos vários complexos vulcânicos da ilha da Madeira. Analisa-se, ainda, a ordem de empobrecimento deste magma em Ni, Cu e Zn no decurso do fraccionamento.A repartição do Ni é um bom aferidor do grau de fraccionamento magmático por separação precoce da olivina.

Com base nos elementos geoquímicos referidos fazem-se considerações magmatológicas.

4. Algumas Considerações Acerca da Génese de Carbonatitos
Britaldo Rodrigues (8 páginas)

resumo: De acordo com trabalhos recentes, nomeadamente os de M.J. LE BASE (1977) que se apoiam em estudos de inclusões vítreas em minerais, parece existir tendência generalizada para aceitar que os carbonatitos podem ser originados a profundidade relativamente grande, ainda no domínio do manto terrestre. Sem se contestar esta afirmação pergunta-se, aliás como outros autores, se todos os carbonatitos terão a mesma origem.Efectivamente, estudos sobre a distribuição do ferro, do magnésio e de “componentes voláteis” no complexo alcalino do Nejoio (Angola), sugerem a hipótese de também ser possível a formação de carbonatitos em condições subvulcânicas.

5. Amazonites de Moçambique – Novos Dados Sobre a sua Composição
J. Lopes Nunes (10 páginas)
resumo: Referem-se várias análises de amazonites verdes e azuis de vários pegmatitos zonados de Moçambique. Depois de um resumo de trabalhos anteriores sobre a composição e causas da cor das amazonites o autor apresenta algumas conclusões sobre o estudo que tem vindo a realizar sobre amazonites de Moçambique.
6. Aplicação da Absorção Atómica à Análise Química de Rochas e Minérios
João Seabra e Barros ; Maria de Jesus Tavares (20 páginas)

resumo: A aplicação prática da espectrofotometria de absorção atómica, iniciada por WALSH na década de 50, foi durante alguns anos exclusivamente usada para determinação de um número limitado de elementos que não podiam ser facilmente determinados pelos «métodos clássicos» de análise.Nas duas últimas décadas o desenvolvimento da absorção atómica foi de tal medo incrementado que, actualmente, há uma tendência crescente para usar este método de análise química na determinação de um número cada vez maior de elementos em qualquer tipo de materiais.

A absorção atómica tem, todavia, como qualquer método de análise, limitações que vão desde o custo da aparelhagem à sensibilidade para cada elemento. Como vantagens refere-se a rapidez e baixo custo de análise e um mínimo de interferências químicas.

Para a determinação de qualquer elemento por este método instrumental não são necessárias separações prévias nem padrões de matriz semelhante às amostras em estudo, bastando usar soluções aquosas de compostos quimicamente puros.

No presente trabalho demonstra-se a aplicabilidade do método à determinação de elementos menores em vários tipos de amostras de rochas e minérios como sienitos nefelínicos, dolomites, baritas, calcopirites, carvões etc., e comparam-se os resultados obtidos com os valores encontrados por métodos de análise clássica.

7. Aspectos Geoquímicos do Ofiolitóide de Beja
A. A. Soares de Andrade (10 páginas)
resumo: Preenchendo localmente uma geossutura hercínica, o Complexo básico-ultrabásico de Beja exibe um carácter ofiolítico particularmente nítido. A interpretação das análises químicas disponíveis permite inferir ambientes geotectónicos possíveis de formação, aos quais é possível associar modelos metalogenéticos com expressão à escala da província e com incidência à escala do jazigo.
8. Bases Metodológicas para o Estudo Geoquímico de Granitóides de Portugal
J. M. Santos Oliveira ; J. M. Farinha Ramos ; Luís Viegas ; Vitor Oliveira (12 páginas)

resumo: Estudos para a caracterização das rochas graníticas do país inserem-se nos programas de actividade do SFM e estão a cargo de um Grupo de Trabalho criado para esse fim.Uma das grandes linhas de orientação do referido programa pretende atingir o estudo geoquímico dos granitóides e das suas relações com mineralizações estano-volframíticas e outras, na perspectiva principal de definição de guias largos para a prospecção de mineralizações deste tipo.

Os autores apresentam aqui as bases metodológicas fundamentais em que decorrerão os citados estudos, naturalmente enquadrados numa programação geral.

