2682
PT LOGIN LOGIN
Vol. XVIII, Fasc. 3/4 (1969)

Vol. XVIII, Fasc. 3/4 (1969)


Vol. XVIII, Fasc. 3/4 (1969)Categoria: Publicações, Estudos, Notas e Trabalhos, 1960 a 1969

15.90

O preço inclui IVA à taxa legal em vigor.

Descrição

Artigos

1. Contribuição para o Conhecimento das Rochas Dolomiticas da Região de Cascais.
Giuseppe Manuppella (8 páginas)
Resumo: Pretendendo-se dar a conhecer a existência de rochas dolomíticas, com interesse económico, em certas zonas do país, iniciou-se o seu estudo na região de Cascais. O autor, em face dos resultados obtidos, conclui que os calcários dolomíticos daquela região não apresentavam interesse económico.

2. Contribuição para o Conhecimento das Rochas Dolomíticas da Região de Setúbal.
Giuseppe Manuppella (18 páginas)
Resumo: Apresentam-se os resultados de análises feitas em rochas dolomíticas, colhidas ao longo de cortes efectuados entre Setúbal e cabo Espichel. Dá-se a sua distribuição na série estratigráfica local, mostrando ser a série bajociana a de maior interesse. Anota-se a existência de grandes reservas.

3. Estudo de Argilas por Difracção dos Raios X.
A. J. R. Lapa (24 páginas)
Resumo: No presente trabalho o autor descreve um conjunto de técnicas aplicáveis ao estudo das argilas por difracção dos raios X. Depois de uma breve introdução e de enumerar os cuidados necessários a uma perfeita dispersão e ao fraccionamento da amostra em estudo, refere-se à importância destas operações não só no campo radiocristalográfico, mas também no termodiferencial e granulométrico.Posteriormente, faz uma breve referência acerca da preparação do agregado orientado (a.o.) das partículas que constituem uma argila, citando para tal as técnicas que sucessivamente têm sido usadas até aos nossos dias. Como neste trabalho está inserido um quadro destinado a permitir uma rápida identificação dos minerais ou grupos mineralógicos mais frequentes nas argilas e dado que, para a utilização do mesmo, são necessários determinados tratamentos padrões do a.o., o autor prossegue descrevendo esses tratamentos de modo a facilitar a interpretação do referido quadro.
Para terminar, são mencionados vários métodos de análise mineralógica quantitativa e semi-quantitativa de argilas por difracção dos raios-X, métodos estes que substituem, com vantagem, devido ao seu carácter prático e eficiente, a morosa análise racional de argilas.

4. O Jazigo de Cobre de Aparis.
Orlando da Cruz Gaspar (38 páginas)
Resumo: O Jazigo de Aparis faz parte de um numeroso grupo de ocorrências epigenéticas filonianas de minérios de cobre, situadas no Alto e Baixo Alentejo, semelhantes às que se assinalam nas províncias espanholas de Huelva, Sevilha e Badajoz. Geneticamente não mostram qualquer correlação directa com os jazigos singenéticos da extensa faixa luso-espanhola de pirite cuprífera – que se considera ligada a uma actividade magmática espilítica-ceratófira inicial da orogénese varisca – nem tão pouco com os jazigos de sulfuretos complexos do tipo de Algares de Portel. Os jazigos epigenéticos de cobre caracterizam-se todos eles por serem filões-falhas e por terem uma paragénese hipogénica relativamente simples, em que os minérios hipogénicos principais são: calcopirite, calcopirite + pirite, calcopirite + tenantite e/ou tetraedrite e mais raramente calcopirite + galena + blenda. Os minerais da ganga são o quartzo e carbonatos. Para a maior parte dos geólogos os jazigos são hidrotermais e estão relacionados com a orogénese varisca. Pouco clara é a origem das soluções mineralizantes que preenchem as falhas e fracturas que cortam formações paleozóicas. Embora algumas das ocorrências se estendam por centenas de metros e até alguns quilómetros e a sua possança possa variar de centímetros a alguns metros, este tipo de jazigos nunca desempenhou papel de relevância na economia mineira do País, embora tivesse sido objecto de exploração por períodos diferentes desde os tempos mais remotos, com trabalhos mineiros atingindo profundidades superiores a 100 metros, nas zonas de oxidação e cementação. O Jazigo de Aparis inclui algumas das concessões de maior potencial económico da Região de Barrancos, que cobrem um sistema de filões de direcção sensivelmente N 10°-25° E e outro que lhe é perpendicular. Verifica-se pelo estudo da sua estrutura que os filões preenchem falhas de cisalhamento conjugadas, que cortam grauvaques e xistos do devónico afectados por metamorfismo epizonal. O preenchimento das falhas é feito por carbonatos (dolomite, anquerite, calcite e muito pouca siderite), quartzo e mais raramente por clorite – que são os minerais da ganga – sendo o minério útil a calcopirite, que em apreciável quantidade tem exsoluções de cubanite e mais raramente de mackinawite. A pirite ocorre em pequena quantidade e caracteriza-se por uma deficiência em S e Fe e um teor elevado em As, mostrando por vezes inclusões de bastonetes com a forma de exsoluções que pelas suas reduzidas dimensões não foi possível identificar, mesmo recorrendo ao uso da microsonda electrónica. O Ni e o Co estão ausentes nas inclusões e na pirite, pirite essa que microscopicamente se apresenta mais branca e com maior poder reflector que normalmente. Os bastonetes parecem ter um teor em As ainda mais elvado que o da pirite que os inclui. Na zona de oxidação e cementação do jazigo, que atinge uma profundidade superior aos 150 metros, ocorre todo o cortejo de minerais supergénicos de cobre característicos, com esquemas paragenéticos complicados devido à interpenetração das duas zonas. A mineralização do Jazigo de Aparis, de que fizemos um estudo detalhado pela microscopia de reflexão, difractometria e espectrografia de raios-X, não mostra qualquer relação directa com formações intrusivas e a origem das soluções mineralizantes não pôde ser estabelecida com certeza. A temperatura de formação do jazigo considera-se superior a 225° C. O controle da mineralização ao longo das falhas é exercido por múltiplos factores de natureza estrutural e lítica – parecendo estes últimos particularmente importantes, pois que a mineralização da grande falha, que se estende por mais de 3 Km com direcção N 10° E, está principalmente circunscrita ao seu tramo mais SE, em que atravessa formações tipo «flysch», de alternância de metagrauvaques finos com xistos, em que as bancadas podem ter possanças de poucos centímetros. A mineralização empobrece nos xistos argilosos e quase desaparece nos xistos grafitosos.

5. Sobre a Existência de Atapulgite em Portugal: Sua Utilização como Matéria-prima.
A. M. Galopim de Carvalho ( páginas)
Resumo: Após breve exposição relativa à mineralogia e às diferentes aplicações da atapulgite, alude-se em Portugal desta argila fibrosa, cujas reservas parecem ser, à primeira vista, consideráveis.


Contacto

Email: venda.publicacoes@lneg.pt
Telefone:  + 351 210 924 635


Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com