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Vol. XIX, Fasc. 1/2 (1969)

Vol. XIX, Fasc. 1/2 (1969)


Vol. XIX, Fasc. 1/2 (1969)Categoria: Publicações, Estudos, Notas e Trabalhos, 1960 a 1969

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. Aspectos Geoquímicos de Pegmatitos e Veios da Área Estano-volframítica de Amarante-Celorico de Basto.
J. M. Santos Oliveira (32 páginas)
Resumo: Neste trabalho o Autor investiga a distribuição do estanho e de vários oligoelementos nas moscovites de pegmatitos e veios estéreis ou mineralizados em cassiterite e/ou volframite, ocorrentes na região de Amarante-Celorico de Basto. A sua intenção é encontrar um guia geoquímico que possa ajudar na pesquisa de jazigos primários de cassiterite.
O Autor principia desses corpos sumariamente a geologia da região considerada e efectua um breve estudo mineralógico dos diferentes pegmatitos e veios. Todas as moscovites desses corpos menores de rochas foram analisados pelos raios-X, tendo-se considerado a existência possível do polimorfo com a configuração 2 M. as moscovites foram cuidadosamente separadas e preparadas para a análise espectrográfica de emissão do Sn e de vários oligoelementos, cujos métodos analíticos são descritos em detalhe.
Com uma análise quantitativa do Sn, o Autor verifica que efectivamente esse elemento mostra um enriquecimento notável nas micas dos pegmatitos e veios quartzosos com cassiterite, quando comparados com as concentrações nas micas dos pegmatitos e veios deficitários desse mineral e até nas moscovites de granitos da região. Foram analisados ainda mais 23 oligoelementos – Ga, Ge, Bi, Nb, Mo, V, Ti, Cu, In, Ag, Be, Y, Zn, Ni, Zr, Co, Pb, Sc, Cr, Ba, Sr, Mn e La – que evidenciaram pequenas diferenças na sua distribuição.
Destes oligoelementos analisados, o Be deve ser considerado como algo mais importante na pesquisa dos jazigos de cassiterite pois manifesta um comportamento paralelo ao do Sn embora numa escala inferior de valores. Com menor interesse, notam-se ainda algumas diferenças na distribuição do Cu e Sc.