9. Breve Nota Prévia Sobre a Análise Multivariante de Dados Químicos e Rochas Lamprofíricas Portuguesas
A. Mouraz Miranda (2 páginas)
10. Considerações Geológicas e Estudos Preliminares Sobre Inclusões Primárias, Fluídas e Sólidas, em Apatites de Rochas Carbonatíticas e Ijolíticas da Ilha de Santiago (República de Cabo Verde)
L. Celestino Silva (8 páginas)
resumo: Descrevem-se alguns aspectos geológicos e petrográficos referentes a associações ijolito-carbonatíticas da ilha de Santiago (República de Cabo Verde) e assinala-se a existência, de fenitos teralíticos e ijolíticos resultantes, provavelmente, da fenitização de rochas gabróicas saturadas. Apresentam-se os resultados dos estudos preliminares sobre inclusões; primárias, fluídas e sólidas, presentes em apatites de formações ijolíticas e carbonatíticas da referida ilha.
11. Contribuição para o Estudo da Distribuição do Urânio na Região do Olival (Leiria)
J. A. Correia Marques ; M. M. Godinho ; A. Ferreira Soares (10 páginas)

resumo: Após uma breve introdução onde se apresentam alguns dos aspectos geológicos e morfológicos julgados mais significativos para os 160 km2 da folha 298 do Olival, os autores discutem os resultados da aplicação da análise de tendências em populações de dados relativos aos teores de U nas águas e radiometria. Os resíduos positivos de ambas as populações foram projectados com base no valor do desvio-padrão dos resíduos das respectivas populações.Se bem que ambas as superfícies tenham suportes distintos, foi possível constatar a existência de sectores simpáticos de valor complementar. As anomalias ocorrentes no sector oriental correspondente à bacia hidrográfica do Zêzere, terão de ser julgadas na independência das ocorridas no sector da bacia do Lis. Nesta última, e apesar do «efeito de aresta», as anomalias hidrogeoquímicas poderão explicar-se pelo trabalho dos aquíferos em níveis de fácies redutora do Malm, para os quais se determinaram valores de U nos sedimentos de 320 a 44 ppm, com 75 a 30% ,de lixiviável. No sector da bacia do Zêzere, a superfície de tendência dos teores de U mostra uma elevação consistente do fundo regional para as bacias das ribeiras do Olival e Seiça e interessando os 40/50 m superiores do «Grés Grosseiro Inferior» do Apciano (?) – Cenomaniano. O andamento das anomalias corresponde ao sentido geral do fluxo dos aquíferos, conforme com o da estrutura geológica na região. A área de mais fortes anomalias localiza-se, em continuidade com o sentido geral do andamento, no canto SE da carta, onde há falhamento expresso que afecta os depósitos considerados do Miocénico.

12. Contribuição para o Estudo da Distribuição Hidrogeoquímjca do Urânio na Orla Meso-cenozóica Ocidental Portuguesa
J. A. Correia Marques ; A. Ferreira Soares ; M. M. Godinho ; J. M. Matos Dias ; M. M. Cajão (26 páginas)
resumo: Após discussão da metodologia utilizada, apresenta-se uma primeira carta da distribuição hidrogeoquímica do urânio na Orla Meso-Cenozóica Ocidental, para norte do paralelo de Vila Nova de Ourém (cerca de 5500 Km2)…
13. Determinação de Elementos em Materiais Geológicos com Eléctrodos Selectivos a Iões
Maria de Jesus Tavares ; João Seabra e Barros (16 páginas)

resumo: … Este trabalho descreve a aplicação de eléctrodos selectivos a iões à determinação do anião fluoreto e do catião sódio. Experimentaram-se diferentes meios de solubilização de amostras susceptíveis de serem utilizados como electrólitos para a determinação do ião em estudo, após o que se seleccionou o sistema tampão ajustador de força iónica e a zona de pH de trabalho. Posteriormente verificou-se o efeito de iões estranhos na resposta do eléctrodo.Ao avaliar os resultados eliminou-se a influência do comportamento não ideal do eléctrodo construindo uma curva de calibração E vs Cj. A recta obtida tem uma inclinação que depende do comportamento do eléctrodo e da força iónica do meio de trabalho.

14. Determinação do Coeficiente Mássico de Absorção da Radiação X, em Rochas, pelos Métodos de Reynolds (1967) e Walker (1973). Estudo das suas Condições de Aplicação
Herlânder Correia ; M. João Basto (22 páginas)

resumo: 0 método de REYNOLDS (1967) para a determinação do coeficiente mássico, de absorção em rochas é um dos mais utilizados na análise quantitativa de oligoelementos por espectrometria de fluorescência, de raios-X (EFRX). A aplicação ao domínio de comprimentos de onda superiores a 1.94 A. foi revista e melhorada por WALKER (1973).0 presente trabalho tem por objectivo divulgar este método em Portugal e proceder simultaneamente ao estudo da viabilidade da sua aplicação, como técnica de rotina para a correcção de absorção secundária nas determinações quantitativas de oligoelementos por EFRX, às condições instrumentais de trabalho usadas no LAMPIST.

15. Estudo da Determinação do Lítio por Espectrofotometria de Absorção Atómica
Maria Manuela Cavaco ; Elisa Fernandes (8 páginas)

resumo: A ocorrência particular do Lítio quer nas rochas encaixantes quer nos feldspatos dos próprios pegmatitos, para além do seu inegável interesse económico, levou-nos ao estudo da determinação deste elemento por Espectrofotometria de Absorção Atómica.0 nosso trabalho incidiu, em determinações efectuadas sobre amostras standard fornecidas pelo «National Bureau of Standards» e pelo «U. S. Geological Survey Standards» o que nos permitiu cobrir uma gama variada de teores, bem como fazer um estudo com base estatística.

16. Geoquímica de Granitóides híbridos da Zona Central do Norte de Portugal e sua Petrogénese (Resumo)
Ana M. R. Neiva (2 páginas)
resumo: Na região compreendida entre 1000 m a NE do Amieiro, marco Cota (na folha nº 116 – Alijó, da carta 1:25 000), Caldas de S. Lourenço, Franzilhal (na folha nº 103 – Sanfins do Douro), Tralhão, Portela e Fragas Altas – locais a Oeste de Pinhal Novo (na folha nº 104 – Vilas Boas, Vila Flor) ocorrem rochas de composição de tonalito horneblêndico biotítico a granito moscovítico-biotítico.
17. Geoquímica do Cu, Zn, Co, Ni e Cr em Solos da Região de Morais (NE Transmontano, Portugal)
Edmundo M. Cardoso Fonseca ; J. M. Santos Oliveira (18 páginas)
resumo: Investiga-se o comportamento geoquímico do Cu, Zn, Co, Ni e Cr em solos da área do maciço ultrabásico de Morais, tendo em vista a determinação de alguns parâmetros de prospecção e a aplicação do método no apoio à cartografia geológica em áreas pobres de afloramentos.
18. Inclusões Fluídas, sua Contribuição para a Dedução das Condições Físico-químicas da Formação de Minerais e Rochas
Fernando Noronha (4 páginas)

resumo: As inclusões fluidas constituem as únicas amostras directas dos meios fluidos onde os minerais cresceram ou recristalizaram.Quanto à sua origem as inclusões podem classificar-se em primárias, secundárias e pseudosecundárias. As primárias constituem um testemunho do fluido presente no momento de cristalização do mineral e representativo, portanto, da solução original; as secundárias são posteriores ao momento de cristalização do mineral e geralmente ocupam zonas de fractura dos minerais; as pseudosecundárias são inclusões que têm aspecto de secundárias mas cujo significado é semelhante ao das primárias pois representam cicatrizações de fracturas que ocorreram durante o crescimento do mineral.

O estudo das inclusões fluidas pode efectuar-se por vários métodos, que têm em vista a caracterização completa dos fluidos, habitualmente classificados em duas categorias: os destrutivos e os não destrutivos permitindo estes últimos repetir várias vezes um estudo sobre uma mesma amostra, do mineral.