2. Minas de Antimónio e Ouro de Gondomar.
Adalberto Dias de Carvalho (80 páginas)
resumo: As minas de antimónio e ouro de Gondomar estão situadas numa área de pequenos acidentes orográficos dos arredores da cidade do Porto. Fazem parte da Região Mineira do Douro que inclui concessões de outras substâncias metálicas e de carvão também, alinhadas numa extensão de 30 Km, de NO para SE, entre Valongo e Castelo de Paiva. A zona mais intensamente mineralizada em Sb-Au situa-se ao norte da grande falha do rio Douro, no concelho de Gondomar, enquanto a zona Pb-Zn-Ag predomina ao sul da mesma falha, no concelho de Castelo de Paiva.
Os jazigos auro-antimoníferos são constituídos por filões que ocorrem em terrenos do Complexo xisto-grauváquico ante-ordovícico e séries metamórficas derivadas onde as rochas predominantes são xistos. Caracterizam-se por serem jazigos típicos de antimónio de reduzido volume, descontínuos, de natureza hidrotermal, relacionados na sua génese com granitos de idade hercínica. A direcção média das rochas encaixantes vai de N a NO, com inclinação para leste. Os filões mais produtivos ocorrem na direcção EO, com pendente para norte (Tapada e Montalto), e NS com pendente para oeste (Ribeiro da Serra). Há ainda os filões «Ladrões», geralmente estéries, com direcção NS e pendente para leste. Estes têm como particularidade, que lhes valeu o nome, a de afectarem a continuidade dos filões principais, desviando-os por meio de falhas, ao cruzarem-se com eles. A possança dos filões, muito variável, vai de alguns centímetros a 1,50 m. Variável é também a presença de antimonite, desde a impregnação escassa até aos meios compactos segundo ore-shoots bem definidos. O teor médio, nas minas, varia entre 5 e 10% de Sb metalico, em possanças, médias também, de 0,80 m.
Do enchimento dos filões faz parte para o quartzo aurífero, com teores médios em Au de 7 g/t mas que pode atingir valores bastante elevados e aparecer até o ouro visível. Está bem patente nos trabalhos mais antigos, atribuídos aos romanos, o interesse de que foram alvo estes jazigos para ouro. O antimónio só veio a ter interesse em meados do século passado.
O período mais activo decorre entre 1880 e 1890 e é no concelho de Gondomar que se estabelecem as lavras mais importantes. As minas possuíam ao tempo instalações modelares, empregavam muitas centenas de operários e tinham uma produção tal que influenciava os preços no mercado de Londres para onde os minérios eram então exportados. Os minérios portugueses de antimónio, muito puros, isentos de chumbo, cobre ou arsénio, eram muito apreciados em mercados estrangeiros.
O aparecimento de minérios oriundos de países asiáticos, provocou uma crise na mineração europeia que afectou igualmente os nossos, e de tal modo, que aí por 1900 já todas as minas estavam paradas. Fizeram-se ainda tentativas para sobreviverem com a extracção do ouro, que, todavia, não resultaram em virtude deste metal não ser constante nos jazigos como era o antimónio. E assim as minas foram definitivamnte abandonadas e esquecidas. Volvidos quase 80 anos o antimónio tem boa cotação e há indícios de estabilidade na sua procura devido às suas crescentes aplicações modernas na indústria. Daí, a oportunidade de estudar as condições que os nossos jazigos oferecem actualmente sob o ponto de vista económoco, à semelhança do que têm feito outros países produtores, nossos antigos concorrentes.
De toda a área mineira de Gondomar destaca-se uma faixa de 5 Km de extensão, entre os rios Douro e Sousa, ou mais precisamente entre os lugares de Alto de Sobrido e Covêlo, onde se situam seis antigas concessões com boas perspectivas para rapidamente se poderem evidenciar reservas da ordem das 500.000 t de minério de antimónio e ouro. Nesse sentido, julgamos que conviria executar alguns trabalhos que fossem planeados de acordo com reconhecimentos efectuados no campo e estudos em documentos relativos às antigas explorações que chegaram a ser notáveis e se podiam agora reviver.

3. O Caulino da Telheira (Vila Nova de Gaia).
A. J. R. Lapa (28 páginas)
resumo: No presente trabalho, o autor reporta-se ao estudo de uma ocorrência de caulino em Telheira, Vila Nova de Gaia, relacionado com o granito porfiróide vulgarmente designado por «Granito de Lavadores».
Após algumas considerações sobre a geologia e a génese desta ocorrência, o mesmo realiza o estudo mineralógico do caulino, realçando, em particular, o estudo petrográfico de alguns feno-cristais de feldspato. A determinação mineralógica atrás referida, foi levada a efeito pela difractometria dos raios-X e pela A. T. D..
Este estudo prosseguiu com a realização da análise granulométrica e com alguns ensaios tecnológicos, tais como resistência mecânica à flexão, plasticidade, retracção, refractariedade e dilatometria.

4. Prospecção e Estudo de Algumas Areias da Península de Setúbal.
A. M. Galopim de Carvalho (54 páginas)
resumo: Neste trabalho apresentam-se os resultados dos estudos granulométrico e mineralógico de areias de algumas formações detríticas terciárias da península de Setúbal. Estas areias, geralmente bem calibradas, agrupam-se em vários tipos granulométricos.
São frequentes as jazidas de areias brancas, entre as quais merecem referência particular as areias de Coina, muito semelhantes às de Rio Maior, inclusivamente na composição da fracção argilosa – caulinite.


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