Referimos em particular um método não destrutivo, a microtermometria, cuja aplicação é de prática simples e não requer aparelhagem sofisticada. Consiste em observar ao microscópio as mudanças de fase que se produzem nas inclusões por acção de variações de temperatura. Compreende duas operações: a criometria e o aquecimento. De entre as temperaturas que podem ser registadas, duas têm especial importância: a temperatura de fusão (TF, sólido -> líquido) e a temperatura de homogeneização (TH, gás -> líquido ou líquido -> gás).

Com a criometria (-180°C a +20°C) provoca-se o aparecimento de novas fases, tais como gelo, hidratos e outras.

19. Linhas de Rumo da Geoquímica
Luís Aires de Barros (22 páginas)
20. Sobre a Génese de Cristais de Quartzo e de Fluorite, Associados a Xenolitos de Rocha, Carbonatadas Existentes em Mantos Basálticos da Ilha da Boa Vista (República de Cabo Verde)
M. Manuela Correia ; L. Celestino Silva (16 páginas)

resumo: Neste trabalho procura-se, com base em observações de terreno, em considerações petrográficas e em resultados de estudos microtermométricos de inclusões fluidas, apresentar uma possível explicação para a génese de cristais euédricos de quartzo e de pequenas massas de fluorite, que parecem ocorrer em intima associação espacial com xenolitos de rochas carbonatadas englobados em mantos basálticos subaéreos.Os estudos microtermométricos mostraram que no ambiente de cristalização dos citados minerais intervieram fluídos aquosos (fases líquida e gasosa de H2O ) de baixa salinidade (com cerca de 3% de NaCl). pobres ou isentos de CO2.

A temperatura de formação do quartzo e a temperatura mínima de cristalização da fluorite, deduzidas das temperaturas de homogeneização das fases fluídas são, respectivamente, de cerca de 360°C e 200°C.

21. Subsídios para o Conhecimento da Matéria Mineral Associada às Perantracites da Bacia Carbonífera do Douro (NO de Portugal). I – Um plano de Pesquisa
M. J. Lemos de Sousa (18 páginas)

resumo: Após uma introdução em que faz o balanço dos estudos conduzidos até à data sobre as perantracites da Bacia Carbonífera do Douro (NO de Portugal), o autor faz considerações gerais sobre os diferentes tipos de matéria mineral associada aos carvões e a outros caustobiólitos, e sobre o interesse do seu estudo.Seguidamente apresenta um plano de pesquisa ideado para estudar, nas perantracites durienses, os três tipos de matéria mineral que mais directamente interessam ao domínio da petrografia dos carvões:

  1. cinzas vegetais, ou seja, os constituintes inorgânicos do material vegetal primitivo;
  2. estéreis intercalares das camadas de carvão e;
  3. inclusões minerais singenéticas ou epigenéticas inseridas na massa do carvão.
22. Subsídios para o Conhecimento da Matéria Mineral Associada às Perantracites da Bacia Carbonífera do Douro (NO de Portugal). II – Elementos para o Estudo Geoquímico das Perantracites Durienses
M. J. Lemos de Sousa (4 páginas)
resumo: Dando sequência a um plano de pesquisa anteriormente estabelecido para o estudo dos diferentes tipos de matéria mineral associada às perantracites da Bacia Carbonífera do Douro (NO de Portugal), o autor apresenta, nesta nota, o resultado das determinações quantitativas de elementos menores correspondentes às cinzas vegetais (constituintes inorgânicos do material vegetal primitivo) de diversas camadas daquela bacia.
23. Termometria Geoquímica. Princípios Gerais, Aplicações Geotérmicas a Casos Portugueses
Luís Aires de Barros (30 páginas)

resumo: Apresentam-se os fundamentos dos principais métodos da termometria geoquímica: método da sílica, método baseado na relação Na/K e método baseado nos teores de Na-K-Ca. Analisa-se ainda o caso da termometria geoquímica das águas mistas.Com base nos princípios expostos, faz-se a sua aplicação a algumas águas termais ocorrentes no Centro e Norte do país (Chaves, S. Pedro do Sul, Sangemil, Alcafache, Manteigas, Aregos, Gerês, Moledo e Vizela).

A partir dos valores calculados para as temperaturas, em profundidades, das águas, e no domínio das baixas entalpias, apontam-se algumas das suas aplicações quer na indústria, quer na agricultura, quer no aquecimento urbano, para além do tradicional uso em termas para cura e repouso.


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